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10/09/2026

A avaliação de uma extrassístole vai muito além de contar o número de batimentos no laudo do Holter.
Quando o paciente chega preocupado com a “densidade” das extrassístoles, a primeira reação de muitos médicos é olhar diretamente para a carga arrítmica. No entanto, uma carga de 500 a 1.000 extrassístoles por dia não significa, necessariamente, doença estrutural. A verdadeira estratificação de risco exige clínica e uma análise minuciosa do eletrocardiograma (ECG) basal.

Neste DozeCast, Dr. Hugo ensina o passo a passo de como avaliar esse paciente com segurança, destacando a regra de ouro: olhe primeiro para o batimento normal.

🚨 A Anamnese: Antes de qualquer exame, investigue o histórico familiar de morte súbita e a presença de episódios de síncope. O fenótipo clínico guia a suspeita.

📉 O Segredo do Batimento Sinusal: O complexo QRS “normal” esconde os substratos mais perigosos:
- Em V1: Ondas R proeminentes podem sugerir Miocardiopatia Hipertrófica; já a presença de Onda Epsilon ou padrão de Brugada acende o alerta máximo.
- ⁠No Plano Frontal: A presença de baixa voltagem pode ser um forte indício de Cardiopatia Arritmogênica.
- ⁠Repolarização: Ondas T negativas nas derivações precordiais no batimento sinusal também são red flags para displasias.

⚠️ O Intervalo de Acoplamento: Quando você for avaliar a extrassístole em si, observe onde ela incide. Se o acoplamento for longo (caindo após a onda T do batimento prévio), o risco geralmente é menor. Mas se ela cair exatamente no pico da onda T (o temido fenômeno R sobre T), estamos diante de uma extrassístole de acoplamento ultracurto — um achado gravíssimo e gatilho clássico para arritmias malignas (Fibrilação Ventricular).

🎥 Quer aprofundar sua leitura de ECG e o manejo clínico das arritmias? O episódio completo já está disponível no YouTube e no Spotify!

09/09/2026

Devo realizar ataque de clopidogrel em uma SCASSST?

A realização de inibidor de P2Y12 em uma SCA depende do tempo para o início do CATE.

Como é no seu serviço? O iP2Y12 entra de rotina na prescrição de toda SCA?
Conta pra gente, vamos compartilhar.

06/09/2026

O manejo da hipertensão na gestação exige precisão. Você sabe quais anti-hipertensivos são seguros e quais são proibidos?

Quando falamos de gestantes hipertensas, a primeira regra é clara: as medicações mais comuns do nosso dia a dia, como IECA e BRA, estão totalmente contraindicadas. Mas e os betabloqueadores? Eles podem ser usados, com uma importante exceção.

Neste DozeCast, recebemos o Dr. Fábio Bruno e revisamos as opções terapêuticas para o manejo da pressão arterial durante a gravidez:

🛑 O Betabloqueador Proibido (Atenolol): O Atenolol deve ser evitado a todo custo. Ele está associado a uma maior incidência de retardo de crescimento intrauterino e pode mascarar os sintomas de hipoglicemia no recém-nascido.

✅ As Dr**as de Primeira Linha: A Metildopa é a escolha clássica e mais recomendada. Em seguida, os bloqueadores de canal de cálcio (como a Nifedipina) são excelentes alternativas. A Hidralazina também é uma opção válida.

💊 Betabloqueadores Seguros: Se for necessário o uso de um betabloqueador, prefira os cardiosseletivos, como o Metoprolol. O Carvedilol também é muito interessante por sua ação vasodilatadora adicional.

💧 E os Diuréticos?: Podem ser usados, preferencialmente a Furosemida. Os tiazídicos têm um pequeno risco de causar trombocitopenia fetal. E a Espironolactona deve ser evitada, pois pode induzir características femininas em fetos masculinos.

A Regra de Ouro: Sempre utilize a menor dose possível para controlar a pressão e minimizar os efeitos colaterais. E não esqueça de avisar o pediatra sobre o uso do betabloqueador, para que ele monitore atentamente a glicemia do recém-nascido!

🎥 Quer revisar o protocolo completo de hipertensão na gestação? O episódio já está disponível no YouTube e no Spotify!

31/08/2026

Quanto tempo depois do infarto devemos iniciar a reabilitação?

31/08/2026

Conversamos com a Rafaela Penalva Cardiologista, chefe do setor de cardiometabolismo do Dante Pazzanese, sobre as principais novidades na área.

31/08/2026

Primeira diretriz exclusiva de reabilitação cardiovascular da ESC!

Entrevistamos Dra. Carolina Mizzaci | Médica Cardiologista que trouxe as principais mensagens do documento!

30/08/2026

O número de infarto peri procedimentos diagnosticados irá reduzir muito provavelmente. Será que o número de infartos espontâneos também?

Essa resposta pode mudar a interpretação de estudos clássicos como o ISCHEMIA.

30/08/2026

ACASA-TAVI e NOTION-4 partiram praticamente da mesma pergunta: devemos anticoagular pacientes após TAVI, mesmo sem outra indicação formal, para reduzir trombose subclínica dos folhetos (HALT)?

Os dois estudos mostraram que a anticoagulação reduz HALT enquanto está sendo utilizada. No ACASA-TAVI, 12 meses de NOAC reduziram HALT de 28,6% para 16,2%, sem piora do desfecho de segurança. jama_dodgson_2026_oi_260097_1787333130.47014.pdf

Já o NOTION-4 testou uma estratégia diferente: apenas 3 meses de DOAC, seguidos de antiagregação. Aos 3 meses, o HALT caiu de 31,8% para 12,1%; porém, aos 12 meses, após a suspensão do anticoagulante, a diferença praticamente desapareceu: 32,2% vs 28,3%. Além disso, o composto de morte, AVC ou sangramento maior foi numericamente mais frequente no grupo que recebeu DOAC. j%C3%B8rgensen-et-al-2026-short-term-anticoagulant-therapy-and-subclinical-leaflet-thickening-in-transcatheter-aortic-valves.pdf

Em conjunto, os estudos sugerem uma mensagem interessante: anticoagulação parece prevenir HALT enquanto mantida, mas o efeito não persiste após sua retirada. A grande questão permanece: reduzir HALT justifica anticoagulação rotineira após TAVI e, principalmente, isso se traduz em benefício clínico real? Por enquanto, ainda não sabemos.

30/08/2026

Estudo mais importante do ano até agora.

O TRIC-I HF demonstrou redução de hospitalização e mortalidade do reparo borda a borda na insuficiência tricúspide importante e sintomática.

O que você achou desse estudo?

29/08/2026

PREMIUM: monoterapia com Prasugrel em IAMCSST falhou
SWITCH-SWEEDHEART: Ticagrelor semelhante ao Prasugrel em@estudo pragmático pós SCA
EPIDAURUS: DOAC + Ticagrelor/Prasugrel por 1 mês aumentou sangramento versus DOAC + Clopi em FA + SCA

****Errata do PREMIUM no vídeo: nele o AAS não foi “suspenso no paciente com Supra”. Ele não foi realizado em nenhum momento.

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São Paulo, SP

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