10/05/2026
Acordar cedo para correr já foi algo que parecia distante pra mim.
Hoje, mesmo com dor, ajustes de rota e semanas imperfeitas, ainda é uma das partes da vida que mais me faz sentir viva.
E talvez seja exatamente aí que muita gente se perde quando fala de disciplina.
Porque disciplina não é fazer tudo perfeito.
É continuar construindo espaço praquilo que importa mesmo quando a semana não encaixa como tu gostaria.
Essa semana era pra ter sido diferente.
O treino de tiro não saiu.
O morro de quarta virou só 4 km.
O treino de 7 km aconteceu.
E o longo que seria de 30 virou 25.
Mas, sinceramente?
Ontem aqueles 25 km tiveram um peso muito maior do que muitos treinos perfeitos.
Porque no começo do ano eu fiquei quase dois meses sem correr por causa da fascite.
E quem já precisou parar sabe o tamanho da angústia que existe em não poder fazer aquilo que ama.
Aí tu volta.
Com cuidado.
Com medo.
Tentando entender o corpo de novo.
Respeitando dor, adaptação, compensações.
E mesmo assim… segue.
Teve prova difícil no calor, sem treino suficiente.
Teve meia maratona com RP.
Teve treino de 30 km no morro que foi um dos melhores da minha vida.
E teve ontem.
Os 25 km que talvez, olhando de fora, pareçam “menos”.
Mas que pra mim signif**aram muito.
Porque existe uma diferença enorme entre treinar só quando tudo está perfeito…
e conseguir fazer o treino caber dentro da vida real.
A repetição molda.
O ambiente ajuda.
Os hábitos vão sendo construídos nas pequenas escolhas do dia a dia.
Dormir cedo.
Separar a roupa.
Levantar quando o despertador toca.
Entender que nem todo treino vai ser épico, mas todos eles comunicam alguma coisa pra tua mente.
E a recompensa não está só na medalha ou no pace.
Ela está em perceber que aquilo que um dia parecia impossível começa, aos poucos, a fazer parte da tua rotina.
Talvez eu não tenha feito exatamente a semana que queria.
Mas fiz a semana que meu corpo permitiu.
E ainda assim consegui terminar ela feliz.
Feliz porque posso treinar.
Porque posso recomeçar.
Porque depois de tudo que vivi com a fascite, correr voltou a existir na minha vida.
E isso, pra mim, já vale muito.
Obrigada SEMPRE e meu time .treinamento