29/05/2026
Seu colesterol parece controlado.
LDL reduzido, triglicerídeos adequados, acompanhamento regular.
Ainda assim, algumas pessoas seguem apresentando risco cardiovascular elevado, mesmo sob tratamento convencional.
Esse é um dos pontos mais negligenciados da prevenção moderna.
A lipoproteína(a), ou Lp(a), é uma partícula semelhante ao LDL, porém com estrutura que amplia seu potencial aterogênico, inflamatório e trombótico.
Sua concentração é predominantemente genética, herdada e pouco influenciada por dieta, exercício ou estatinas.
Ou seja: mesmo quando o LDL melhora, a Lp(a) pode continuar promovendo risco vascular significativo.
Níveis elevados estão associados a:
• Infarto precoce
• AVC isquêmico
• Estenose aórtica calcificada
• Trombose arterial
• Progressão aterosclerótica acelerada
Alerta clínico importante: pacientes com histórico familiar de infarto precoce, colesterol elevado persistente ou eventos cardiovasculares desproporcionais ao perfil lipídico convencional devem considerar a investigação da Lp(a).
Faixas de risco:
• Até 30 mg/dL (75 nmol/L): menor risco
• 30 a 50 mg/dL (75 a 125 nmol/L): vigilância
• Acima de 50 mg/dL (125 nmol/L): risco aumentado
• Acima de 90 mg/dL (190 nmol/L): risco muito elevado
Como a concentração costuma permanecer estável ao longo da vida, uma única dosagem bem interpretada pode fornecer informação preventiva extremamente relevante.
Controlar apenas o LDL não significa excluir risco cardiovascular residual.
Em alguns casos, o principal fator hereditário continua silencioso.
Medicina preventiva de precisão exige investigação além do painel lipídico tradicional.
Agende sua consulta, se desejar uma análise criteriosa e um cuidado médico personalizado.
Clínica Dra. Dayse Caldeira
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