Dr. André Leiva

Dr. André Leiva • Médico Psiquiatra
• Medicina do Estilo de Vida
• Psiquiatria Nutricional
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💛 Você não está sozinho.O Setembro Amarelo nos lembra de algo que deveria permanecer durante todo o ano: sofrimento emoc...
10/09/2026

💛 Você não está sozinho.

O Setembro Amarelo nos lembra de algo que deveria permanecer durante todo o ano: sofrimento emocional precisa ser acolhido, não escondido.

Nem sempre quem está passando por um momento difícil consegue pedir ajuda de forma clara. Por isso, estar presente, escutar sem julgamentos e levar sinais de sofrimento a sério pode fazer diferença.

Prevenção ao suicídio também significa ampliar o acesso ao cuidado, fortalecer redes de apoio e tornar mais natural falar sobre saúde mental.

Se estiver difícil demais, não enfrente tudo sozinho. Procure alguém de confiança e busque ajuda profissional.

E se você perceber que alguém próximo não está bem, aproxime-se. Às vezes, uma conversa começa com algo simples:

“Eu estou aqui. Quer conversar?”

Durante o Setembro Amarelo e em todos os meses que possamos lembrar: pedir ajuda é possível, oferecer presença é importante e tratamento existe. 💛

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Uma mensagem humilhante. Uma foto compartilhada para constranger. Comentários ofensivos repetidos. Exclusão de grupos. P...
08/09/2026

Uma mensagem humilhante. Uma foto compartilhada para constranger. Comentários ofensivos repetidos. Exclusão de grupos. Perfis criados para ridicularizar alguém.

No ambiente digital, uma agressão pode alcançar muitas pessoas em poucos minutos e continuar circulando mesmo depois que o celular é desligado.

É isso que torna o cyberbullying especialmente preocupante.

Para quem sofre, as consequências podem ultrapassar a tela e aparecer no cotidiano: medo de ir à escola, isolamento, queda no rendimento, alterações no sono, irritabilidade, ansiedade, tristeza e perda de autoestima.

Em situações de sofrimento intenso, podem surgir sintomas depressivos e pensamentos de autolesão ou suicídio, que exigem atenção imediata.

Por isso, mudanças importantes de comportamento em crianças e adolescentes não devem ser reduzidas a “coisas da idade”.

Pais e responsáveis podem ajudar criando um ambiente em que o jovem consiga contar o que está acontecendo sem medo de perder imediatamente o celular, ser culpabilizado ou ouvir que deveria simplesmente ignorar.

Acolher primeiro. Entender o que aconteceu. Preservar evidências quando necessário. Envolver a escola ou responsáveis pela plataforma e buscar ajuda profissional diante de repercussões emocionais importantes.

E há uma conversa que também precisa acontecer com quem agride.

Educação digital não é apenas ensinar como usar a tecnologia. É ensinar que existe uma pessoa do outro lado da tela.

O virtual é o meio.
O sofrimento pode ser absolutamente real.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

O TOC não acontece porque alguém é “organizado demais” ou gosta de tudo no lugar.O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é uma...
02/09/2026

O TOC não acontece porque alguém é “organizado demais” ou gosta de tudo no lugar.

O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é uma condição complexa, que envolve a interação entre vulnerabilidade genética, funcionamento de determinados circuitos cerebrais e fatores ambientais.

Ter familiares próximos com TOC pode aumentar a predisposição. Períodos de estresse intenso também podem contribuir para o aparecimento ou agravamento dos sintomas em pessoas vulneráveis mas, não existe uma causa única.

E ter fatores de risco não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá o transtorno.

O mais importante é reconhecer quando obsessões e/ou compulsões começam a gerar sofrimento, consumir muito tempo ou interferir na rotina, nos relacionamentos, nos estudos ou no trabalho.

TOC tem tratamento. E compreender o transtorno sem reduzi-lo a estereótipos é parte importante desse cuidado.

Informação ajuda a reconhecer. Avaliação adequada ajuda a tratar.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

31/08/2026

Sentir ansiedade antes de uma entrevista de emprego, de uma prova ou de uma apresentação importante é uma reação natural do organismo.

Nesse momento, a ansiedade funciona como um sistema de alerta, preparando o corpo para enfrentar um desafio.

O problema surge quando esse “alarme” permanece ligado mesmo sem existir um perigo real.

Alguns sinais merecem atenção:

• A preocupação é desproporcional à situação;
• Os sintomas persistem por semanas ou meses;
• A ansiedade começa a prejudicar o trabalho, os estudos, os relacionamentos ou o sono;
• O medo faz você evitar situações importantes do dia a dia.

