05/03/2026
Os esportes paralímpicos de inverno representam modalidades como esqui alpino, esqui cross-country, biatlo, snowboard e hóquei no gelo em trenó exigem alto gasto energético, grande controle neuromuscular e capacidade de adaptação ao ambiente frio.
Estresse fisiológico do frio
A exposição prolongada ao frio aumenta o gasto energético devido à necessidade de manutenção da temperatura corporal. Além de alterar a percepção de sede, reduzindo a ingestão de líquidos e aumentando o risco de desidratação subclínica, mesmo em ambientes de baixa sudorese aparente.
Particularidades metabólicas em atletas paralímpicos
Atletas com lesão medular, por exemplo, frequentemente apresentam:
• menor massa muscular ativa
• redução do gasto energético basal
• alterações na termorregulação
• menor capacidade de sudorese abaixo do nível da lesão
Esses fatores exigem um ajuste cuidadoso da ingestão energética e da distribuição de macronutrientes.
Já atletas com amputações podem apresentar maior custo metabólico durante a locomoção, aumentando a demanda energética durante treinamento e competição.
Carboidratos e manutenção da performance
Nos esportes de inverno de resistência, como o esqui cross-country e o biatlo, a disponibilidade de glicogênio muscular é determinante para a manutenção da intensidade do exercício tanto pré, durante e pós prova
Essas estratégias ajudam a preservar o desempenho e reduzir a fadiga central.
A distribuição da proteína ao longo do dia favorece a síntese proteica muscular e a recuperação tecidual após sessões intensas de treinamento.
Micronutrientes críticos
Entre eles destacam-se:
• Ferro, essencial para transporte de oxigênio e prevenção de fadiga
• Vitamina D, frequentemente reduzida em atletas que treinam em regiões com baixa exposição solar
• Magnésio, envolvido na função neuromuscular e metabolismo energético
• Ômega-3, associado à modulação inflamatória e função cognitiva
Mais do que suporte energético, a nutrição torna-se uma ferramenta estratégica para maximizar desempenho.