Dra. Thamyse Dassie

Dra. Thamyse Dassie Médica, Ginecologista e Obstetra pela UNICAMP. Mastologista pelo Hospital Sírio Libanês. Atua na cidade de São Paulo.

21/08/2026

Ter prótese de silicone não elimina a necessidade de rastreamento do câncer de mama.

E aqui existe uma distinção importante: avaliar a mama e avaliar o implante são objetivos diferentes.

A mamografia continua tendo papel no rastreamento, utilizando incidências/técnicas apropriadas para mulheres com implantes.
Já quando queremos avaliar especificamente a integridade da prótese, outros exames podem ser necessários.

Então, antes de perguntar “qual é o melhor exame para quem tem silicone?”, precisamos perguntar: melhor exame para investigar o quê? Essa pequena diferença evita muita confusão.

Dra. Thamyse Dassie | Mastologista e Ginecologista
CRM 162720 | RQE 79572 | RQE 76041

19/08/2026

Fibroadenoma é um dos nódulos benignos mais comuns da mama, principalmente em mulheres jovens.

E receber esse diagnóstico costuma gerar duas perguntas:
“Pode virar câncer?”
“Preciso tirar?”

Na grande maioria dos casos, um fibroadenoma típico não precisa ser retirado simplesmente porque existe.
A decisão depende de características da imagem, tamanho, evolução, sintomas, idade e concordância entre avaliação clínica, imagem e, quando realizada, biópsia.

O mais importante é não transformar a presença de qualquer nódulo em indicação automática de cirurgia.

Às vezes, acompanhar é justamente a conduta adequada.

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18/08/2026

Existe uma confusão muito comum entre rastreamento e investigação.
Uma mulher jovem, assintomática e de risco habitual é uma situação muito diferente, por exemplo, de mulher de 32 anos que percebeu um nódulo na mama.
Assim como uma mulher jovem com uma mutação genética ou risco significativamente aumentado pode precisar de uma estratégia de rastreamento diferente.

“Ainda não tenho idade para fazer mamografia” nunca deve ser motivo para deixar de investigar um sintoma.
Sintoma não espera a idade do rastreamento. E a melhor estratégia para investigação irá depender da idade e da situação clínica.

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“Mamas densas” é uma expressão que aparece no laudo da mamografia de muitas mulheres — e frequentemente gera muitas dúvi...
17/08/2026

“Mamas densas” é uma expressão que aparece no laudo da mamografia de muitas mulheres — e frequentemente gera muitas dúvidas.
Ter mamas densas não é uma doença. Mas é uma informação relevante por dois motivos: a densidade pode diminuir a sensibilidade da mamografia e também está associada a aumento do risco de câncer de mama.
Isso significa que toda mulher com mama densa precisa fazer ultrassom ou ressonância todos os anos? Não necessariamente. A decisão sobre rastreamento complementar deve considerar não apenas a densidade, mas o risco global daquela mulher.

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Depois dos filhos, o tempo muda.A gente dorme menos, se cansa mais, tem menos disposição. O tempo era ‘nosso’ passa a se...
16/08/2026

Depois dos filhos, o tempo muda.
A gente dorme menos, se cansa mais, tem menos disposição. O tempo era ‘nosso’ passa a ser ocupado por alguma necessidade deles.

E encaixar atividade física no meio disso tudo nem sempre é fácil. Eu sei.
Nem todos os dias têm treino perfeito. Nem sempre existe uma hora livre. Às vezes, o exercício possível precisa caber na vida que está acontecendo.

Mas isso nao significa abrir mão de me movimentar.
Primeiro, porque sei — como médica e como mulher — o quanto o exercício faz diferença para a nossa saúde física e mental. E porque, para cuidar deles por muitos anos, eu também preciso cuidar de mim.