Existem algumas estratégias que podem ajudar a reduzir esse estado de alerta:

✔️ Pratique a respiração diafragmática, inspirando lentamente e expirando de forma mais prolongada;
✔️ Identifique e dê nome ao que está sentindo. Reconhecer a emoção ajuda o cérebro a regular a resposta ao estresse;
✔️ Modere o consumo de cafeína e evite o excesso de álcool, que podem intensificar os sintomas;
✔️ Mantenha uma rotina com atividade física, sono adequado e momentos de descanso.

Quando a ansiedade deixa de ser uma resposta pontual e passa a limitar sua vida, é hora de procurar ajuda.

Os transtornos de ansiedade têm tratamento eficaz. Psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), e, quando necessário, medicação, podem ajudar a recuperar o equilíbrio e a qualidade de vida.

Sentir ansiedade faz parte da experiência humana. Viver refém dela não precisa fazer.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Antes mesmo de levantar da cama, muitas pessoas já pegaram o celular, abriram as notificações e começaram a percorrer o ...
26/08/2026

Antes mesmo de levantar da cama, muitas pessoas já pegaram o celular, abriram as notificações e começaram a percorrer o feed.

Pode parecer apenas um hábito automático. E muitas vezes é exatamente isso: um comportamento que foi sendo aprendido e reforçado pela repetição.

As redes sociais oferecem estímulos rápidos, novidades constantes e recompensas imprevisíveis. Você nunca sabe qual será o próximo conteúdo interessante, mensagem ou interação — e essa expectativa ajuda a manter o comportamento de continuar olhando.

O problema não está simplesmente em usar as redes sociais.

Vale prestar atenção quando você percebe que não consegue escolher quando usá-las.

Se o celular é automaticamente a primeira coisa que você procura ao acordar, experimente observar esse impulso antes de atendê-lo.

Algumas mudanças simples podem ajudar:

• Evite dormir com o celular ao alcance da mão;
• Desative notificações que não sejam necessárias;
• Crie alguns minutos sem tela ao acordar;
• Observe o que você estava sentindo antes de abrir uma rede social;
• Pergunte-se: “Eu escolhi entrar ou apenas entrei automaticamente?”

Não precisamos transformar a tecnologia em inimiga.

Mas recuperar a capacidade de decidir quando queremos utilizá-la pode ser uma forma importante de cuidar da atenção e da saúde mental.

Nem todo hábito precisa ser eliminado. Alguns precisam apenas deixar de ser automáticos.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Os medicamentos à base de agonistas do GLP-1, como Mounjaro®️ e Ozempic®️, representam um importante avanço no tratament...
24/08/2026

Os medicamentos à base de agonistas do GLP-1, como Mounjaro®️ e Ozempic®️, representam um importante avanço no tratamento da obesidade e do diabetes. Eles reduzem o apetite, aumentam a saciedade e podem contribuir para uma perda de peso significativa quando bem indicados.

Mas existe um ponto que merece atenção.

A fome não é apenas um fenômeno biológico.

Ela também pode estar relacionada à ansiedade, ao estresse, à compulsão alimentar, à privação de sono, aos hábitos de vida e até à forma como lidamos com as emoções.

Por isso, controlar a fome não significa, necessariamente, resolver a origem do comportamento alimentar.

Quando os aspectos emocionais permanecem sem cuidado, é comum que a dificuldade com a alimentação continue existindo, mesmo após o tratamento medicamentoso.

O melhor resultado acontece quando o tratamento é individualizado e integra diferentes abordagens:

✔️ Avaliação médica criteriosa;
✔️ Alimentação equilibrada;
✔️ Atividade física regular;
✔️ Sono de qualidade;
✔️ Psicoterapia, quando indicada;
✔️ Acompanhamento multiprofissional.

Não existe solução única para um problema complexo.

Medicamentos podem ser ferramentas extremamente importantes, mas a transformação mais duradoura acontece quando o cuidado envolve também a mente, os hábitos e o estilo de vida.

Cuidar da relação com a comida é tão importante quanto tratar a fome.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

Chegar em casa, deitar no sofá e passar duas horas alternando entre vídeos, mensagens e redes sociais pode parecer desca...
19/08/2026

Chegar em casa, deitar no sofá e passar duas horas alternando entre vídeos, mensagens e redes sociais pode parecer descanso.

Mas seu cérebro talvez continue trabalhando intensamente.

