27/08/2026
Se uma pessoa sabe que o tratamento é importante, por que ela pode interrompê-lo?
Nem sempre a resposta está na falta de responsabilidade ou de vontade.
Medo do diagnóstico, efeitos colaterais, dificuldades financeiras, falta de acesso, rotina sobrecarregada, dúvidas e sofrimento emocional podem interferir na continuidade do cuidado.
Uma prescrição não chega a uma vida vazia. Ela precisa encontrar espaço em uma realidade que já possui trabalho, família, compromissos, inseguranças, crenças e limitações.
Por isso, adesão ao tratamento não depende somente do paciente. Comunicação clara, vínculo com a equipe, decisões compartilhadas e acompanhamento também fazem diferença.
Nesse processo, a Psicologia pode contribuir para identificar barreiras emocionais e sociais, acolher o sofrimento e ajudar o paciente a participar ativamente do próprio cuidado. Essa atuação ocorre de maneira integrada aos demais profissionais responsáveis pelo tratamento.
Neste 27 de agosto, Dia da Psicóloga e do Psicólogo, reconhecemos profissionais que ajudam a transformar uma orientação em um caminho possível.
Porque, muitas vezes, cuidar não começa perguntando “por que você não fez?”, mas “o que tornou isso difícil?”.
Fontes: Conselho Federal de Psicologia e Organização Mundial da Saúde.
Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro
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