22/05/2026
Um brinde à sua saúde, mas com responsabilidade. 🍷
Às vezes, essa pergunta chega até mim: “Doutor, posso beber tomando remédio?”. A resposta curta é: vamos entender seu caso. E o porquê disso é o que eu quero que você entenda.
O álcool e a maioria das medicações em geral e, particularmente, as psiquiátricas são metabolizados pelo fígado. Quando você mistura os dois, pode sobrecarregar o órgão ou alterar a velocidade com que o remédio cai na sua corrente sanguínea. Existem dois riscos principais:
1. Potencialização: Em casos de calmantes (benzodiazepínicos), o álcool aumenta o efeito sedativo da medicação e isso pode causar tonturas, afetar a coordenação motora, provocar quedas, induzir sonolência e, em casos graves, depressão respiratória e morte. Outras medicações têm seus efeitos colaterais intensif**ados por essa interferência no metabolismo hepático.
2. Anulação: Em alguns tratamentos psiquiátricos, o álcool pode diminuir e até neutralizar o efeito terapêutico da medicação, fazendo com que os sintomas que estávamos controlando voltem com força total no dia seguinte, o famoso “rebote”.
O tratamento psiquiátrico busca o seu equilíbrio. Beber sem orientação pode atrasar sua melhora e colocar sua segurança em risco. Se você tem um evento ou dúvida sobre sua medicação específ**a, o melhor caminho é sempre a transparência com seu médico: perguntar não custa!
Compartilhe este alerta com quem precisa saber disso. Vamos ajudar quem precisa!