15/05/2026
“Mas se eu mexer no alimento que meu filho aceita, ele pode parar de comer?” 🤔💭
Essa é uma das dúvidas que mais escuto no consultório quando falamos sobre seletividade alimentar no autismo.
Na terapia alimentar, muitas vezes utilizamos justamente os alimentos seguros/familiares como ponte para novas experiências alimentares através da técnica chamada Food Chaining. 💚
O objetivo não é tirar o alimento de conforto da criança, mas ajudar ela a desenvolver:
✔ mais segurança com a comida;
✔ maior tolerância sensorial;
✔ flexibilidade alimentar;
✔ ampliação gradual do repertório alimentar;
✔ redução da ansiedade nas refeições.
Tudo sempre de forma respeitosa, sem pressão e respeitando o tempo da criança. ✨
O que pode gerar aversão alimentar não é a exposição gradual feita corretamente, mas experiências negativas como pressão para comer, insistência excessiva e mudanças bruscas.
Muitas crianças só conseguem experimentar algo novo quando primeiro se sentem seguras. E o alimento familiar ajuda justamente nisso. 🤍
Também é importante lembrar que comportamento alimentar infantil deve ser discutido com profissionais que estudam e trabalham diretamente com alimentação e desenvolvimento infantil. Mesmo sendo difícil para as famílias lidar com tantas opiniões diferentes, é muito importante filtrar orientações recebidas e buscar informações baseadas em evidências científicas e em acompanhamento individualizado da criança.
📚 Referência:
Fishbein M. et al. Food chaining: A systematic approach for the treatment of children with feeding aversion. Nutrition in Clinical Practice, 2006.