03/08/2026
Ainda existe muito receio em torno da reposição hormonal, e esse medo faz com que muitas mulheres deixem de receber um tratamento capaz de melhorar significativamente sua qualidade de vida.
Um estudo publicado no JAMA Network Open em 2026 trouxe uma informação importante: entre mulheres com mutações nos genes BRCA que realizaram a retirada preventiva dos ovários, a reposição com estrógeno isolado não foi associada ao aumento do risco de câncer de mama. Os resultados, inclusive, apontaram na direção oposta.
Isso não significa que toda terapia hormonal seja indicada da mesma forma para todas as pacientes. O hormônio utilizado, a via de administração, o momento de iniciar o tratamento e as características individuais de cada mulher continuam sendo fatores fundamentais para uma decisão segura.
O que as evidências mostram é que o medo, por si só, não deve conduzir escolhas clínicas. As decisões precisam ser baseadas em avaliação individualizada e na melhor evidência científica disponível.