26/06/2026
Muitas mulheres com enxaqueca têm a sensação de que a crise simplesmente aparece.
“Eu acordei bem e, do nada, veio.”
“Eu estava trabalhando normalmente e, de repente, começou.”
“Não comi nada diferente.”
“Não entendi o que aconteceu.”
Mas, na prática clínica, muitas vezes percebemos que a crise não começou exatamente no momento da dor.
A dor foi o ponto em que o sistema não conseguiu mais compensar.
Antes disso, pode ter existido uma soma de pequenos fatores: sono ruim, alimentação irregular, baixa ingestão de proteína, jejum prolongado, estresse acumulado, tensão cervical, alterações intestinais, ciclo menstrual, excesso de tela, calor, cheiros, sobrecarga emocional ou pouca recuperação.
O problema é que, quando olhamos apenas para o dia da dor, tudo parece aleatório.
Mas quando começamos a observar os dias anteriores, o corpo começa a mostrar pistas.
A enxaqueca nem sempre é um raio em céu azul.
Muitas vezes, ela é um transbordamento.
E entender isso muda a forma de cuidar.
Não é sobre culpa.
É sobre contexto.
É sobre perceber que talvez o seu cérebro não tenha “falhado do nada”.
Ele pode ter chegado à crise depois de uma sequência de perdas de estabilidade.
Salve este post para observar melhor o que acontece antes das suas crises.
👇🏻 E me conta:
suas crises parecem vir do nada ou você já percebe algum padrão antes delas?