10/05/2026
Ser mãe. Não sei se é onde eu desempenho o melhor papel da minha vida, mas certamente é onde eu mais me empenho e onde sou mais feliz. Enrico é o que há de mais importante para mim e sim, eu mataria por ele, porém mais do que isso, eu viveria por ele. Me agarraria à vida com unhas e dentes, lutaria de todas as formas para jamais deixa-lo sem me esforçar para f**ar, ainda que isso um dia signifique ve-lo seguir a vida longe de mim. Com ele aprendi que o amor incondicional é verdadeiro e longe de dramas, cobranças e amarras.
Meu filho é único, é ele. Não é meu. Não é minha continuação. Não é minha sombra. É ele. É dele. Assim o criei e assim o vejo. Hoje, aos 16 anos e quase 1,90m, o vejo traçar o seu caminho. Continuo perto, cutuco, alinho, trago de volta pro trilho, impulsiono, mas quem caminha é ele. Às vezes sou permissiva demais, às vezes brava demais. Mamãe é assim, meu amor. Equilibrada, porém intensa.
Enrico é meu companheiro, fazemos os nossos rolês juntos, mas fazemos os nossos pessoais separados pq respeitamos demais um ao outro, pq ele é meu filho, mas não o meu escravo criado para me fazer companhia.
Meu filho sabe que sou incrível. Forte. Corajosa. Persistente. Alegre. Mas sabe que dentro de ser incrível também cabem as dores, as inseguranças, as incoerências. E sabendo disso tudo, meu filho sabe que sou humana e cresce sabendo que também pode ser, nas delicias e nas dureza que é viver este estado de humanidade.
E assim somos nós. Uma mãe e um filho se construindo a partir do amor que nos une.
Feliz Dia das Mães!