Dr. André Leiva

Dr. André Leiva • Médico Psiquiatra
• Medicina do Estilo de Vida
• Psiquiatria Nutricional
andreleiva.com.br

Evitar o desconforto a qualquer custo pode, muitas vezes, nos afastar do crescimento. Olhar de frente para o que nos inc...
08/06/2026

Evitar o desconforto a qualquer custo pode, muitas vezes, nos afastar do crescimento. Olhar de frente para o que nos incomoda não signif**a validar o sofrimento, mas sim compreender que passar por dias difíceis faz parte da nossa trajetória de amadurecimento e saúde emocional.

Se o peso do caminho parecer difícil demais para carregar sozinho, lembre-se de que buscar apoio profissional é um ato de coragem.

Cuide de você em cada etapa.

Muitas pessoas acreditam que precisam escolher entre psiquiatria ou terapia.Na prática, os dois cuidados costumam se com...
03/06/2026

Muitas pessoas acreditam que precisam escolher entre psiquiatria ou terapia.
Na prática, os dois cuidados costumam se complementar.

A psicoterapia ajuda o paciente a compreender emoções, padrões de comportamento, traumas e formas de lidar com a vida.
Já a psiquiatria avalia os aspectos biológicos e neuroquímicos envolvidos no sofrimento psíquico, indicando tratamentos médicos quando necessário.

Em alguns casos, a intensidade dos sintomas dificulta até mesmo o processo terapêutico. Ansiedade severa, depressão profunda, crises de pânico ou alterações do humor podem comprometer concentração, sono, energia e capacidade emocional de elaboração.

Por outro lado, apenas controlar sintomas sem trabalhar questões emocionais profundas pode limitar os resultados a longo prazo.

Quando terapia e psiquiatria caminham juntas, o tratamento se torna mais amplo, estratégico e individualizado.

Saúde mental não é sobre escolher um lado.
É sobre integrar cuidados para promover equilíbrio e qualidade de vida.

A depressão não é apenas tristeza.Ela altera a forma como a pessoa pensa, sente e reage à vida criando um ciclo silencio...
01/06/2026

A depressão não é apenas tristeza.
Ela altera a forma como a pessoa pensa, sente e reage à vida criando um ciclo silencioso que pode se fortalecer com o tempo.

Tudo começa com a perda de energia, motivação e prazer.
A pessoa passa a se isolar, evita atividades, reduz contatos e deixa de fazer coisas que antes lhe faziam bem.

Esse afastamento aumenta a sensação de vazio, culpa e desesperança, reforçando pensamentos negativos como:
• “Nada vai melhorar”
• “Eu não consigo”
• “Não faz mais sentido”

Quanto mais a depressão avança, mais difícil parece agir e quanto menos a pessoa consegue agir, mais o quadro se intensif**a.

Por isso, sair desse ciclo sozinho pode ser extremamente difícil.

O tratamento ajuda justamente a interromper esse funcionamento, restaurando gradualmente energia, clareza emocional e capacidade de retomada da vida.

Depressão tem tratamento.
E buscar ajuda é o primeiro passo para quebrar esse ciclo.

Ser impulsivo em alguns momentos é parte da experiência humana.Todos nós, em maior ou menor grau, já agimos sem pensar c...
29/05/2026

Ser impulsivo em alguns momentos é parte da experiência humana.
Todos nós, em maior ou menor grau, já agimos sem pensar completamente nas consequências.

O problema surge quando a impulsividade se torna frequente, intensa e difícil de controlar, afetando relações, decisões, trabalho e bem-estar emocional.

A impulsividade pode aparecer como:
• respostas emocionais exageradas
• dificuldade em tolerar frustrações
• decisões precipitadas
• comportamentos de risco
• falar ou agir “no impulso” e se arrepender depois

Em alguns casos, ela pode estar relacionada à ansiedade, TDAH, transtornos do humor ou dificuldades emocionais mais profundas.

Na psiquiatria, o objetivo não é eliminar emoções, mas ajudar o paciente a desenvolver mais consciência, autocontrole e capacidade de reflexão antes da ação.

Nem toda impulsividade é um transtorno.
Mas quando ela começa a causar prejuízos, merece atenção.

A qualidade dos nossos relacionamentos impacta diretamente o bem-estar emocional. Vínculos saudáveis oferecem segurança,...
27/05/2026

A qualidade dos nossos relacionamentos impacta diretamente o bem-estar emocional. Vínculos saudáveis oferecem segurança, apoio e pertencimento, fatores essenciais para o equilíbrio psicológico.

Em relações equilibradas, há:
• respeito aos limites individuais
• comunicação clara e sem julgamentos
• escuta ativa e empatia
• espaço para individualidade
• apoio nos momentos difíceis

Já relações desgastantes podem aumentar ansiedade, insegurança e sensação de esgotamento emocional.

Cuidar da saúde mental também é avaliar os vínculos que mantemos. Nem sempre é simples, mas reconhecer o que faz bem e o que não faz é parte do processo de amadurecimento emocional.

Relacionamentos saudáveis não são perfeitos.
São construídos com respeito, consciência e responsabilidade afetiva.

