27/08/2026
O modo como as crianças enxergam e habitam o mundo depende também de como nós, adultos, ocupamos o nosso próprio espaço nele.
O ambiente e as relações do cotidiano são referências importantes para o desenvolvimento. Quando cuidamos do nosso próprio desenvolvimento, também oferecemos às crianças a oportunidade de enxergar esse processo como algo vivo e contínuo.
Isso envolve cultivar relações mais humanas, encontrar formas autênticas de expressão e buscar condições de maior acessibilidade, equidade e participação para todos.
O desenvolvimento humano não se encerra na infância. Nós também seguimos em constante mudança e, ao cuidarmos da nossa própria caminhada, podemos construir recursos para acompanhar a jornada das crianças com mais consciência.
Se nós, adultos, também estamos em constante desenvolvimento, por que ainda esperamos das crianças um percurso tão previsível? Muitas vezes, projetamos sobre elas expectativas de quem deveriam ser e de como deveriam se desenvolver, transformando diferenças em insuficiências e o desenvolvimento em uma meta a ser alcançada, em vez de um caminho a ser vivido.
Como temos cuidado do nosso próprio desenvolvimento enquanto acompanhamos o desenvolvimento das nossas crianças?