28/05/2026
A reumatologia evoluiu muito nas últimas décadas e isso mudou diretamente a forma de cuidar dos pacientes.
Se antes o repouso era recomendado, hoje sabemos que manter-se ativo é essencial para proteger as articulações, fortalecer a musculatura e melhorar a qualidade de vida.
Um dos reflexos dessa evolução está nas pesquisas do American College of Sports Medicine, que desde 2006 acompanha tendências no exercício físico. Entre elas, uma tem ganhado destaque: a tecnologia vestível.
Os chamados wearables como relógios, pulseiras, anéis e sensores inteligentes vêm liderando as tendências recentes. Eles monitoram dados como passos, frequência cardíaca, sono e estresse, e já começam a ser estudados para identif**ar picos de inflamação em doenças como a artrite reumatoide.
Detectar essas alterações precocemente pode ajudar a evitar danos irreversíveis e até reduzir o tempo de uso de medicamentos.
Mas ainda existem desafios, como custo, precisão dos dispositivos e o risco de gerar ansiedade em quem acompanha os dados de forma excessiva. Por isso, a indicação deve ser sempre individualizada.
O que f**a claro é que a integração entre ciência, tecnologia e exercício físico está transformando a reumatologia e ampliando as possibilidades de cuidado, autonomia e qualidade de vida para os pacientes.
Dra. Fernanda Rodrigues Lima
Reumatologista e médica do esporte