02/08/2026
Para quem não é cadeirante, mas passa pela experiência temporária de necessitar de uma cadeira de rodas é algo complexo, doloroso mas ainda assim, é uma fase transitória.
A pessoa que sofreu o trauma de uma fratura tem que reaprender a andar, lidar com o medo da queda, com o desafio de vencer dores e se readaptar à própria vida. Costumo dizer aos meus pacientes que você pode até chegar a f**ar 99, mas 100% não f**a mais, o original foi alterado. Para muitas pessoas é difícil aceitar as limitações, mesmo que temporariamente, mas o aprendizado que traz reaprender a andar tem efeitos transformadores na vida. É como se você ligasse o botão “Fenix” e fosse renascendo das próprias cinzas com as novas descobertas sobre algo que lhe era tão familiar como andar simplesmente.
Dominar a ansiedade e dar um passo de cada vez, sentindo cada detalhe deste passo, progredindo mais lentamente do que gostaria e aceitar, porque não há outra maneira de seguir, é um treinamento para a resiliência. Com sabedoria, se sai de uma situação dessas, de uma certa maneira, mais fortalecido pelo atravessamento da própria fragilidade. Como diz o poema de Antônio Machado: “ Caminhante não há caminho, faz-se o caminho ao caminhar”.
Se você conhece alguém que passou ou está passando por algo assim, manda esse texto para essa pessoa, compartilhe, inspire, encoraje.
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