Dr Plínio Leal

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26/05/2026

Quando abordamos a dor de uma forma mais ampla, é importante entender que ela não é apenas física. Muitas vezes, os pacientes têm dificuldade de compreender isso, mas a dor envolve também emoções, comportamento e a forma como o cérebro interpreta aquele sofrimento.

Quando sentimos um estímulo doloroso, como uma lesão na ponta do dedo, por exemplo, esse sinal é enviado ao cérebro. E o cérebro não apenas identif**a a dor, mas também processa emoções relacionadas a ela. Existem áreas cerebrais diretamente ligadas ao humor, à ansiedade, à tristeza e à maneira como cada indivíduo reage ao sofrimento. Por isso, a dor pode trazer desânimo, irritabilidade, tristeza e impactar profundamente a qualidade de vida.

Além disso, cada pessoa percebe a dor de maneira diferente. Dois indivíduos podem ter o mesmo problema físico e reagirem de formas completamente distintas. Isso acontece porque o processamento da dor depende de fatores emocionais, psicológicos, sociais e até espirituais.

Por esse motivo, tratar dor vai muito além de prescrever uma medicação ou realizar um procedimento. É necessário compreender o paciente como um todo, entender como aquela dor está afetando sua vida, suas relações, seu emocional e sua rotina. Muitas vezes, a reabilitação adequada depende justamente dessa abordagem mais ampla e multiprofissional.

Então, quando um paciente com dor se sente mais triste, desanimado ou emocionalmente abalado, isso não é exagero. Dor e emoção caminham juntas, porque os mecanismos cerebrais que processam ambos estão profundamente conectados.

Essa semana acompanhamos um caso desafiador de um paciente com hérnia de disco cervical volumosa, quadro de dor intensa ...
22/05/2026

Essa semana acompanhamos um caso desafiador de um paciente com hérnia de disco cervical volumosa, quadro de dor intensa e resposta limitada até mesmo após abordagem cirúrgica prévia.

Em situações como essa, a dor pode persistir mesmo após o tratamento cirúrgico, exigindo uma avaliação individualizada e estratégias específ**as para controle dos sintomas e recuperação da qualidade de vida.

Realizamos um procedimento intervencionista para controle da dor, com melhora signif**ativa do quadro clínico já nos primeiros dias.

Casos como esse reforçam a importância de uma abordagem especializada e multiprofissional no tratamento da dor crônica, principalmente em pacientes com patologias complexas da coluna cervical.

O objetivo é sempre o mesmo: devolver funcionalidade, conforto e qualidade de vida ao paciente.

15/05/2026

Uma das queixas mais frequentes no consultório de dor vem de pacientes que passam muitas horas sentados, trabalhando em escritório ou realizando atividades administrativas. A má postura, associada ao sedentarismo e à falta de fortalecimento muscular, acaba sobrecarregando a coluna lombar e favorecendo o surgimento da dor.

Muitos desses pacientes relatam desconforto que piora ao curvar o corpo para frente, o que geralmente está relacionado à sobrecarga dos discos intervertebrais, estruturas responsáveis por absorver o impacto e amortecer as forças aplicadas sobre a coluna.

É natural que o paciente procure uma solução rápida, como medicações ou procedimentos que aliviem a dor, e de fato existem tratamentos que ajudam bastante nesse controle, inclusive técnicas intervencionistas. Porém, é importante entender que o tratamento não deve focar apenas no sintoma.

Perda de peso, correção postural e fortalecimento da musculatura abdominal e lombar são fundamentais para reduzir a sobrecarga sobre a coluna e evitar a progressão do problema. Sem esses cuidados, a dor pode se tornar crônica e evoluir para quadros mais graves, como hérnias de disco maiores, que em alguns casos podem até exigir cirurgia.

Cuidar da postura e fortalecer o corpo não é apenas prevenção, mas parte essencial do tratamento da dor lombar.

