Dr. Armando Marins

Dr. Armando Marins Sou medico, tenho 62 anos e 34 deles dedicados à cuidar das pessoas. Seja bem-vindo ao nosso Facebook

28/08/2026
25/08/2026

Na menopausa, a queda do hormônio estrogênio já favorece, por si só, a perda de músculo e de osso — é um dos motivos pelos quais mulheres f**am mais propensas a osteoporose depois dessa fase da vida. Na andropausa, a queda gradual da testosterona no homem também reduz a força muscular e contribui para ossos mais frágeis com o passar dos anos.
Ou seja: quem já está enfrentando esse desgaste natural do envelhecimento hormonal e, ao mesmo tempo, começa a usar um remédio que também “puxa” músculo e osso durante o emagrecimento, pode ter uma perda somada maior do que cada fator isoladamente causaria. É como somar dois processos que empurram na mesma direção.A combinação de exercício de força e alimentação rica em proteína é o que faz a diferença entre um emagrecimento saudável e um emagrecimento que enfraquece o corpo por dentro.

17/08/2026

ESQUECIMENTO parte II e VITAMINA B12

10/08/2026

ESQUECIMENTO E CANSAÇO , PIOR NOS IDOSOS. FAZER OQUE? Antiácidos “para o estômago”: qual é o risco de usar por muito tempo e ter falta de nutrientes?
O risco existe, mas costuma ser grande na maioria das pessoas. Os remédios que diminuem bastante o ácido do estômago — principalmente os inibidores da bomba de prótons (IBP), como omeprazol, pantoprazol e esomeprazol — podem, com uso contínuo, atrapalhar a absorção de algumas vitaminas e minerais. A maioria das evidências vem de estudos observacionais (associação), mas a relação é biologicamente plausível.
Por que isso pode acontecer?
O ácido do estômago ajuda a “soltar” nutrientes dos alimentos e facilita a absorção no intestino. Quando o ácido f**a baixo por muito tempo, alguns nutrientes podem ser pior aproveitados.
Principais nutrientes que podem ser afetados (os mais importantes primeiro)
1) Vitamina B12
• A B12 dos alimentos (principalmente carnes, leite e ovos) precisa do ácido do estômago para ser liberada. Com pouco ácido, pode haver queda da absorção.
• Em geral, isso é mais provável em idosos, pessoas com alimentação pobre, quem já tem problemas no estômago (ex.: gastrite atróf**a) ou usa o remédio por muito tempo.
2) Magnésio
• Em algumas pessoas, o uso prolongado de IBP pode se associar a magnésio baixo, o que pode causar cãibras, formigamentos, fraqueza e, raramente, alterações do ritmo do coração.
• É considerado um evento incomum, mas potencialmente importante quando acontece.
3) Cálcio (e saúde óssea)
• Existe a possibilidade de o baixo ácido reduzir a absorção de alguns tipos de cálcio na dieta, o que pode contribuir para ossos mais frágeis em pessoas suscetíveis (ex.: idosos, pós-menopausa, quem já tem risco de osteoporose).
• Importante: diretrizes destacam que, para a maioria das pessoas sem outros riscos, não é necessário “tomar cálcio/vitamina D a mais” nem fazer exames de osso só por causa do IBP.
4) Ferro
• O ácido do estômago ajuda na absorção do ferro (especialmente o ferro “não-heme”, de origem vegetal). Em uso prolongado, pode haver associação com ferro baixo/anemia em alguns casos.
Quem tem mais chance de ter deficiência?
• Uso por muito tempo (meses a anos) e/ou dose alta.
• Idosos.
• Quem tem Helicobacter pylori persistente ou gastrite crônica (podem reduzir ácido e piorar absorção).
• Dieta restritiva, desnutrição, pós-cirurgia do estômago/intestino, ou outros remédios que também interferem em nutrientes (seu médico avalia caso a caso).
Preciso fazer exames de rotina por usar antiácido?
Na maioria das pessoas, não. Especialistas (gastroenterologia) recomendam que quem usa IBP por longo prazo não faça, de rotina, exames de B12, magnésio ou densitometria óssea se não houver outros fatores de risco ou sintomas.
Sinais de alerta para conversar com seu médico (pode ser deficiência)
• Cansaço forte, palidez, falta de ar aos esforços (pode sugerir anemia/ferro ou B12).
• Formigamento, dormência, desequilíbrio, “choques” nas mãos/pés (pode sugerir B12).
• Cãibras frequentes, tremores, palpitações (pode sugerir magnésio baixo).
Como reduzir o risco sem “sofrer de azia”
• Use o remédio na menor dose que controle os sintomas e reavalie de tempos em tempos com seu médico se ainda precisa dele.
• Evite “usar por conta própria” por tempo prolongado; se precisar sempre, vale investigar a causa (refluxo, gastrite, H. pylori, etc.).
• Mantenha uma alimentação variada com fontes de B12 (alimentos de origem animal ou fortif**ados), ferro, magnésio e cálcio.

