30/04/2026
Quantas vezes a dança me resgatou sem fazer alarde…
Quando o mundo parecia desabar por dentro, foi no movimento que eu me reencontrei.
Dancei o luto da minha mãe,
transformando ausência em presença silenciosa.
Dancei a minha vulnerabilidade,
quando não havia palavras que coubessem no que eu sentia.
Dancei a tristeza, as frustrações que vieram de dentro e de fora,
e tudo aquilo que, por um instante, pareceu pesado demais para carregar.
Mas a dança também foi celebração.
Dancei minhas alegrias mais inteiras,
minhas conquistas suadas,
minhas superações que ninguém viu nascer, mas eu senti florescer.
Dancei a força que existe em mim,
essa que, mesmo abalada, nunca deixou de pulsar.
Porque dançar nunca foi sobre perfeição.
Dançar sempre foi sobre verdade.
Sobre permitir que o corpo diga o que a alma precisa expressar.
E quanto mais genuíno o sentir, mais viva se torna a presença,
mais profundo é o encontro, mais bonito é o impacto.
Hoje, já não danço nos palcos iluminados dos teatros…
Mas sigo dançando nos bastidores da vida, nos silêncios, nos recomeços, nos dias comuns que também pedem coragem.
Uma homenagem ao Dia Internacional da Dança
porque celebrar a arte é, também, celebrar tudo aquilo que nos mantém vivos. ❤️
📸 tirada por Ana Nicolau, espetáculo CONCRETO.