Notificações, vídeos curtos e mudanças constantes de estímulo mantêm a atenção sendo requisitada. Por isso, existe uma diferença importante entre parar de trabalhar e realmente descansar.

O descanso mental também pode acontecer no silêncio, em uma caminhada sem celular, durante uma conversa tranquila, ouvindo música ou simplesmente permitindo alguns minutos sem a necessidade de consumir informação.

Se até os momentos de pausa precisam ser preenchidos, vale observar essa relação.

Nem todo tempo livre é tempo de recuperação.

Às vezes, cuidar da mente significa oferecer a ela algo cada vez mais raro: espaço.

Você já passou minutos ou horas imaginando uma conversa?Pensando no que deveria ter dito, antecipando o que alguém poder...
17/08/2026

Você já passou minutos ou horas imaginando uma conversa?

Pensando no que deveria ter dito, antecipando o que alguém poderá responder ou criando diferentes versões de uma situação que nem aconteceu?

Antecipar cenários é uma capacidade natural do cérebro. O problema surge quando essa tentativa de prever tudo se transforma em ruminação e preocupação excessiva.

A mente procura uma resposta porque acredita que, se conseguir antecipar todas as possibilidades, estará mais protegida.

Mas algumas situações simplesmente não podem ser controladas.

E quanto mais buscamos uma certeza impossível, mais alimentamos a ansiedade.

Perceber esse padrão é importante. Pergunte-se: estou resolvendo alguma coisa ou apenas repetindo a mesma preocupação?

Nem todo pensamento precisa encontrar uma conclusão.

Alguns precisam apenas ser reconhecidos e deixados passar.

Vivemos em uma cultura que valoriza estar sempre produzindo, avançando e fazendo mais.Por isso, muitas pessoas interpret...
12/08/2026

Vivemos em uma cultura que valoriza estar sempre produzindo, avançando e fazendo mais.

Por isso, muitas pessoas interpretam uma pausa como sinal de fracasso.

Mas a mente humana não foi feita para funcionar em alta velocidade o tempo todo.

Existem momentos em que desacelerar deixa de ser uma escolha e passa a ser uma necessidade.

Parar para descansar, reorganizar prioridades ou repensar a direção da vida não significa desistir dos seus objetivos.

Significa criar espaço para tomar decisões com mais clareza, consciência e equilíbrio.

Na psiquiatria, vemos com frequência que o excesso de sobrecarga, quando ignorado por muito tempo, pode favorecer o surgimento de ansiedade, burnout, depressão e outros transtornos relacionados ao estresse.

Fazer uma pausa também é uma forma de prevenção.

Às vezes, a vida não precisa que você acelere.

Precisa apenas que você respire, observe o caminho percorrido e permita-se recalcular a rota.

Porque seguir em frente nem sempre significa continuar na mesma direção.

Às vezes, o maior sinal de maturidade é reconhecer que um novo caminho pode levar a uma vida mais saudável, mais autêntica e mais alinhada com quem você deseja ser.

Cuidar da saúde mental também é saber que recomeçar não é voltar atrás.

É escolher seguir adiante com mais consciência.

Dr. André Leiva
Médico Psiquiatra

10/08/2026

Sentir estresse diante de um desafio faz parte da vida.

Nessas situações, o organismo libera hormônios que aumentam o foco, a atenção e a capacidade de reação.

O problema começa quando esse estado de alerta permanece ativo por semanas ou meses.

O estresse crônico pode alterar o funcionamento de áreas importantes do cérebro, provocando sintomas como:

• Dificuldade para se concentrar;
• Esquecimentos frequentes;
• Maior dificuldade para tomar decisões;
• Irritabilidade constante;
• Sensação de estar sempre em alerta;
• Respostas emocionais desproporcionais às situações do dia a dia.

A boa notícia é que o cérebro possui uma grande capacidade de adaptação e recuperação.

Algumas estratégias ajudam nesse processo:

✔️ Praticar atividade física regularmente;
✔️ Priorizar entre 7 e 9 horas de sono por noite;
✔️ Reservar momentos para técnicas de relaxamento, mindfulness ou meditação;
✔️ Identificar e reduzir, sempre que possível, fontes de estresse contínuo;
✔️ Buscar acompanhamento profissional quando os sintomas começam a comprometer a saúde, o trabalho ou os relacionamentos.

O estresse não é apenas uma sensação. Quando persistente, ele provoca alterações reais no cérebro.

Mas essas mudanças não precisam ser permanentes.

Com tratamento adequado e mudanças no estilo de vida, o cérebro pode recuperar seu equilíbrio e voltar a funcionar de forma mais saudável.

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