Andrea C. B. Duvoisin

Andrea C. B. Duvoisin Médica

05/06/2026

Metformina é um dos medicamentos mais prescritos no mundo para diabetes tipo 2, e também um dos mais abandonados por conta própria por causa dos efeitos colaterais.

O que muita gente não sabe é que na maioria dos casos esses efeitos têm solução, e abandonar a metformina sem conversar com o médico pode significar abrir mão de uma proteção importante que vai muito além do controle da glicemia.

A metformina reduz a produção de glicose pelo fígado, melhora a sensibilidade à insulina e tem evidências robustas de proteção cardiovascular, benefícios que nenhum desconforto gastrointestinal passageiro deveria custar sem que antes se tentassem as alternativas.
E as alternativas existem. Tomar junto à refeição já reduz significativamente a irritação gástrica. A formulação de liberação prolongada, como o Glifage XR, foi desenvolvida justamente para diminuir o impacto no trato gastrointestinal, e está disponível gratuitamente no Programa Farmácia Popular, sem necessidade de desembolso extra.

A decisão de parar um medicamento parece simples quando o desconforto é real. Mas interromper o tratamento sem orientação pode descompensar a glicemia de forma silenciosa, acumulando dano antes que os sintomas apareçam.

Se a metformina está te incomodando, esse é exatamente o momento de conversar com seu médico, não de parar.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

02/06/2026

Fraqueza em quem tem diabetes raramente tem uma causa só, e raramente é coisa da cabeça.

O problema é que esse sintoma quase sempre é investigado de forma incompleta. O médico olha a glicemia do momento, vê um número razoável, e encerra por aí. Mas a fraqueza no diabetes pode estar vindo de lugares que um único exame não revela.

Se você sente fraqueza e tem diabetes, clique no link da BIO e agende uma consulta, presencial ou online para todo o Brasil.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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01/06/2026

Boca seca todo dia não é falta de água. É um sinal de que a glicose pode estar cronicamente elevada, e o corpo está tentando eliminar esse excesso a qualquer custo, inclusive às custas da sua hidratação.

O que pouca gente sabe é que esse sintoma aparentemente simples abre uma porta para complicações que vão muito além da sede.

A saliva tem função protetora. Ela neutraliza ácidos, controla bactérias e protege o esmalte dos dentes. Quando a boca resseca de forma crônica, esse escudo desaparece — e o ambiente bucal se torna favorável a cáries, gengivites e infecções que, no paciente com diabetes, curam mais devagar e inflamam mais intensamente.

Daí em diante o ciclo é silencioso e progressivo: a infecção bucal gera inflamação sistêmica, a inflamação aumenta a resistência à insulina, a resistência à insulina eleva a glicose, e a glicose elevada perpetua a boca seca. Um problema alimentando o outro, sem que ninguém conecte os pontos.

Por isso o cuidado odontológico não é opcional para quem tem diabetes. É parte do tratamento.

Se você acorda com boca seca com frequência, vale revisar seu controle glicêmico, e não apenas tomar mais água.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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29/05/2026

A esteatose hepática, a gordura no fígado, não é apenas um achado de exame. É uma doença que evolui silenciosamente em estágios, e o problema começa quando ela avança para além do acúmulo simples de gordura.

Nos graus 2 e 3, o fígado já está sobrecarregado. Quando esse processo não é tratado, vem a inflamação, depois a fibrose, e quando a fibrose atinge o grau 4, já estamos falando de cirrose, uma condição irreversível.

O que a tirzepatida tem mostrado na literatura é que, ao reduzir a resistência à insulina e promover perda de peso significativa, ela pode diminuir o conteúdo de gordura no fígado e frear a progressão da fibrose nos estágios ainda reversíveis. Não é um efeito colateral positivo, é um dos benefícios terapêuticos mais relevantes dessa medicação para quem convive com obesidade e esteatose ao mesmo tempo.

