Dra. Carolina Mergulhão

Dra. Carolina Mergulhão Prazer, sou a Dra. Carolina Mergulhão, endocrinologista e metabologista. Encaro a medicina como uma

Especialidades:

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Doenças da hipófise
Supra renais / Adrenais

Independência também é saber parar. O corpo pede isso com mais frequência do que a gente permite, e o feriado é uma das ...
07/09/2026

Independência também é saber parar. O corpo pede isso com mais frequência do que a gente permite, e o feriado é uma das poucas chances reais de escutar esse pedido sem culpa.

Aproveite. Fique com quem você gosta. Coma o que quiser com presença. Durma sem alarme. Saia, ou não saia. O descanso real, aquele que restaura o sistema nervoso, regula o cortisol e recarrega o metabolismo, não precisa de justif**ativa. Precisa de permissão. E hoje você tem.

Dra. Carolina Mergulhão
Endocrinologista e Metabologista
CRM-SP 137.944 | RQE 36.594
Telefone: 11 3062-1111
WhatsApp: 11 97648-1629

Feriadão chegando e eu mesma preciso desse lembrete às vezes: aproveitar de verdade não é exagerar em tudo e chegar na s...
04/09/2026

Feriadão chegando e eu mesma preciso desse lembrete às vezes: aproveitar de verdade não é exagerar em tudo e chegar na segunda destruída. É descansar de um jeito que o corpo sinta.

Se você vai reunir família, sair, comer diferente, tomar uma cerveja, tudo bem. O problema não é o feriado. É quando o corpo f**a sem água, sem sono, com comida pesada empilhada por dias seguidos, e a gente ignora os sinais. Desidratação dá dor de cabeça, cansaço, mau humor e confunde o cérebro com fome. Sono ruim desregula cortisol e grelina. E aí a segunda começa mais difícil do que precisava.

Então aproveite. Coma o que quiser. Descanse de verdade. E beba água. Não porque é obrigação, mas porque o seu corpo vai agradecer antes mesmo de você perceber.

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03/09/2026

Quando meus pacientes chegam falando em semaglutida ou tirzepatida, a conversa quase sempre começa no peso. E faz sentido. Mas o que a ciência está mostrando vai muito além disso, e eu preciso compartilhar.
O GLP-1 age em receptores que existem no cérebro, no pâncreas, no intestino e no sistema de recompensa. Por isso os estudos estão se expandindo em direções que poucos esperavam. O fenômeno das "Ozempic Babies" existe porque a melhora da sensibilidade à insulina restaura a ovulação em mulheres com síndrome dos ovários policísticos. Vícios como álcool e cigarro estão sendo estudados com agonistas de GLP-1 pela modulação dopaminérgica, o mesmo sistema que regula compulsão e recompensa. A tirzepatida, que age em GLP-1 e GIP simultaneamente, está em investigação para doenças neurodegenerativas como Alzheimer, pela redução da inflamação cerebral e melhora da resistência insulínica no sistema nervoso central. E há estudos iniciais com microdosagem, uso subterapêutico para manutenção de peso, controle inflamatório e lipedema. Tudo ainda em investigação. Nada disso é indicação consolidada. Mas o caminho que essa ciência está abrindo é o mais promissor que já vi na medicina metabólica. Acompanho de perto para trazer o que há de mais atual para cada paciente.

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03/09/2026

Quando meus pacientes chegam falando em semaglutida ou tirzepatida, a conversa quase sempre começa no peso. E faz sentido. Mas o que a ciência está mostrando vai muito além disso, e eu preciso compartilhar.

O GLP-1 age em receptores que existem no cérebro, no pâncreas, no intestino e no sistema de recompensa. Por isso os estudos estão se expandindo em direções que poucos esperavam. O fenômeno das "Ozempic Babies" existe porque a melhora da sensibilidade à insulina restaura a ovulação em mulheres com síndrome dos ovários policísticos. Vícios como álcool e cigarro estão sendo estudados com agonistas de GLP-1 pela modulação dopaminérgica, o mesmo sistema que regula compulsão e recompensa.

A tirzepatida, que age em GLP-1 e GIP simultaneamente, está em investigação para doenças neurodegenerativas como Alzheimer, pela redução da inflamação cerebral e melhora da resistência insulínica no sistema nervoso central. E há estudos iniciais com microdosagem, uso subterapêutico para manutenção de peso, controle inflamatório e lipedema.

Tudo ainda em investigação. Nada disso é indicação consolidada. Mas o caminho que essa ciência está abrindo é o mais promissor que já vi na medicina metabólica. Acompanho de perto para trazer o que há de mais atual para cada paciente.

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Um estudo da Mayo Clinic publicado no Lancet trouxe algo que mudou a forma como penso sobre o tratamento da obesidade em...
02/09/2026

Um estudo da Mayo Clinic publicado no Lancet trouxe algo que mudou a forma como penso sobre o tratamento da obesidade em mulheres na pós-menopausa.

Mulheres que utilizaram terapia hormonal da menopausa perderam cerca de 35% mais peso do que aquelas que usaram apenas a tirzepatida. Esse dado é relevante e precisa ser dito com cuidado, porque foi um estudo observacional, não um ensaio clínico randomizado. Não podemos afirmar que a terapia hormonal causou essa diferença. Mas o sinal é forte o suficiente para reacender uma conversa importante.

A queda do estrogênio na menopausa não afeta só os sintomas vasomotores.

Ela altera o metabolismo da glicose, favorece o acúmulo de gordura visceral, reduz a massa muscular e aumenta a resistência à insulina. Quando esse contexto fisiológico melhora com a reposição hormonal, faz sentido biológico que o corpo responda melhor ao tratamento farmacológico.

