03/08/2026
Nos anos 1920, Tarsila do Amaral foi para Paris estudar com Fernand Léger, um dos maiores nomes do cubismo na época.
Absorveu tudo. Técnica europeia, vanguarda, modernismo.
Voltou para São Paulo e em vez de replicar o que aprendeu, fez o oposto. Pegou o que era dela: as cores do interior paulista, as formas da cultura indígena, os bichos e paisagens que carregava desde criança.
Em 1928, pintou o Abaporu como presente de aniversário para o marido. Uma figura humana com pernas enormes, cabeça pequena, sentada num chão quase primitivo.
Batizaram de Abaporu, “homem que come carne humana” em tupi-guarani e o quadro inspirou o Manifesto Antropofágico, que propunha exatamente isso: devorar a cultura estrangeira e transformar em algo autenticamente brasileiro.
Hoje o Abaporu está em Buenos Aires. Vale estimados US$ 200 milhões.
Não porque ela copiou Paris. Porque ela soube o que fazer com o que aprendeu lá.
Que referência você tá consumindo agora e o que você tá fazendo com ela?