Dra.Maria Augusta Maturana

Dra.Maria Augusta Maturana Dra. Maria Augusta Maturana
CRM 16493 RS/ RQE 8446
Ginecologia
Menopausa com Saúde e Qualidade de Vida

Mestrado e Doutorado - UFRGS.

Pós-Doutorado Endocrinologia Ginecológica/ Menopausa. Serviço de Endocrinologia Hospital de Clinicas de Porto Alegre.

08/09/2026

Esse é um dos motivos pelos quais a avaliação da mulher na menopausa não deveria Esse é um dos motivos pelos quais a avaliação da mulher na menopausa não deveria se limitar a perguntar sobre fogachos.

A síndrome geniturinária da menopausa pode aparecer de formas muito diferentes:

Secura vaginal.
Ardência ou irritação.
Redução da lubrificação.
Dor durante a relação sexual.
Sangramento após a relação.
Urgência e ou ardência ao urinar.
Infecções urinárias recorrentes.

E ela é muito mais frequente do que muitas mulheres imaginam.

Uma revisão sistemática com 27 estudos encontrou prevalência de sintomas relacionados à síndrome geniturinária em até 87% das mulheres na pós-menopausa.

O diagnóstico da SGU é essencialmente clínico:

Ele começa com uma história bem feita, perguntas direcionadas sobre sintomas genitais, se***is e urinários e o exame ginecológico.

Não existe um exame laboratorial obrigatório para confirmar a síndrome.
O pH vaginal pode ser usado como uma medida complementar.
Talvez por isso uma das ferramentas mais importantes continue sendo também uma das mais simples:

PERGUNTAR

Porque se a mulher não sabe que aquele sintoma pode ter relação com a menopausa, muitas vezes ela simplesmente não conta.

E o que não é perguntado pode passar anos sem ser reconhecido e tratado.

Vamos Juntas!

.mariaaugustamaturana

Medicina de precisão na menopausa significa entender que o mesmo tratamento não serve para todas as mulheres. Ela busca ...
02/09/2026

Medicina de precisão na menopausa significa entender que o mesmo tratamento não serve para todas as mulheres.

Ela busca individualizar o uso da terapia hormonal considerando os sintomas, a idade, o tempo desde a menopausa, as características clínicas e o histórico pessoal e familiar de cada mulher.

Isso importa porque os benefícios e os riscos da terapia hormonal podem variar muito de uma mulher para outra.

A ciência também investiga como biomarcadores e a interação entre genética e ambiente poderão ajudar a prever quem tem maior chance de responder bem a determinados tratamentos. Mas essas ferramentas ainda não fazem parte da prescrição rotineira da terapia hormonal.

Hoje, a individualização começa com uma avaliação clínica cuidadosa.

Duas mulheres podem ter a mesma idade e sintomas semelhantes, mas não necessariamente precisam do mesmo tratamento.

Antes de indicar uma terapia hormonal, eu avalio para quem ela é adequada, em que momento pode trazer mais benefícios, quais são os possíveis riscos, qual a melhor formulação, via e dose e como será feito o acompanhamento.

Nem toda mulher precisa de terapia hormonal.

Mas nenhuma deveria perder anos de qualidade de vida sem sequer ser avaliada.

É assim que eu penso a medicina: ciência sólida, escuta cuidadosa e decisões que façam sentido para aquela mulher.

Porque não basta conhecer o tratamento.

É preciso saber para quem, quando e por quê.

Vamos Juntas!

O mercado da menopausa está crescendo rapidamente. Suplementos, hormônios, protocolos e promessas de longevidade disputa...
30/08/2026

O mercado da menopausa está crescendo rapidamente. Suplementos, hormônios, protocolos e promessas de longevidade disputam a atenção de mulheres que passaram décadas sem respostas.

Parte desse crescimento é positiva. A menopausa finalmente está sendo discutida. Existem tratamentos eficazes e novas opções que podem melhorar muito a qualidade de vida.

O problema começa quando cuidado vira consumo.

Nenhum produto substitui a avaliação individual. E nenhum protocolo compensa, sozinho, uma vida marcada por pouco sono, perda muscular, sedentarismo, alimentação inadequada e estresse contínuo.

Tratamento é importante quando existe indicação. Mas envelhecer bem também exige rever a maneira como estamos vivendo.

Essa é uma conversa menos sedutora do que vender uma solução pronta. E muito mais necessária.

Vamos Juntas!

Agendamentos com link na bio




Schweitzer K et al. JAMA. 2026. doi:10.1001/jama.2026.13202

29/08/2026

Envelhecimento saudável não começa aos 70. Começa nas escolhas repetidas aos 40, 50 e 60.

Cuidar da saúde na menopausa é construir força, mobilidade e autonomia para os próximos anos. Vamos Juntas!

