11/05/2026
Ontem, véspera do Dia das Mães, eu desabei no sofá.
Não foi drama.Não foi cena.Foi exaustão.
Aquele tipo de cansaço que não é só físico.É mental.Emocional.Silencioso.
E sabe o mais difícil?
Eu não queria pedir ajuda.Não queria reclamar.Não queria admitir que estava pesado.
Porque, por muito tempo da minha vida, em muitas relações, eu aprendi a associar cansaço com fracasso.Como se não dar conta signif**asse não ser suficiente.
Então, quando a maternidade pesa…o gatilho vem.
A culpa vem.A cobrança vem.A sensação de “eu deveria estar conseguindo fazer melhor” aparece.
Mas talvez a verdade seja justamente o contrário.
Talvez mães incríveis não sejam as que dão conta de tudo.Talvez sejam as que continuam amando mesmo cansadas.As que seguem tentando mesmo inseguras.As que acolhem, cuidam, trabalham, organizam, resolvem… enquanto travam batalhas internas que quase ninguém vê.
Existe uma força muito bonita na maternidade real.Não na perfeita.Na real.
Na mãe que chora escondido no banho.
Na que sente medo de falhar.
Na que acha que poderia fazer mais.
Na que se culpa até pelo próprio cansaço.
Porque, no fim, sentir tudo isso não diminui uma mãe.Só prova o tamanho do amor que existe ali.
Hoje eu entendo:minha filha não precisa de uma mãe perfeita. Ela precisa de uma mãe presente. Humana. Verdadeira. Inteira dentro do possível.
E talvez seja justamente isso que torna a maternidade algo tão único.
Feliz Dia das Mães para todas as mulheres que seguem amando, mesmo nos dias em que também precisam ser acolhidas. 🤍