06/07/2026
Ontem, um homem de moto gritou várias vezes “sapatão” (?) para nós, enquanto a gente andava de mãos dadas.
Foi rápido, mas deixou um eco
Hoje, olhando essas fotos de Portugal e Espanha, tudo parece mais claro: existe uma beleza simples em viver uma vida que não pede permissão para ser o que é.
Sou mulher, artista, bruxa, umbandista, bi*****al — não escrevo isso como rótulos, mas como forma inteira de existir. E, às vezes, isso basta para incomodar quem ainda não sabe olhar sem ferir.
A Ma me disse que já viveu esse tipo de situação outras vezes. E eu sei que, para muitas pessoas, isso não é um episódio isolado, é rotina — e, em alguns casos, risco.
Mas eu escolho o que é vivo e verdadeiro
Caminhar de mãos dadas, amar com naturalidade, e não excluir nenhuma parte minha para caber no mundo que os outros imaginam ou idealizam como "certo" (certo para quem?)
Porque o que assusta não é o amor. É a liberdade dele e de ser quem se é!