E existe uma outra razão que ficou ainda mais importante depois que me tornei mãe: o exemplo.
Quero que meus filhos cresçam entendendo que atividade física não é castigo, obrigação ou apenas uma forma de mudar o corpo. É saúde. É diversão. É liberdade. É parte da vida. E, melhor ainda, pode ser tempo juntos.

Talvez hoje eu tenha menos tempo para me exercitar do que tinha antes deles. Mas alguns dos meus melhores momentos de movimento agora são justamente com eles ao meu lado.

No fim, não é sobre conseguir fazer tudo.
É sobre mostrar, inclusive pelo exemplo, aquilo que queremos que eles levem para a vida.
Cuidando da gente, cuidando deles e ainda colecionando bons momentos pelo caminho.

14/08/2026

“Se existe alguma coisa ali, não seria melhor biopsiar logo e ter certeza?”

Eu entendo perfeitamente esse raciocínio. Mas BI-RADS 3 corresponde a um achado provavelmente benigno, com probabilidade de malignidade de até 2%. Quando os critérios para essa classificação estão adequadamente preenchidos, o acompanhamento em intervalos definidos é uma estratégia segura.

Fazer biópsias indiscriminadamente também tem consequências: procedimentos, cicatrizes, custos e ansiedade.

Ao mesmo tempo, BI-RADS 3 não significa simplesmente “não é nada”. Significa que aquele achado deve seguir uma estratégia de acompanhamento.
E, como sempre, o BI-RADS precisa ser interpretado dentro do contexto daquela paciente.

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13/08/2026

Algumas mulheres têm o mamilo invertido desde sempre. E isso pode ser apenas uma característica anatômica.
O que chama nossa atenção é outra situação: um mamilo que antes era normal e começa a se retrair.
Principalmente quando a mudança é recente, acontece apenas de um lado ou vem acompanhada de alteração da pele, nódulo ou secreção.

Na saúde das mamas, muitas vezes o mais importante não é como alguma coisa é e sim perceber que alguma coisa mudou. Conhecer o próprio corpo continua sendo importante — não para fazer autodiagnóstico, mas para reconhecer mudanças que merecem avaliação.

Dra. Thamyse Dassie | Mastologista e Ginecologista
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11/08/2026

Nem toda secreção pelo mamilo tem o mesmo significado.
Uma das primeiras coisas que quero saber no consultório é: ela apareceu espontaneamente ou somente quando você apertou?
Também avaliamos se acontece em uma ou nas duas mamas, se sai por um ou vários ductos, sua aparência e se existem outros sintomas associados.
Gestação, amamentação, alterações hormonais e alguns medicamentos também podem estar envolvidos. Por isso, tentar determinar se uma secreção é “boa ou ruim” olhando apenas para a cor pode ser enganoso.

Se surgiu uma secreção espontânea, especialmente unilateral, persistente ou sanguinolenta, vale procurar avaliação.
E evite ficar apertando repetidamente o mamilo para “ver se ainda sai”: isso pode perpetuar a secreção.

Dra. Thamyse Dassie | Mastologista e Ginecologista
CRM 162720 | RQE 79572

10/08/2026

Dor mamária é extremamente comum — e, isoladamente, na maioria das vezes não está relacionada ao câncer de mama.
Ela pode variar com o ciclo menstrual, ser bilateral, ter relação hormonal ou até ter origem muscular e ser percebida como uma dor “na mama”.
Mas existe uma diferença entre saber que a maioria das dores é benigna e simplesmente ignorar uma dor persistente.
Uma dor nova, focal, persistente ou acompanhada de alguma outra alteração merece avaliação.
E mais uma coisa: se a dor está prejudicando sua qualidade de vida, ela também merece atenção — mesmo quando não existe suspeita de câncer.

Nem tudo que precisa ser tratado precisa ser perigoso.

Dra. Thamyse Dassie | Mastologista e Ginecologista
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Onde o amor mora (pra sempre!)Feliz dia dos pais! 🫶🏼
09/08/2026

Onde o amor mora (pra sempre!)

Feliz dia dos pais! 🫶🏼

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