04/02/2026
Depois da era da proteína em pó, shakes hipercalóricos e do culto ao whey, um novo protagonista começa a ganhar espaço no teed (e no prato): as fibras.
O termo fibermaxxing já soma milhões de visualizações nas redes e traduz bem o momento atual: uma geração preocupada com a saúde intestinal, menos “inflamação” e melhor clareza mental. Não é apenas por estética. É saúde.
Apesar disso, a realidade é menos glamourosa: 77% dos brasileiros não atingem a ingestão mínima diária recomendada de fibras, segundo dados publicados na Ciência & Saúde Coletiva (SciELO), em 2021. Para mulheres, a meta é 25g/dia; para homens, 35g/dia. Nos
EUA, a inadequação chega a quase 90%.
Ou seja: antes de falar em excesso, ainda estamos lidando com valores de ingestão insuficientes.
E por que essa conversa veio a tona agora? Além dos benefícios digestivos, as fibras têm papel direto na modulação metabólica: estimulam naturalmente a produção de GLP-1, o mesmo hormônio envolvido na saciedade e no controle do apetite, tamoso por medicamentos como Ozempic, Wegovy e Mounjaro.
Coincidência? Parece que não!
O mercado entendeu rápido: prebióticos, suplementos de fibras e até refrigerantes funcionais estão se multiplicando. No fim, a pergunta não é se estamos exagerando nas fibras. A pergunta real é: como normalizamos por tanto tempo uma alimentação pobre em legumes, verduras, frutas, cereais integrais e leguminosas?
Talvez o “novo cool” não seja comer mais fibras, mas finalmente tratá-las como essenciais!
Faz sentido pra você?