15/04/2026
Apaixonar-se é um clarão que nos tira do prumo. Freud descreveu esse estado como uma superestimação do objeto de afeto. O narcisismo é deslocado, o Eu investe libido no outro, tirando de si para isso.
O juízo crítico f**a empobrecido e a idealização toma conta. O apaixonamento acaba sendo um delírio circunscrito, socialmente aceito, porque projetamos no outro o Eu ideal e o Ideal do Eu, vendo perfeição onde há humanidade.
Baseado no texto de Lúcia Helena Galvão.