Dormir bem não é um luxo, é uma necessidade biológica.O sono é fundamental para regular emoções, consolidar memória e re...
25/05/2026

Dormir bem não é um luxo, é uma necessidade biológica.
O sono é fundamental para regular emoções, consolidar memória e restaurar o equilíbrio do cérebro.

Quando o sono é insuficiente ou de baixa qualidade, a mente sofre:
• aumento da ansiedade e irritabilidade
• dificuldade de concentração
• queda no rendimento
• maior vulnerabilidade à depressão
• sensação constante de cansaço

Não é apenas a quantidade, mas a qualidade do sono que importa.
Uma mente em alerta, excesso de estímulos e rotina desorganizada dificultam o descanso profundo.

Cuidar do sono é cuidar da saúde mental.
Criar horários regulares, reduzir o uso de telas à noite e respeitar o tempo de descanso são passos essenciais.

Dormir bem é o que permite à mente funcionar com clareza, equilíbrio e estabilidade.

O medo da solidão não é apenas sobre f**ar sozinho.Muitas vezes, está ligado ao receio de não ser suficiente, de não ser...
22/05/2026

O medo da solidão não é apenas sobre f**ar sozinho.
Muitas vezes, está ligado ao receio de não ser suficiente, de não ser amado ou de não ter com quem contar.

Esse medo pode levar a escolhas impulsivas, dependência emocional e dificuldade de encerrar relações que já não fazem bem, tudo para evitar o vazio.

Sinais de alerta:
• necessidade constante de companhia
• dificuldade em f**ar sozinho consigo mesmo
• ansiedade em momentos de silêncio
• permanência em relações por medo de f**ar só

Na psiquiatria, entendemos que esse medo pode estar relacionado a experiências anteriores, inseguranças emocionais e padrões de apego.

Aprender a estar consigo não é isolamento.
É construção de autonomia emocional.

Quando a própria presença deixa de ser desconfortável, os vínculos passam a ser escolha, não necessidade.

Embora pareçam semelhantes, crise de ansiedade e crise de pânico têm características distintas e entender isso ajuda a l...
20/05/2026

Embora pareçam semelhantes, crise de ansiedade e crise de pânico têm características distintas e entender isso ajuda a lidar melhor com cada situação.

Crise de ansiedade
Costuma surgir de forma gradual, geralmente ligada a preocupações ou situações estressantes.
A mente f**a acelerada e o corpo em estado de alerta.

Sintomas comuns:
• preocupação excessiva
• tensão muscular
• inquietação
• dificuldade de concentração
• sensação de sobrecarga

Crise de pânico
É súbita, intensa e pode ocorrer sem um gatilho claro.
A sensação é de que algo muito grave está acontecendo naquele momento.

Sintomas frequentes:
• coração acelerado
• falta de ar ou sensação de sufocamento
• tontura ou sensação de desmaio
• tremores e sudorese
• medo intenso de morrer ou perder o controle

Enquanto a ansiedade pode se prolongar, o pânico atinge um pico intenso em poucos minutos.

Em ambos os casos, quando os episódios se tornam frequentes ou limitam a rotina, é importante buscar avaliação profissional.

Entender o que está acontecendo já é um passo importante para recuperar o controle.

18 de maio: saúde mental com dignidade e direitosO Dia Nacional da Luta Antimanicomial reforça um princípio essencial: c...
18/05/2026

18 de maio: saúde mental com dignidade e direitos

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial reforça um princípio essencial: cuidar da saúde mental também é garantir direitos humanos.

Por muito tempo, o tratamento psiquiátrico esteve associado ao isolamento e à exclusão. Hoje, a psiquiatria moderna defende um cuidado mais humano, baseado em respeito, autonomia e inclusão social.

A luta antimanicomial propõe:
• tratamento em liberdade, sempre que possível
• respeito à dignidade e à individualidade do paciente
• combate ao estigma em saúde mental
• acesso a cuidado qualif**ado e humanizado

Mais do que tratar sintomas, é fundamental reconhecer a pessoa em sua totalidade — com história, direitos e voz.

Cuidar da mente é também cuidar da cidadania, da dignidade e da humanidade.

17 de maio: respeito também é saúde mentalEm 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde deu um passo histórico a...
17/05/2026

17 de maio: respeito também é saúde mental

Em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde deu um passo histórico ao retirar a homossexualidade da lista de doenças mentais.

Esse marco não foi apenas científico, foi também um avanço fundamental em direitos humanos, dignidade e inclusão.

O Dia Internacional do Combate à Homofobia reforça a importância de combater o preconceito e reconhecer que orientação sexual não é doença, não precisa de cura e não deve ser motivo de discriminação.

A saúde mental está diretamente ligada ao ambiente em que a pessoa vive.
Estigma, rejeição e violência aumentam o risco de sofrimento psíquico, enquanto acolhimento, respeito e pertencimento promovem equilíbrio e bem-estar.

Na psiquiatria contemporânea, o compromisso é claro:
cuidar sem julgamento, respeitar a individualidade e promover saúde com ética e humanidade.

Respeitar é cuidar.
E cuidar também é garantir que todos possam existir com dignidade.

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