10/06/2026
Você pode se sentir jovem com 40 anos. Seus ovários nem sempre concordam.
Cuidar da alimentação, fazer exercício, manter hábitos saudáveis — tudo isso importa. Mas os ovários obedecem o tempo de um jeito mais rigoroso. Independente de como você se sente.
Biologicamente, os óvulos envelhecem. O útero não perde a capacidade de receber um embrião com a idade — mas os ovários perdem, sim, a capacidade de gerar uma gravidez.
A mulher nasce com todos os óvulos que vai ter na vida. Não produz mais. Todo mês, desde a primeira menstruação, um grupo de óvulos é recrutado: um é ovulado, dezenas são descartados. Esse pote vai esvaziando até se tornar crítico perto da menopausa — que pode chegar aos 40 em algumas mulheres, aos 50 em outras.
Quantidade e qualidade caem juntas. E qualidade não tem exame direto — a gente sabe que está ligada à idade e aos hábitos de vida, sendo a idade o fator de maior peso.
Alguns números que vale conhecer:
Aos 25 anos, a chance de gravidez por ciclo é de 25%. Aos 40, cai para 5%. O risco de síndrome de Down em gestações de mulheres aos 30 anos é de aproximadamente 1 em 900. Aos 40, sobe para 1 em 80.
Os óvulos cometem mais erros com o tempo. Isso não é alarmismo — é biologia.
Existem exames que avaliam a reserva ovariana: o hormônio antimülleriano e a contagem de folículos antrais pelo ultrassom. Com essa informação em mãos, dá para planejar: antecipar uma gravidez natural, congelar óvulos, congelar embriões.
Informação é a primeira etapa do planejamento reprodutivo.
Dr. Luiz Henrique Ginecologista | Especialista em Medicina Reprodutiva | Diretor da Originare