09/08/2026

HIPOTIREOIDISMO Hipotireoidismo e doença autoimune (Hashimoto): entenda de um jeito simples
Hipotireoidismo é quando a tireoide (uma glândula no pescoço) produz hormônio “de menos”. Como esses hormônios ajudam a regular o funcionamento do corpo inteiro (metabolismo, energia, intestino, pele, coração), a falta deles pode causar vários sintomas.
A causa mais comum: Hashimoto (doença autoimune)
Na maioria dos casos, principalmente em locais com iodo suficiente, o hipotireoidismo acontece por tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune. Isso signif**a que o sistema imunológico (defesa do corpo) se confunde e ataca a tireoide, causando uma inflamação lenta e progressiva que pode reduzir a produção dos hormônios ao longo do tempo.
Um sinal comum dessa autoimunidade é a presença de anticorpos no sangue, principalmente:
• anti-TPO (anticorpo antitireoperoxidase)
• anti-TG (anticorpo antitireoglobulina)
Esses anticorpos ajudam a identif**ar Hashimoto, junto com exames hormonais.
Sintomas comuns (nem sempre todos aparecem)
Os sintomas podem ser lentos e parecidos com outras coisas, por isso o diagnóstico costuma depender de exame de sangue. Os mais comuns incluem:
• cansaço, sonolência, lentidão
• sensação de frio
• pele seca e queda de cabelo
• prisão de ventre
• ganho de peso
• dificuldade de concentração (“mente lenta”) e alterações de humor
Como é feito o diagnóstico?
Geralmente é com exame de sangue:
• TSH (hormônio que “manda” a tireoide trabalhar)
• T4 livre (fT4) (um dos hormônios da tireoide)
• E, quando se suspeita de Hashimoto, anticorpos (anti‑TPO e/ou anti‑TG)
Tratamento: reposição do hormônio
Quando há hipotireoidismo, o tratamento padrão é a levotiroxina (T4), um hormônio sintético que repõe o que a tireoide não está conseguindo produzir. É um tratamento seguro, geralmente barato, e ajuda a normalizar os exames e melhorar sintomas na maioria das pessoas.
Importante: a dose deve ser ajustada por acompanhamento e exames, porque tanto “faltar” quanto “sobrar” hormônio pode fazer mal.

04/08/2026

Você perde urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer algum esforço? Ou vive sofrendo com infecções urinárias que sempre voltam?

Esses problemas são muito comuns, principalmente nas mulheres após os 40 anos, mas não devem ser considerados “normais da idade”.

A perda de urina pode acontecer por enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico e pelas mudanças hormonais. Já as infecções urinárias de repetição podem estar relacionadas à queda do estrogênio, alterações da flora íntima, esvaziamento incompleto da bexiga e outros fatores que precisam ser investigados.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, existem tratamentos que ajudam a controlar ou até resolver o problema, devolvendo mais conforto, segurança e qualidade de vida.

Se você convive com esses sintomas, não tenha vergonha de procurar ajuda. Cuidar da saúde urinária também é cuidar da sua liberdade e do seu bem-estar.

31/07/2026

Cansaço constante, ganho de peso sem explicação, queda de cabelo e dificuldade para se concentrar podem ser mais do que “rotina”. Esses podem ser sinais de hipotireoidismo.
Identif**ar a causa dos sintomas é o primeiro passo para recuperar sua qualidade de vida. Procure uma avaliação médica e cuide da sua saúde. 💙
📍Agende sua consulta.

20/07/2026

Reposição hormonal personalizada é quando o médico dá ao corpo uma “ajudinha” com hormônios (que são como mensageiros do corpo), mas na quantidade e do jeito certo para aquela pessoa, porque cada corpo funciona um pouco diferente. Em vez de “uma receita igual para todo mundo”, o médico vai ajustando como se fosse regular o volume: nem alto demais, nem baixo demais.Porque cada pessoa absorve (puxa para dentro do corpo) os hormônios de um jeito.
• Porque o hormônio pode vir em formas diferentes: comprimido, adesivo, gel/creme na pele, ou uso vaginal — e cada caminho entra no corpo de um jeito diferente. Por exemplo: quando é pela pele, geralmente passa menos pelo “filtro” do fígado do que quando é pela boca.

14/07/2026

Perimenopausa é como uma “fase de transição” do corpo de uma mulher, quando ele está começando a se preparar para parar de menstruar de vez (chegar na menopausa). Nessa fase, os ovários vão f**ando “mais cansados” e começam a fazer menos hormônios (principalmente estrogênio e progesterona), então o corpo pode f**ar meio “confuso” por um tempo.
• Quando acontece: geralmente começa por volta dos 40 e poucos anos (cada pessoa é diferente).
• Quanto tempo dura: pode durar alguns anos (muitas vezes cerca de 2–4 anos, mas pode variar).
• Quando termina: termina 1 ano depois da última menstruação (aí dizemos que chegou a menopausa).
O que pode acontecer nessa fase (explicando bem simples)
• A menstruação pode f**ar bagunçada: vem mais cedo, mais tarde, às vezes p**a meses, ou muda o fluxo.
• Ondas de calor (fogachos): a pessoa sente um calor forte do nada e pode suar.
• Sono e humor podem mudar: pode ter mais dificuldade para dormir e f**ar mais irritada ou sensível.

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