28/05/2026
A desospitalização tem ganhado espaço nas discussões sobre sustentabilidade do sistema de saúde. Mas é importante reforçar: desospitalizar não significa apenas reduzir o tempo de internação ou liberar leitos.
Para muitos pacientes, especialmente após eventos agudos, cirurgias, longas internações ou perda funcional, a alta hospitalar não representa o fim da jornada de cuidado.
Existe uma etapa intermediária em que ainda são necessários acompanhamento clínico, reabilitação, equipe multiprofissional e planejamento seguro para o retorno ao domicílio.
É nesse contexto que as unidades de transição do cuidado cumprem um papel estratégico: oferecer continuidade assistencial, reduzir riscos de reinternação e apoiar uma recuperação mais segura, digna e estruturada.
Desospitalizar com segurança é continuar cuidando.