Semana intensa e desafiadora, iniciando com a realização de bloqueios para tratamento da dor, inclusive durante o feriad...
26/04/2026

Semana intensa e desafiadora, iniciando com a realização de bloqueios para tratamento da dor, inclusive durante o feriado do dia 21, reafirmando o compromisso com o cuidado contínuo dos pacientes.

Na sequência, seguimos para o Congresso Paulista de Anestesiologia, um evento extremamente rico em conteúdo, reunindo profissionais renomados e estudantes de todo o país, em um ambiente dinâmico de aprendizado, troca de experiências e atualização científ**a.

Durante o congresso, apresentei diversos temas livres nas áreas de anestesia e controle da dor, reforçando a importância da pesquisa, da educação contínua e da evolução constante da nossa especialidade.

Seguimos firmes no compromisso de levar conhecimento, inovação e um cuidado cada vez mais qualif**ado aos nossos pacientes.

24/04/2026

A fibromialgia é uma condição complexa que envolve muito mais do que apenas dor. Em muitos pacientes, há uma redução na produção de neurotransmissores responsáveis pela sensação de bem-estar, substâncias que também desempenham um papel importante no controle da dor.

Quando esses níveis estão diminuídos, não é incomum que surjam sintomas como ansiedade, depressão e outras alterações emocionais. Por isso, a fibromialgia não deve ser tratada de forma isolada, focando apenas na dor ou apenas nos aspectos psiquiátricos.

O cuidado precisa ser integral. É fundamental olhar para o paciente como um todo, entendendo suas múltiplas dimensões e como elas se conectam. Nesse contexto, a abordagem multiprofissional (envolvendo médico, fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista, entre outros) é essencial para um tratamento mais ef**az.

Tratar a fibromialgia é, acima de tudo, cuidar da pessoa. E esse cuidado completo é o caminho para melhorar, de forma consistente, a qualidade de vida.

13/04/2026

Muitas vezes, ao receber um paciente no consultório, nos deparamos com queixas diversas que vão muito além do aspecto físico da dor. É nesse momento que precisamos nos colocar no lugar do outro para compreender como aquele sofrimento impacta sua vida, suas relações e sua qualidade de vida. A dor não é apenas um sintoma, ela transforma rotinas, limita atividades e afeta profundamente o emocional do indivíduo.

Como médico da dor e também como professor de medicina, percebo que é, muitas vezes, mais simples estudar doenças do que ensinar algo essencial: a empatia. A capacidade de ouvir, compreender e acolher o paciente é tão importante quanto o conhecimento técnico. Entender o contexto de vida de cada pessoa faz toda a diferença na forma como conduzimos o tratamento.

Para quem sonha em seguir a medicina, f**a uma reflexão importante: não basta apenas estudar e se dedicar tecnicamente. É fundamental desenvolver a sensibilidade de enxergar o paciente como um todo, respeitar seu sofrimento e se colocar em seu lugar. É assim que conseguimos não apenas tratar a dor, mas realmente transformar a vida das pessoas.

26/03/2026

Uma dúvida muito comum entre os pacientes, seja no consultório de dor ou no centro cirúrgico, é em relação aos riscos dos procedimentos. E é importante ser claro: todo procedimento envolve algum grau de risco. No entanto, hoje esses riscos são signif**ativamente menores quando comparados ao que observávamos há algumas décadas.

A evolução da medicina trouxe equipamentos mais modernos, monitorização mais precisa e medicamentos cada vez mais seguros. Além disso, antes de qualquer procedimento anestésico, o paciente passa por uma avaliação pré-anestésica completa, onde analisamos histórico de saúde, alergias, uso de medicações, doenças associadas e até preditores de via aérea, garantindo um planejamento individualizado e mais seguro.

Por isso, mais do que ter medo, é fundamental buscar informação e confiança. Realizar o procedimento em um ambiente adequado, com equipe qualif**ada e profissionais de sua confiança faz toda a diferença na segurança e nos resultados.

