Dr. Ciro Martinhago

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O aconselhamento genético é indicado para diferentes casos:

casais consanguíneos, histórico familiar de doenças genéticas, perda gestacional habitual ou de repetição, infertilidade, suspeita de câncer hereditário.

As inscrições para o primeiro módulo do Curso de Genética em Reprodução Humana estão chegando ao fim.A primeira aula ser...
26/08/2026

As inscrições para o primeiro módulo do Curso de Genética em Reprodução Humana estão chegando ao fim.

A primeira aula será dedicada aos Fundamentos da Genética, dando início a uma jornada de atualização e aprofundamento em temas essenciais para a atuação na Reprodução Humana.

Ainda dá tempo de se inscrever.
Garanta sua vaga: https://material.sbrh.org.br/curso-genetica

A investigação genética já faz parte da avaliação de determinados quadros de infertilidade masculina. O cariótipo pode s...
24/08/2026

A investigação genética já faz parte da avaliação de determinados quadros de infertilidade masculina. O cariótipo pode ser indicado especialmente em casos de azoospermia e oligozoospermia grave. A pesquisa de microdeleções do cromossomo Y é recomendada sobretudo na azoospermia e em concentrações espermáticas muito reduzidas, enquanto a análise do CFTR tem aplicação particular em homens com ausência congênita dos ductos deferentes e situações selecionadas de azoospermia obstrutiva.

Com o avanço do sequenciamento, painéis multigênicos e exoma podem ampliar a investigação de casos como azoospermia não obstrutiva, oligozoospermia grave e fenótipos espermáticos específicos.

Em estudo multicêntrico publicado em 2025, envolvendo 191 homens com infertilidade grave, variantes consideradas causais em 21 genes bem estabelecidos foram identificadas em 4 participantes, correspondendo a um rendimento diagnóstico de 2,1%.

O resultado pode contribuir para esclarecer a etiologia, avaliar riscos hereditários e orientar o aconselhamento reprodutivo. Por outro lado, uma variante de significado incerto — VUS — não deve, isoladamente, determinar uma conduta clínica.

A indicação e a interpretação do teste precisam considerar o fenótipo, os exames prévios e a história reprodutiva e familiar de cada paciente.

Saiba mais: ciromartinhago.com.br

Fontes: EAU Guidelines on Sexual and Reproductive Health; World Journal of Men’s Health, 2025.

Sequenciamento genômico pode complementar o teste do pezinho?Estudos avaliam como ampliar a identificação precoce de con...
20/08/2026

Sequenciamento genômico pode complementar o teste do pezinho?

Estudos avaliam como ampliar a identificação precoce de condições geneticamente determinadas.

No estudo GUARDIAN, 4 mil recém-nascidos foram submetidos ao sequenciamento do genoma completo, com interpretação direcionada a conjuntos predefinidos de genes. O exame foi concluído em 99,6% dos participantes e 147 bebês, ou 3,7%, apresentaram rastreamento positivo. Dos 151 achados identificados, 120 foram classificados como verdadeiros positivos pelos critérios do estudo.

No Early Check, 1.979 recém-nascidos foram avaliados. Cinquenta tiveram 51 achados positivos, dos quais 28 foram classificados como verdadeiros positivos ou provavelmente verdadeiros positivos.

Os estudos demonstram que a triagem genômica pode identificar algumas condições para as quais ainda não existem biomarcadores adequados no sangue seco. Entretanto, resultado de rastreamento positivo não equivale a diagnóstico — e a identificação de uma variante genética não significa necessariamente que a doença se manifestará.

Antes de uma aplicação populacional, ainda precisam ser definidos os genes e variantes analisados, os critérios de confirmação, o acompanhamento clínico, a proteção dos dados, a custo-efetividade e a equidade de acesso.

À luz das evidências atuais, a triagem genômica deve ser considerada uma possível ferramenta complementar, e não uma substituta do teste do pezinho convencional.

Saiba mais em ciromartinhago.com.br.

Fontes científicas: GUARDIAN — JAMA; Early Check — Nature Medicine.