Um detalhe prático que avalio com cuidado: a tirzepatida retarda o esvaziamento gástrico e pode comprometer a absorção de hormônios por via oral. Por isso, em muitos casos, opto por vias não orais para a reposição.

Cada caso é um caso. E esse é exatamente o tipo de decisão que precisa de avaliação médica individualizada.

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Um dos maiores estudos em contexto real com GLP-1, conduzido pela Harvard Medical School com 80 mil adultos em uso de ti...
01/09/2026

Um dos maiores estudos em contexto real com GLP-1, conduzido pela Harvard Medical School com 80 mil adultos em uso de tirzepatida, revelou quem responde melhor ao tratamento: mulheres, sem comorbidades como diabetes tipo 2 e hipertensão, e com meta de peso estabelecida antes de começar.

Esse dado confirma o que vejo no consultório todos os dias: resultado com GLP-1 depende do contexto metabólico de quem usa. Por isso o tratamento precisa ser individualizado desde o primeiro dia, não depois que o resultado não aparece.

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Recebo com frequência mensagens de mulheres que fazem tudo certo e não conseguem emagrecer depois dos 45, 48, 50 anos. E...
31/08/2026

Recebo com frequência mensagens de mulheres que fazem tudo certo e não conseguem emagrecer depois dos 45, 48, 50 anos. E a primeira coisa que eu quero dizer a essas mulheres é: você não está errada. O seu corpo mudou de regras sem te avisar.

A queda do estrogênio que acontece na perimenopausa e menopausa não afeta só os fogachos e o sono. Ela reduz a sensibilidade à insulina, favorece o acúmulo de gordura especif**amente na região abdominal, acelera a perda de massa muscular e aumenta a inflamação de baixo grau. Tudo isso ao mesmo tempo, em silêncio.

O resultado é que a estratégia que funcionava aos 35 não funciona mais. Não porque você mudou de comportamento. Porque a fisiologia mudou. A queda do estrogênio favorece o acúmulo de gordura visceral, diretamente ligada ao aumento do risco de diabetes, doenças cardiovasculares e inflamação crônica. Tratar o emagrecimento nessa fase exige entender o contexto hormonal primeiro. Não é só dieta e treino. É metabolismo, hormônios e estratégia.

E quando esse tripé está alinhado, o corpo responde. Mesmo depois dos 50.

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Uma das sessões que mais me marcou no ADA 2026 foi sobre nutrição durante o uso de GLP-1. E o recado que ficou foi esse:...
28/08/2026

Uma das sessões que mais me marcou no ADA 2026 foi sobre nutrição durante o uso de GLP-1. E o recado que ficou foi esse: quando o apetite cai muito, cada garfada precisa contar mais. Não menos. Porque quando a quantidade reduz, a qualidade do que entra precisa subir na mesma proporção.

A recomendação consolidada no congresso foi clara: proteína deve ser prioridade em todas as refeições, na quantidade de 1,0 a 1,2 g por kg de peso por dia, distribuída ao longo do dia. A estratégia prática é começar sempre pela proteína no prato, antes de qualquer outra coisa. Fibras vêm na sequência: 25 a 30 g por dia para mulheres e 30 a 35 g para homens. E hidratação mínima de 2 litros de água por dia, especialmente porque a supressão de apetite pode mascarar a sede.

O maior erro que vejo nos meus pacientes em uso de GLP-1 é pular refeições porque não sentem fome, e chegar ao fim do dia sem ter ingerido proteína suficiente. A caneta suprime o apetite. Mas não suprime a necessidade do músculo por nutrição. Esse equilíbrio é o que acompanho de perto em cada consulta.

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27/08/2026

O foco não é mais só o número da balança ou a glicemia em jejum. É a qualidade do emagrecimento. É o que o corpo perde e o que ele preserva durante o tratamento.

Com medicamentos cada vez mais potentes como o retatrutide, que apresentou 28,3% de perda de peso no estudo TRIUMPH-1, a pergunta que dominou o congresso foi: e o músculo? Doses mais altas de terapia com incretinas podem gerar perdas de massa magra de 25% a mais de 40% do total de peso reduzido, reduzindo o gasto energético em repouso e exigindo avaliação proativa do risco de sarcopenia.

O ADA 2026 consolidou que preservar massa magra, monitorar proteína, usar treino de força e, em casos selecionados, associar inibidores de miostatina, não é detalhe do tratamento. É o centro dele. Emagrecer com qualidade metabólica é diferente de emagrecer e ponto. Esse é o princípio que orienta cada consulta que faço.

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Essa é uma das coisas que menos vejo sendo dita no universo dos GLP-1 e que faz uma diferença enorme no resultado do tra...
26/08/2026

Essa é uma das coisas que menos vejo sendo dita no universo dos GLP-1 e que faz uma diferença enorme no resultado do tratamento. O sono não é descanso passivo. É quando o corpo regula insulina, cortisol, grelina e leptina para o dia seguinte. E quando esse processo é interrompido, o metabolismo do dia inteiro paga o preço.

Uma única noite de restrição parcial de sono reduz a sensibilidade à insulina no metabolismo hepático e periférico, segundo estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism. Isso signif**a que o corpo responde pior à insulina, a glicemia f**a mais instável e o apetite por carboidrato e gordura aumenta, exatamente o ciclo que o GLP-1 trabalha para corrigir.

Sono restrito a 4 horas por noite reduz os níveis de GLP-1 no período da tarde em mulheres, o que signif**a que o próprio hormônio que o medicamento imita é suprimido pelo sono ruim. A caneta faz parte do tratamento.

O sono também. Quando um dos dois falha, o outro carrega um peso que não foi feito para carregar sozinho. Esse equilíbrio é o que avalio e ajusto com cada paciente.

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