Higea - Dr.Rodrigo Fernandez

Higea - Dr.Rodrigo Fernandez Psiquiatra e Psicanalista

22/05/2026

Um brinde à sua saúde, mas com responsabilidade. 🍷

Às vezes, essa pergunta chega até mim: “Doutor, posso beber tomando remédio?”. A resposta curta é: vamos entender seu caso. E o porquê disso é o que eu quero que você entenda.

O álcool e a maioria das medicações em geral e, particularmente, as psiquiátricas são metabolizados pelo fígado. Quando você mistura os dois, pode sobrecarregar o órgão ou alterar a velocidade com que o remédio cai na sua corrente sanguínea. Existem dois riscos principais:

1. Potencialização: Em casos de calmantes (benzodiazepínicos), o álcool aumenta o efeito sedativo da medicação e isso pode causar tonturas, afetar a coordenação motora, provocar quedas, induzir sonolência e, em casos graves, depressão respiratória e morte. Outras medicações têm seus efeitos colaterais intensif**ados por essa interferência no metabolismo hepático.

2. Anulação: Em alguns tratamentos psiquiátricos, o álcool pode diminuir e até neutralizar o efeito terapêutico da medicação, fazendo com que os sintomas que estávamos controlando voltem com força total no dia seguinte, o famoso “rebote”.

O tratamento psiquiátrico busca o seu equilíbrio. Beber sem orientação pode atrasar sua melhora e colocar sua segurança em risco. Se você tem um evento ou dúvida sobre sua medicação específ**a, o melhor caminho é sempre a transparência com seu médico: perguntar não custa!

Compartilhe este alerta com quem precisa saber disso. Vamos ajudar quem precisa!

Muitas vezes, a linha entre o consumo social e o uso abusivo e a dependência é mais tênue do que imaginamos.Como psiquia...
20/05/2026

Muitas vezes, a linha entre o consumo social e o uso abusivo e a dependência é mais tênue do que imaginamos.

Como psiquiatra, eu utilizo ferramentas validadas cientif**amente para ajudar nessa triagem do que merece cuidado. Uma delas é o questionário CAGE, uma sigla em inglês que busca identif**ar padrões de comportamento (“cage“, em inglês, quer dizer jaula…).

Reflita honestamente sobre estas quatro questões a respeito do seu consumo de álcool ou outra substância “recreativa“:

1. Você já sentiu que deveria diminuir a quantidade de bebida ou parar?

2. Você f**a aborrecido quando as pessoas criticam o seu modo de beber?

3. Você se sente culpado pela maneira como costuma beber?

4. Você já sentiu necessidade de beber logo pela manhã para diminuir o nervosismo ou a ressaca?

Se você respondeu “sim” para duas ou mais dessas perguntas, é um sinal de que você deve procurar um profissional. Isso não é um diagnóstico definitivo, mas uma indicação clara de que o álcool ou outra substância pode estar ocupando um espaço prejudicial em sua vida.

O tratamento não passa por um julgamento, mas sim um entendimento do que se deve fazer ou evitar para que você possa retomar o controle de sua vida.

Você já conhecia essa ferramenta? Se as respostas acenderam um alerta, não ignore.

Vamos ajudar quem precisa! 👇

18/05/2026

O cinema adora o mistério da mente humana, mas nem tudo o que vemos nas telas é realidade. 🎥

No filme “Fragmentado”, acompanhamos um caso extremo de Transtorno Dissociativo de Identidade (TDI). Embora a atuação seja brilhante, precisamos separar a licença poética da prática clínica.

Diferente da ficção, as “trocas” de personalidade costumam ser sutis e servem como um mecanismo de defesa da mente para suportar uma realidade insuportável. Pacientes com esse diagnóstico precisam de acolhimento e tratamento especializado, longe do estigma de “periculosidade” que Hollywood costuma criar.

Entender o transtorno é o primeiro passo para o respeito e para a cura.

Você já assistiu a esse filme?

Falar de família é falar sobre nossos alicerces. Como psiquiatra e psicanalista, eu olho para essa estrutura sob dois ân...
15/05/2026

Falar de família é falar sobre nossos alicerces. Como psiquiatra e psicanalista, eu olho para essa estrutura sob dois ângulos que se complementam.

