18/06/2026
O frio 🥶 não precisa ser extremo para se tornar perigoso.
Para uma pessoa idosa, permanecer durante muitas horas em uma casa fria, usar roupas insuficientes ou demorar para trocar uma peça úmida já pode provocar uma queda progressiva da temperatura corporal.
⚠️Quando ela f**a abaixo de 35 °C, estamos diante de uma hipotermia, uma emergência médica que pode comprometer o cérebro, a respiração e o funcionamento do coração.
➡️E existe um detalhe importante: no idoso, o perigo nem sempre chega acompanhado de tremores intensos ou de uma queixa clara de frio.
Para evitar a perda de calor, os vasos sanguíneos se contraem. ⚠️Essa reação pode aumentar a pressão arterial e obrigar o coração a trabalhar com mais intensidade. O frio também pode favorecer alterações na coagulação e dificultar a circulação do sangue.
Em pessoas que já convivem com hipertensão, angina, arritmias, insuficiência cardíaca ou doença coronariana, essa sobrecarga pode aumentar o risco de dor no peito, infarto e acidente vascular cerebral.
Por isso, no inverno, não basta perguntar ao idoso: “Você está com frio?”🥶
É preciso observar 🔎se ele está falando normalmente, movimentando-se com segurança, alimentando-se, hidratando-se e permanecendo realmente aquecido, inclusive durante a madrugada.
🌟Na minha prática, o clima também faz parte do histórico clínico. Porque cuidar de uma pessoa é compreender como seu organismo responde às mudanças ao redor e agir antes que o desequilíbrio se torne uma emergência.🌟
No envelhecimento, o frio pode falar baixo. O cuidado precisa saber escutar.
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