10/08/2026
O autismo não atravessa apenas a vida da pessoa diagnosticada. Ele também transforma as relações que a cercam.
Estudos qualitativos com irmãos de pessoas com TEA revelam uma experiência marcada por múltiplas dimensões: vínculo e afeto, preocupações, responsabilidades precoces, necessidade de proteção e expectativas em relação ao futuro.
Em alguns contextos, o irmão( independente do s**o) assume funções de cuidado e supervisão, nem sempre reconhecidas ou discutidas no espaço clínico.
Essas evidências nos lembram que uma abordagem verdadeiramente integral do autismo precisa considerar não apenas a criança, mas todo o sistema familiar.
Ouvir os irmãos é também uma forma de cuidar.
Arte dos cards: foi Gabi que fez
Referências dos artigos no último card da postagem.