Este artigo ganhou espaço em diferentes meios de comunicação nos últimos dias. Resolvi traze-lo aqui. Publicado em agost...
28/08/2026

Este artigo ganhou espaço em diferentes meios de comunicação nos últimos dias. Resolvi traze-lo aqui.

Publicado em agosto de 2026 na Alzheimer’s & Dementia, o estudo avaliou mais de 183 mil mulheres do UK Biobank, com acompanhamento médio de 13 anos, e encontrou associação entre o uso de terapia hormonal e menor risco de demência.

É um estudo grande, com um resultado importante e que merece atenção.

Mas ler ciência não é olhar apenas para a conclusão.

É preciso entender como o estudo foi feito, quem eram essas mulheres, como a terapia hormonal foi avaliada, quais grupos apresentaram os resultados mais favoráveis e quais limitações podem interferir nessa interpretação.

Neste estudo, a associação entre uso de Terapia Hormonal e diminuição no risco de Alzheimer não foi igual para todas as mulheres.

O sinal foi mais forte entre aquelas classificadas como tendo menopausa cirúrgica e variou conforme a idade de início da terapia.

Ainda assim, este é um estudo observacional. Ele mostra uma direção, gera hipóteses importantes e ajuda a construir conhecimento, mas não demonstra que terapia hormonal previne Alzheimer e não é, isoladamente, um estudo que deva definir conduta ou indicação de tratamento.

É assim que eu procuro trazer a ciência para a prática clínica.

Estudar é meu jeito de cuidar.

Não para transformar cada artigo novo em uma nova prescrição, mas para entender o peso daquela evidência e o que ela realmente pode acrescentar à decisão de cada mulher.

Vamos juntas!




Squires S, et al. Alzheimer’s & Dementia. 2026. doi 22:e71679. doi:10.1002/alz.71679.

26/08/2026

Cálcio na menopausa não significa suplemento automático.

Para mulheres após os 50 anos, a recomendação é atingir cerca de 1.200 mg de cálcio por dia, somando alimentação e, quando necessário, suplementação.

Antes de suplementar, o primeiro passo é avaliar quanto cálcio você já consome. Sempre que possível, a alimentação deve ser a principal fonte.

Cuidar da saúde óssea começa por entender o que realmente está faltando.

Vamos Juntas!



Radominski SC et al. Rev Bras Reumatol. 2017. doi:10.1016/j.rbre.2017.07.001.
Eastell R et al. J Clin Endocrinol Metab. 2019. doi:10.1210/jc.2019-00221.

A transição da menopausa não é uma descida hormonal em linha reta. Na pré-menopausa, estrogênio e progesterona seguem um...
25/08/2026

A transição da menopausa não é uma descida hormonal em linha reta.

Na pré-menopausa, estrogênio e progesterona seguem um padrão relativamente previsível ao longo dos ciclos menstruais.

Na transição menopausal esse padrão começa a se perder.

O estradiol pode subir muito em determinado momento e cair pouco tempo depois. A ovulação se torna menos previsível, a produção de progesterona se modifica e o FSH também pode apresentar grandes variações.

É essa instabilidade hormonal da perimenopausa que ajuda a entender por que essa fase pode ser tão confusa para algumas mulheres.

Fogachos.
Sono que piora.
Irritabilidade.
Alterações de humor.
Ciclos menstruais que mudam de duração e intensidade.

E aqui está um ponto importante:

um exame de sangue mostra apenas uma fotografia de um sistema que está em movimento!

Você pode dosar o estradiol em um dia e encontrar um valor alto. Em outro momento, ele pode estar muito mais baixo. O mesmo acontece com o FSH, que apresenta grande variabilidade durante a transição da menopausa.

Depois da menopausa, o cenário muda novamente. A atividade ovariana diminui de forma sustentada, estrogênio e progesterona permanecem baixos e as gonadotrofinas ficam persistentemente mais elevadas.

A figura ajuda a visualizar uma ideia que considero fundamental:

na transição menopausal, mais importante do que perguntar “quanto hormônio você tem?” é entender o que está acontecendo com esse organismo ao longo do tempo.

E talvez seja por isso que tantas mulheres chegam ao consultório dizendo:

“Meu exame veio normal. Então por que eu não me sinto como antes?”

Porque um valor hormonal normal não exclui uma transição menopausal em andamento.

A avaliação da perimenopausa e dos sintomas da menopausa precisa considerar idade, padrão menstrual, sintomas e história clínica, e não apenas uma dosagem isolada de estradiol ou FSH.

Vamos Juntas!

Acho chique chegar a uma fase da vida em que você já não precisa provar tanto, mas ainda pode descobrir muito. E você, o...
23/08/2026

Acho chique chegar a uma fase da vida em que você já não precisa provar tanto, mas ainda pode descobrir muito.

E você, o que acha chique?

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