28/07/2026
Na contemporaneidade, a educação e o acompanhamento dos jovens são menos coletivizados. Se antes tínhamos estruturas de cuidado coletivo, hoje a responsabilidade pelo “desenvolvimento” dos menores recai sobre as famílias e, majoritariamente, sobre as mães.
Pensemos que, desde o momento da invenção da infância (sim, a infância é uma invenção que ocorreu no final da Idade Média), a educação da criança era um processo coletivo que incluía diversos agentes. Juntos, todos assumiam traços dessa responsabilidade, possibilitando o desenvolvimento múltiplo dos jovens em direção à vida adulta.
O neoliberalismo e o capitalismo selvagem promoveram uma organização psíquica e social muito mais individualista. Vivemos um momento no qual os diferentes espaços por onde a criança circula carecem de adultos que se responsabilizem por ela. Notamos isso no processo do “a culpa é da…” (complete a frase com: família, escola, academia, amigos, videogames).
A atualidade patologiza em muito os jovens, que são menos escutados, mais diagnosticados e, preferencialmente, colocados ou como “ativos” que virão a dar lucro, ou marginalizados como “investimentos” que jamais darão retorno. Nesse processo, os pais tornam-se mais alienados dos filhos enquanto sujeitos detentores de uma subjetividade própria e passam a ser tomados por uma culpa decorrente de uma suposta insuficiência parental.
Talvez devamos resgatar a educação coletiva, menos celulares e mais presenças. O que você pensa sobre isso? Conte para nós, aqui nos comentários, como vê a formação dos jovens hoje.