06/06/2026
A homocisteína elevada não significa sempre a mesma coisa 🚨
Tratar todos os pacientes com o mesmo protocolo de complexo B é um dos erros mais comuns na prática clínica.
Dois pacientes podem chegar ao consultório com o mesmo valor alterado, mas por razões completamente diferentes: um com defeito na remetilação, que depende de vitamina B12 e folato, e outro com comprometimento da transsulfuração, a via responsável por converter homocisteína em cisteína e, depois, em glutationa.
Tem ainda um terceiro cenário: quando o corpo está em alto estresse oxidativo, ele consome homocisteína rapidamente para produzir antioxidante, e o exame pode aparecer normal ou dentro dos valores de referência, enquanto o problema segue sem diagnóstico.
Quando o profissional amplia a investigação e passa a analisar outros marcadores junto com a homocisteína (como metionina, cisteína, taurina e os marcadores de produção e reciclagem da glutationa) ele consegue enxergar onde esse metabolismo está falhando, não apenas o número final de uma via cheia de etapas e ramificações.
É essa visão completa, atualizada com a capacitação em Metabolômica, que transforma o raciocínio clínico: sair do protocolo igual para todos e começar a tomar decisões realmente individualizadas, baseadas no que está acontecendo naquele paciente específico 🎯