29/05/2026
Um dos pontos que mais chamou atenção da medicina nos últimos anos foi a velocidade da resposta da escetamina/cetamina em alguns quadros psiquiátricos graves.
Hoje sabemos que parte dos casos de depressão resistente envolve também mecanismos inflamatórios e alterações importantes na comunicação entre circuitos cerebrais. E é justamente nesse contexto que a cetamina vem mostrando resultados relevantes em pacientes selecionados.
Enquanto muitos antidepressivos tradicionais levam semanas para começar a agir, a cetamina pode produzir melhora signif**ativa em um intervalo muito menor, principalmente em situações graves.
Em alguns contextos hospitalares e de emergência, a rapidez da resposta pode representar uma mudança importante na estabilização emocional do paciente e na redução do risco imediato.
Mas isso não signif**a tratamento simples ou automático.
A utilização da escetamina/cetamina exige ambiente adequado, avaliação médica rigorosa, monitorização e integração com acompanhamento psiquiátrico e psicológico contínuo.
O grande avanço não está apenas na medicação em si. Está na possibilidade de oferecer uma nova alternativa para pacientes que muitas vezes já passaram por múltiplos tratamentos sem resposta satisfatória.