23/06/2026
Quando pensamos em inflamação, a maioria das pessoas imagina dor, inchaço, vermelhidão ou algum sintoma evidente.
Mas a inflamação de baixo grau costuma ser muito mais discreta.
Ela pode estar presente durante anos, se manifestando através de alterações aparentemente desconectadas: dificuldade para perder gordura, piora da composição corporal, alterações hormonais, cansaço persistente, sono não reparador ou uma sensação constante de que o organismo não responde da mesma forma que respondia antes.
O desafio é que nem sempre essas alterações aparecem imediatamente nos exames.
E esse é um dos maiores equívocos que observo na prática clínica.
Muitas pessoas acreditam que, se os exames estão dentro da faixa de referência, não existe nada acontecendo.
Nem sempre.
Os exames são ferramentas extremamente importantes, mas representam apenas uma parte da avaliação.
Sinais, sintomas, histórico clínico, composição corporal e contexto metabólico precisam ser considerados em conjunto.
Por isso, mais importante do que procurar um exame alterado é compreender o que o organismo está tentando comunicar antes que alterações mais importantes se instalem.
Afinal, saúde não é a ausência de doença.
Saúde é a capacidade de reconhecer desequilíbrios precocemente e agir antes que eles se transformem em problemas maiores.
E é exatamente nesse espaço que a nutrição exerce um dos seus papéis mais importantes: a prevenção.