Teste do gene SRY no vôlei: o que a genética realmente revela?A Confederação Brasileira de Voleibol passou a adotar a tr...
19/08/2026

Teste do gene SRY no vôlei: o que a genética realmente revela?

A Confederação Brasileira de Voleibol passou a adotar a triagem do gene SRY como critério de elegibilidade para competições da categoria feminina.

Localizado normalmente no cromossomo Y, o SRY participa do processo que inicia a diferenciação das gônadas em testículos durante o desenvolvimento embrionário.

Entretanto, sua presença ou ausência não descreve, isoladamente, toda a complexidade do desenvolvimento sexual. Alterações no próprio SRY, translocações, mosaicismos e variantes em outros genes podem produzir diferenças entre cromossomos, gônadas, anatomia e resposta hormonal.

Ouvido pelo UOL, o Dr. Ciro Martinhago explicou que o teste possui aplicações médicas reconhecidas e que existem exceções documentadas. No contexto esportivo, o exame foi adotado como critério classificatório, mas não corresponde a uma avaliação completa de todos os componentes biológicos nem determina a identidade de gênero.

A genética oferece informações importantes, mas seus resultados precisam ser interpretados com contexto clínico, critérios técnicos e cautela.

Leia a matéria completa no UOL:
https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/2026/08/18/volei-teste-para-a-atuar-modalidade-feminina.ghtm

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Fontes: UOL, Confederação Brasileira de Voleibol e MedlinePlus Genetics.

Uma notícia recente ganhou repercussão internacional: aos 62 anos e já na menopausa, uma mulher argentina deu à luz seu ...
17/08/2026

Uma notícia recente ganhou repercussão internacional: aos 62 anos e já na menopausa, uma mulher argentina deu à luz seu primeiro filho. A gestação foi viabilizada por fertilização in vitro com óvulo doado — portanto, não ocorreu espontaneamente.

Do ponto de vista genético, é importante diferenciar a idade de quem forneceu o óvulo da idade de quem conduziu a gestação. O risco de alterações cromossômicas embrionárias está relacionado principalmente à idade do óvulo utilizado. Já a idade e as condições clínicas da gestante influenciam os riscos obstétricos, como hipertensão, diabetes gestacional, restrição do crescimento fetal e prematuridade.

O caso demonstra uma possibilidade da medicina reprodutiva, mas não deve ser interpretado como uma realidade aplicável a todas as mulheres. Tratamentos após a menopausa exigem avaliação clínica rigorosa, análise dos riscos e aconselhamento genético para compreender hereditariedade, doação de gametas e limitações dos exames disponíveis.

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Fontes: UOL/Estadão Conteúdo, 14/08/2026; American Society for Reproductive Medicine, 2025.

14/08/2026

Painéis de doenças recessivas e NIPT: conhecimento genético que qualifica a prática médica.

Na rotina de ginecologistas, obstetras e especialistas em reprodução humana, compreender a finalidade e as limitações dos exames genéticos é essencial para uma orientação clínica baseada em evidências.

O rastreamento de portadores investiga variantes patogênicas ou provavelmente patogênicas associadas a condições autossômicas recessivas e, em alguns painéis, ligadas ao X. Realizado antes da gestação ou, preferencialmente, em seu início, pode identificar casais com risco reprodutivo aumentado e orientar a investigação do parceiro, o aconselhamento genético e a discussão das possibilidades reprodutivas. Um resultado negativo, entretanto, reduz, mas não elimina o risco residual.

O NIPT possui outra finalidade: analisa DNA livre circulante no sangue materno, incluindo uma fração predominantemente placentária, para estimar a probabilidade de alterações cromossômicas específicas, especialmente as trissomias 21, 18 e 13. Trata-se de rastreamento, não de diagnóstico. Resultados de alto risco precisam de avaliação especializada e confirmação por teste diagnóstico apropriado.

Esses exames não são substitutos nem precisam ser solicitados conjuntamente em todos os casos. A indicação deve ser individualizada, considerando o momento reprodutivo, a história clínica e familiar, as características técnicas de cada método e as preferências do paciente.

A integração entre o profissional solicitante e o médico geneticista contribui para a escolha adequada dos exames, a interpretação responsável dos resultados e a definição dos próximos passos.