Se você tem esteatose hepática e ainda não discutiu essa possibilidade com seu médico, esse é o momento.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
💙 Cuidado e Equilíbrio no Diabetes

28/05/2026

Emagrecer com tirzepatida pode fazer sua pressão reduzir, e isso é bom. Mas exige atenção.

O excesso de gordura, especialmente a gordura visceral, contribui diretamente para a hipertensão. Ela aumenta a resistência à insulina, favorece a inflamação dos vasos e sobrecarrega o sistema cardiovascular como um todo. Quando o tratamento com tirzepatida reduz esse peso e melhora a sensibilidade à insulina, o organismo começa a regular a pressão de forma mais eficiente, e o remédio que antes era necessário pode se tornar excessivo.

O problema é quando ninguém ajusta a dose.

Pressão baixando com a medicação na mesma dose de antes pode causar hipotensão, tontura, mal-estar, risco de queda, especialmente ao levantar rápido. É um sinal de que o tratamento precisa ser revisto, não ignorado.

Por isso o monitoramento é indispensável durante o uso de tirzepatida em quem tem hipertensão. A boa resposta ao tratamento exige acompanhamento, não é algo para administrar sozinho.

Se você está nessa situação, estou aqui para te ajudar. Clique no link da BIO e agende sua consulta.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Um resultado assim, 11,7%, não é só um número fora da meta.É meses de glicose elevada circulando pelo corpo. E uma das c...
27/05/2026

Um resultado assim, 11,7%, não é só um número fora da meta.

É meses de glicose elevada circulando pelo corpo. E uma das consequências que quase ninguém associa ao diabetes descontrolado é a perda de massa muscular.

Veja como isso acontece: com a glicose alta de forma crônica, a insulina perde eficiência, e o músculo começa a receber menos nutrientes do que precisa. Para compensar, o próprio organismo passa a quebrar proteína muscular e usá-la como fonte de energia alternativa. É o corpo consumindo o músculo para tentar sobreviver ao descontrole glicêmico.

Com o tempo, a pessoa perde força, cansa mais fácil, sente as pernas fracas, e acha que é coisa da idade ou falta de atividade física.

Não é. É o diabetes agindo em silêncio.

Hemoglobina glicada acima de 8,5% já está associada na literatura a maior risco de sarcopenia, especialmente em adultos acima dos 50 anos. Quanto mais tempo fora da meta, maior o impacto.

Mas com um bom controle glicêmico esse quadro melhora. Músculo pode ser recuperado com tratamento adequado e exercício resistido orientado.

Você sabe qual é a sua hemoglobina glicada hoje? Comenta aqui.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Por horas, pacientes vieram me perguntar sobre os riscos da insulina após verem o caso do jovem Gabriel. Muitos com medo...
25/05/2026

Por horas, pacientes vieram me perguntar sobre os riscos da insulina após verem o caso do jovem Gabriel. Muitos com medo. Alguns pensando em diminuir a dose por conta própria.

Isso precisa ficar claro: o laudo apontou cardiomiopatia hipertrófica, uma doença cardíaca associada ao uso crônico de esteróides anabolizantes, não insulina.

E mesmo que a hipótese inicial fosse confirmada, ainda seria completamente diferente do que acontece no consultório. A insulina prescrita para diabetes é reposição de um hormônio que o corpo não produz mais.

Ela não tira vidas, ela as mantém.

Conhece alguém que ficou com medo? Compartilhe com ela!

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Durante anos, mulheres chegavam ao consultório com ciclos irregulares, resistência à insulina, dificuldade para emagrece...
22/05/2026

Durante anos, mulheres chegavam ao consultório com ciclos irregulares, resistência à insulina, dificuldade para emagrecer, acne, queda de cabelo, e saíam com um diagnóstico que falava só de cistos no ovário.

O nome antigo reduzia uma condição complexa a uma estrutura que, na maioria dos casos, nem é um cisto de verdade. São folículos parados. E isso gerou décadas de diagnóstico tardio, tratamento incompleto e mulheres que foram mandadas embora sem resposta.

