04/09/2026
Hoje é o Dia Mundial da Saúde Sexual. E falar sobre isso também é falar sobre direitos.
Saúde sexual não é apenas prevenção de ISTs ou ausência de doenças.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ela envolve o bem-estar físico, emocional, mental e social relacionado à sexualidade — incluindo o direito de viver relações e experiências de forma segura, respeitosa e livre de coerção, discriminação e violência.
Para a população LGBTQIAPN+, esse cuidado ainda encontra barreiras.
A OMS reconhece que o estigma e a discriminação podem dificultar o acesso aos serviços de saúde. E uma revisão sistemática recente, que analisou 53 estudos sobre saúde sexual e reprodutiva de pessoas trans e de gênero diverso, identificou obstáculos como falta de preparo dos profissionais, falta de informação, discriminação e práticas cisnormativas nos serviços.
Por isso, falar de saúde sexual também é falar sobre acesso, acolhimento, informação e respeito à diversidade.
Seja em uma jornada de transição, no planejamento reprodutivo, no cuidado com a fertilidade ou simplesmente na atenção à própria saúde, cada pessoa merece ser ouvida e cuidada com ciência, respeito e sem julgamentos.
Porque saúde sexual é saúde integral. E cuidado de verdade precisa incluir todas as pessoas.
Diretor Técnico: Dr. Nelson Antunes Jr. | CRM-SP 38992 / RQE: 62797