Saiba mais: ciromartinhago.com.br

Presença confirmada no 31º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia – SOGESP 2026.No dia 20 de agosto, o Dr. Ciro...
11/08/2026

Presença confirmada no 31º Congresso Paulista de Obstetrícia e Ginecologia – SOGESP 2026.

No dia 20 de agosto, o Dr. Ciro Martinhago participará como palestrante do Curso Pré-Congresso de Medicina Fetal, ministrando a aula “Painéis de doenças recessivas e NIPT”.

A apresentação abordará recursos da genética aplicados à avaliação reprodutiva e pré-natal, contribuindo para a atualização científica e para uma prática clínica orientada por evidências.

Participar de um dos principais encontros da especialidade representa uma importante oportunidade para compartilhar conhecimento e ampliar as discussões sobre os avanços da genética na medicina fetal.

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, afastar restrições da Lei Complementar 214/2025 que limitavam...
07/08/2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, afastar restrições da Lei Complementar 214/2025 que limitavam a alíquota zero de IBS e CBS na compra de veículos a pessoas com deficiência mental severa ou profunda e a pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) de nível moderado ou grave.

Com o julgamento das ADIs 7.779 e 7.790, pessoas com TEA nível 1 e pessoas com deficiência mental que não se enquadram nessas classificações deixam de ser automaticamente excluídas apenas pelo grau da condição.

A decisão amplia o acesso ao benefício, mas não torna sua concessão automática. Os demais requisitos previstos na legislação continuam válidos e deverão ser analisados em cada solicitação.

Fonte: Supremo Tribunal Federal, julgamento de 3 de agosto de 2026.

Dr. Ciro Martinhago
Médico geneticista especialista em medicina reprodutiva
Diretor Médico da Quantor – Centro de Medicina Integrada – SP

31/07/2026

A genética reprodutiva vive um momento de transformação, e o CBRA30 – 30º Congresso Brasileiro de Reprodução Assistida será palco de importantes discussões sobre o futuro da medicina de precisão.

Convidado a integrar a programação científica, o Dr. Ciro Martinhago participa de dois momentos de destaque: no dia 9 de setembro, ministrando a palestra “Novos painéis genéticos na investigação da infertilidade masculina: já podemos solicitar? Como interpretar e quando muda a conduta do casal?”; e, no dia 10 de setembro, presidindo a sessão “Desafios Éticos da Genética Reprodutiva”.

Uma oportunidade para debater os avanços da genética aplicada à reprodução humana, a interpretação de te**es genéticos e seu impacto na tomada de decisão clínica, sempre com foco em uma medicina baseada em evidências.

📍 CBRA30 – Recife Expo Center | Recife – PE
📅 09 a 12 de setembro de 2026

Acompanhe a participação do Dr. Ciro Martinhago e descubra como a inovação genética está redefinindo os caminhos da reprodução assistida.

Nem todas as alterações genéticas são identificadas da mesma forma. O sequenciamento completo do genoma (WGS) analisa re...
29/07/2026

Nem todas as alterações genéticas são identificadas da mesma forma. O sequenciamento completo do genoma (WGS) analisa regiões codificantes e não codificantes do DNA. Já o exoma se concentra principalmente nos éxons, que representam cerca de 1% a 2% do genoma.

Por ser mais abrangente, o WGS pode investigar pequenas mudanças na sequência, alterações no número de cópias e variantes estruturais, inclusive em regiões não avaliadas adequadamente por outros te**es. Isso pode contribuir para esclarecer casos complexos ou ainda sem diagnóstico após exames anteriores.

Mas um exame mais abrangente não significa que seja indicado para todos ou que identifique todas as causas genéticas. A escolha depende da história clínica e familiar, dos resultados disponíveis e da hipótese diagnóstica. A interpretação é igualmente importante: nem toda variante encontrada causa doença ou explica o quadro apresentado.

A avaliação com médico geneticista permite definir o exame mais adequado e contextualizar os achados com responsabilidade.

Agende sua consulta: ciromartinhago.com.br

Dr. Ciro Martinhago
Médico geneticista especialista em medicina reprodutiva
Diretor médico da Quantor – Centro de Medicina Integrada – SP


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