A mudança foi fruto de 11 anos de trabalho e envolveu cerca de 22 mil pessoas, médicos, pesquisadores, pacientes e organizações do mundo inteiro. Em 12 de maio de 2026, a SOP foi oficialmente renomeada para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina, a SOMP.

O novo nome finalmente diz o que a condição realmente é: um distúrbio hormonal e metabólico que afeta o corpo inteiro, não apenas os ovários.

E isso muda tudo na prática clínica.

A resistência à insulina está presente em grande parte das pacientes, inclusive nas que não têm obesidade, e está associada a risco aumentado de diabetes gestacional, alterações no colesterol, hipertensão e doença cardiovascular.

Ou seja, uma paciente com SOMP que é tratada apenas pelo ginecologista, sem acompanhamento endocrinológico e metabólico, está recebendo metade do cuidado que precisa.

Se você tem esse diagnóstico ou suspeita que pode ter, clique e agende uma consulta, presencial ou online.

Dra. Andrea Cristina
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Neuropatia diabética tem tratamento, sim. Mas o tempo é um fator decisivo.Muita gente só procura ajuda quando os sintoma...
21/05/2026

Neuropatia diabética tem tratamento, sim. Mas o tempo é um fator decisivo.

Muita gente só procura ajuda quando os sintomas estão intensos demais: dores, queimação, formigamento, dormência, perda de sensibilidade nos pés e nas mãos…

Mas o que poucos sabem é que esses danos aos nervos não acontecem da noite para o dia.

Eles se acumulam lentamente, ao longo dos anos, e quanto mais cedo forem percebidos, maiores as chances de resposta ao tratamento.

Com o controle adequado da glicemia, correção de deficiências nutricionais, uso de medicações específicas, suplementação e acompanhamento regular, é possível sim:

✔️ Reduzir os sintomas
✔️ Impedir a progressão da neuropatia
✔️ E até recuperar parte da função dos nervos

Se você sente esses sintomas, mesmo que leves, não normaliza.

Dor não é normal. Dormência não é normal.
O seu corpo está te dando sinais. E o momento de agir é agora.

Com um plano estruturado, constância e orientação individualizada, há muito o que se fazer pela sua saúde.

E eu estou aqui para ajudar você nesse processo. Clique no link da BIO e agende sua consulta, presencial ou online.

Dra. Andrea Duvoisin
🩺 Médica | CRM SC 12042
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Neuropatia diabética tem tratamento, sim. Mas o tempo é um fator decisivo.Muita gente só procura ajuda quando os sintoma...
21/05/2026

Neuropatia diabética tem tratamento, sim. Mas o tempo é um fator decisivo.

Muita gente só procura ajuda quando os sintomas estão intensos demais: dores, queimação, formigamento, dormência, perda de sensibilidade nos pés e nas mãos…

Mas o que poucos sabem é que esses danos aos nervos não acontecem da noite para o dia.

Eles se acumulam lentamente, ao longo dos anos, e quanto mais cedo forem percebidos, maiores as chances de resposta ao tratamento.

Com o controle adequado da glicemia, correção de deficiências nutricionais, uso de medicações específicas, suplementação e acompanhamento regular, é possível sim:

✔️ Reduzir os sintomas
✔️ Impedir a progressão da neuropatia
✔️ E até recuperar parte da função dos nervos

Se você sente esses sintomas, mesmo que leves, não normaliza.

Dor não é normal. Dormência não é normal.
O seu corpo está te dando sinais. E o momento de agir é agora.

Com um plano estruturado, constância e orientação individualizada, há muito o que se fazer pela sua saúde.

E eu estou aqui para ajudar você nesse processo. Clique no link da BIO e agende sua consulta, presencial ou online.

Dra. Andrea Duvoisin
🩺 Médica | CRM SC 12042
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São Bento Do Sul, SC

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