Pela Psiquiatria, observamos a herança biológica, genes que nos dão predisposições e moldam parte do nosso temperamento em função das vivências e do meio. É o olhar para o corpo e para o que herdamos da nossa linhagem.

Pela Psicanálise, olhamos para o que das experiências na vida se manifesta no inconsciente e, a partir dele, na consciência: os afetos, os traumas, as repetições e o lugar que ocupamos no mundo, nas pessoas de nossa vida e delas em nosso psiquismo. É a visão sobre o que, do inconsciente, se manifesta em nossa vida, em nossa realidade e dos nossos.

Muitas vezes, o equilíbrio mental passa por entender esses dois lados: lidar com o que é genético e ressignif**ar o que foi vivido nos vínculos. Já que a família perfeita não existe, podemos tornar nossas relações mais saudáveis, conscientes.

Neste Dia da Família, convido você a refletir: como seus vínculos familiares têm impactado sua vida?

13/05/2026

A ciência e a espiritualidade podem ser aliadas, mas têm papéis diferentes.

Como médico psiquiatra, meu compromisso é com a ciência e com a saúde de sua mente. Eu trabalho para entender seu psiquismo, reequilibrar a sua biologia, tratar os quadros clínicos e devolver a sua qualidade de vida através de uma abordagem científ**a compreensiva e abrangente.

E, até por isso, eu respeito profundamente a fé, a vivência religiosa e espiritualidade de cada paciente. Esses são fatores de proteção importantíssimos e podem trazer muito conforto emocional durante a jornada de cura. Por outro lado, é fundamental entender que o amparo espiritual não substitui a necessidade de um diagnóstico e tratamento médico adequados: essas duas ferramentas devem se complementar.

Qual é a sua opinião sobre essa relação entre mente e espírito? Diz aí nos comentários!

Eu vejo, diariamente, no meu consultório o peso que a idealização da maternidade coloca sobre as mulheres. Existe uma co...
10/05/2026

Eu vejo, diariamente, no meu consultório o peso que a idealização da maternidade coloca sobre as mulheres. Existe uma cobrança social invisível para que a mãe seja impecável, mas meu papel é ajudar a desconstruir esse mito.

Na Psiquiatria e na Psicanálise, entendemos que a busca incessante pela perfeição gera uma sobrecarga emocional imensa. O amor e o cuidado não dependem de uma conduta sem falhas, mas sim da presença e da saúde emocional de quem cuida.

Acredito que falhar faz parte do processo humano e aceitar isso é importante, libertador. Quando uma mãe cuida da própria mente, ela garante um bem-estar muito maior para o seu filho do que se tentasse atingir um padrão impossível.

Neste Dia das Mães, o meu convite é para que você se permita ser real, respeitar seus limites. Celebrar esta data é, antes de tudo, permitir que as mães cuidem de si mesmas com o mesmo zelo que dedicam aos outros.

Você sente o peso dessa busca pela perfeição na sua rotina? Se você quiser, vamos conversar sobre como aliviar essa carga nos comentários. Vamos ajudar quem precisa! 👇

E, claro, um Feliz Dia das Mães!

08/05/2026

Segurança no trânsito também passa pelo que você ingere.

Neste Maio Amarelo, precisamos falar sobre um risco invisível, mas real: o impacto de certos medicamentos nos seus reflexos. A automedicação ou o uso de tratamentos sem o ajuste correto podem causar uma sedação imperceptível.

Muitas vezes, você não se sente “sonolento”, mas seu tempo de reação em um momento crítico, como uma freada brusca, já não é o mesmo. Substâncias como antialérgicos, xaropes para tosse, benzodiazepínicos e alguns tipos de antidepressivos podem afetar a coordenação motora e a percepção espacial sem que você perceba.

O tratamento médico, em geral e psiquiátrico, em particular, deve ser um aliado da sua autonomia, não um risco para sua segurança. Por isso, a orientação profissional é indispensável para ajustar dosagens e escolher as substâncias certas que não prejudiquem sua capacidade de dirigir.

