21/08/2026
Proteína não é tudo igual — e “ter mais gordura” também não signif**a ser pior.
Quando escolhemos uma fonte proteica, não estamos consumindo proteína isolada. Junto dela vêm diferentes quantidades e tipos de gordura, micronutrientes e, consequentemente, diferentes densidades calóricas.
É por isso que duas porções com quantidades semelhantes de proteína podem entregar valores energéticos bem diferentes.
Em uma estratégia de emagrecimento, fontes mais magras podem ser interessantes quando precisamos atingir uma boa ingestão proteica com menor aporte calórico. Mas isso **não transforma salmão, contra-filé ou outros cortes mais gordurosos em alimentos proibidos.**
O salmão, por exemplo, tem maior teor de gordura, mas também é fonte de EPA e DHA, ácidos graxos ômega-3 associados a benefícios cardiometabólicos.
E tem outro detalhe que muda bastante essa conta: **o corte e o preparo.**
Retirar pele ou gordura aparente, escolher determinado corte e decidir entre grelhar, assar ou adicionar óleo e molhos pode modif**ar signif**ativamente a composição final da refeição.
Na prática, eu não quero que meu paciente decore uma lista de “pode e não pode”.
Quero que ele saiba escolher de acordo com **o restante do prato, sua necessidade de proteína, seu objetivo e sua rotina.**
Porque aprender a comer é muito mais sustentável do que passar a vida tentando obedecer listas.
Qual dessas fontes aparece mais no seu prato?
| Fernanda Migotto
| Nutricionista
| CRN3: 55006
| Jardins | SP