A medicina evoluiu, e hoje estamos cada vez mais preparados para oferecer um cuidado seguro, responsável e ef**az.

17/03/2026

Muitos pacientes chegam ao consultório de dor e se surpreendem ao receber a prescrição de medicamentos como antidepressivos ou anticonvulsivantes. É natural causar estranheza, principalmente quando não há diagnóstico de depressão ou epilepsia. No entanto, essas medicações fazem parte do tratamento de diversos tipos de dor, especialmente as chamadas dores neuropáticas.

Condições como neuralgia do trigêmeo, hérnia de disco e até algumas cefaleias, como a enxaqueca, frequentemente exigem esse tipo de abordagem. Medicamentos como anticonvulsivantes e antidepressivos atuam modulando a transmissão dos sinais dolorosos, como se ajudassem a “proteger” o sistema nervoso da agressão contínua causada pela dor.

Por isso, não é incomum que um paciente com dor receba esse tipo de prescrição. O mais importante é compreender que cada medicação tem uma função específ**a dentro do tratamento e que o objetivo final é reduzir a dor e melhorar a qualidade de vida.

Sempre que houver dúvida, questione e busque entender o motivo da prescrição. Informação faz parte do cuidado. E lembre-se: o tratamento da dor é amplo, individualizado e utiliza diferentes estratégias para alcançar os melhores resultados.

11/03/2026

Você sabia que o cérebro, em si, não sente dor, mas é responsável por processar praticamente todas as informações dolorosas do nosso corpo? Isso acontece porque o cérebro não possui nociceptores, que são os receptores responsáveis por detectar estímulos dolorosos. Uma prova disso é que algumas cirurgias cerebrais são realizadas com o paciente acordado. Em determinados casos, como na retirada de tumores cerebrais, o paciente permanece consciente para que a equipe médica avalie, durante o procedimento, se a manipulação de determinadas áreas pode afetar funções importantes, como a fala ou o movimento.

Mas então surge uma dúvida comum: se o cérebro não sente dor, por que sentimos dor de cabeça? A resposta está nas estruturas ao redor do cérebro. A dor de cabeça pode estar relacionada a diversos fatores, como alterações no fluxo sanguíneo cerebral, variações na pressão intracraniana e também às estruturas que compõem a cabeça e o pescoço. Músculos, nervos periféricos da face, vasos sanguíneos e até estruturas da região cervical podem ser responsáveis pelo surgimento da dor.

Portanto, embora o cérebro seja o grande processador das informações dolorosas do corpo, a dor de cabeça geralmente tem origem nas estruturas que o envolvem. Entender a causa correta é fundamental para direcionar o tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida do paciente.

03/03/2026

A dor óssea é, sem dúvida, uma das dores mais desafiadoras no tratamento. Ela costuma estar associada a fraturas ou lesões estruturais do osso e pode se manifestar de forma bastante intensa, especialmente ao movimento.

Nos pacientes oncológicos, por exemplo, a dor relacionada a metástases ósseas é uma realidade frequente. Muitas vezes, em repouso, o paciente quase não sente dor. Porém, ao se movimentar, surge uma dor de difícil controle, que impacta signif**ativamente a qualidade de vida e exige abordagem especializada.

Fora do contexto oncológico, também observamos esse tipo de dor em praticantes de atividade física. Um exemplo comum é a fratura por estresse da tíbia. O paciente inicia a corrida ou aumenta a intensidade dos treinos e passa a sentir uma dor persistente, que pode evoluir de pequenas fissuras para fraturas mais graves se não houver diagnóstico e manejo adequados.

O tratamento depende da causa e pode envolver repouso, gelo, fisioterapia, terapias como laser e ondas de choque e, em alguns casos, bloqueios analgésicos para controle da dor. O mais importante é não ignorar o sintoma, especialmente quando ele surge ou piora com o movimento.

Endereço

São Luís, MA

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