Pela sua vida e pela vida dos outros, escolha sempre o caminho da responsabilidade e do acompanhamento médico.

Compartilhe este alerta com as pessoas de quem você gosta.

Hoje, 6 de maio, celebramos o Dia do Psicanalista. Como eu atuo tanto na Psiquiatria quanto na Psicanálise, recebo frequ...
06/05/2026

Hoje, 6 de maio, celebramos o Dia do Psicanalista. Como eu atuo tanto na Psiquiatria quanto na Psicanálise, recebo frequentemente a pergunta: “Afinal, Rodrigo, qual é a diferença entre as duas?”.

A Psiquiatria é a minha base médica. Nela, o meu olhar está voltado para a biologia do seu cérebro. Eu trato os desequilíbrios químicos, prescrevo medicações quando necessário e foco na remissão de sintomas que impedem você de ter uma vida funcional e equilibrada. É o cuidado com o órgão cérebro, com o “hardware” da pessoa.

A Psicanálise, por outro lado, é onde um mergulho no inconsciente, naquilo que influi nas suas escolhas e você nem percebe. Aqui, o foco não é apenas o sintoma, mas a origem dele: os traumas, as repetições, conflitos, aquilo que você sente, mas muitas vezes não consegue explicar. É o cuidado com a sua história e suas escolhas.

Eu escolhi as duas formações porque acredito que a saúde mental não é uma linha reta. Às vezes, o seu cérebro precisa de um ajuste químico; em outras, a sua história precisa de voz. Unir a precisão da Medicina com a escuta ativa da Psicanálise é o que me permite oferecer um cuidado que enxerga você por inteiro.

Parabéns a todos os meus colegas que se dedicam à escuta atenta e ao decifrar das profundezas ocultas do ser humano.

04/05/2026

Direto ao ponto: não, antidepressivo não vicia.

Muita gente deixa de tratar a depressão ou ansiedade por medo de f**ar “dependente do remédio”, o que é um GRANDE MITO: a verdade é que os antidepressivos agem regulando a disponibilidade de neurotransmissores como serotonina, dopamina e noradrenalina. Eles devolvem o equilíbrio que o seu cérebro perdeu e a mente volta a funcionar com mais liberdade e potência.

O que acontece é que cada indivíduo tem um tempo ideal de tratamento e a retirada deve ser sempre orientada pelo médico para evitar as consequências negativas da descontinuação, como a síndrome de retirada ou mesmo a “recaída“, ou seja, o ressurgimento dos sintomas que tornaram necessário o tratamento.

E aí vem o ponto: cada vez que a pessoa tem uma recaída, além de voltar a sentir todo o mal-estar, é necessário zerar a contagem do tempo de tratamento, começar tudo de novo.

Viver com sintomas que paralisam sua vida é o verdadeiro ciclo que precisa ser quebrado.

Você já teve medo de começar um tratamento por causa desse mito? Vamos conversar nos comentários. Vamos ajudar quem precisa! 👇

01/05/2026

Muito mais que um bordão, um propósito de vida.

Toda vez que encerro um vídeo com essa frase, estou fazendo um convite para você. A saúde mental ainda é cercada de tabus, medos e falta de informação. Quando eu digo “vamos ajudar quem precisa!”, estou lembrando que a medicina só faz sentido se ela transformar vidas e alcançar quem mais sofre.

Ajudar pode ser um atendimento técnico no consultório, mas também pode ser um post enviado no momento certo ou uma palavra de acolhimento para um amigo.

Estou aqui para fazer a minha parte. E você, vem comigo?

Seu corpo está tentando te avisar de algo que você ainda não conseguiu dizer em palavras. 🧠É preciso entender que corpo ...
29/04/2026

Seu corpo está tentando te avisar de algo que você ainda não conseguiu dizer em palavras. 🧠

É preciso entender que corpo e mente são um sistema único. Quando a mente se sobrecarrega, o corpo sinaliza.

Se você já passou por diversos especialistas e os exames continuam “normais”, mas a sua dor continua lá, talvez seja hora de olharmos para a sua saúde mental.

Você sente que o seu corpo ‘trava’ em momentos de muito estresse? Conta pra mim qual sintoma você mais percebe. 👇

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