12/05/2026
A aprovação da semaglutida 7,2 mg no Brasil trouxe atenção por um motivo importante: resultados ainda mais expressivos em perda de peso nos estudos clínicos.
Em pesquisas recentes, pacientes tratados com a dose mais alta apresentaram perdas médias superiores a 20% do peso corporal, além de maior número de pessoas atingindo reduções acima de 20% e 25% do peso.
Mas é importante entender um ponto: não se trata apenas de “aumentar a dose”.
A obesidade é uma doença complexa, e a resposta ao tratamento varia de pessoa para pessoa. Enquanto alguns pacientes têm excelente resposta com doses menores, outros podem se beneficiar de estratégias diferentes, sempre com avaliação individualizada.
Outro aspecto importante é que eficácia não significa ausência de efeitos adversos. Questões como tolerabilidade, adaptação gastrointestinal e perfil clínico continuam sendo fundamentais na escolha terapêutica.
Embora a dose de 7,2 mg já tenha sido aprovada, ela ainda não está disponível no mercado neste momento.
Atualmente, em alguns casos específicos e sempre com acompanhamento médico, uma das estratégias utilizadas é a aplicação de múltiplas doses menores para atingir doses mais elevadas do medicamento.
O avanço dos medicamentos para obesidade vem mudando a forma como entendemos o tratamento, principalmente ao mostrar que fatores biológicos e hormonais têm papel central no controle do peso.
Mais do que buscar resultados rápidos, o objetivo deve ser encontrar estratégias seguras, sustentáveis e adequadas para cada paciente.
Dra. Luciana Tock
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