Academia Brasileira de Neurologia

Academia Brasileira de Neurologia A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) é a maior e mais importante associação dos neurologistas do

A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) é a maior e mais importante associação dos neurologistas do Brasil. É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, de duração inderteminada, congregadora dos que exercem e/ou cultivam a Neurologia e ciências afins no Brasil. Foi fundada na cidade do Rio de Janeiro em 5 de maio de 1962 e registrada no Primeiro Oficio de Registro de Títulos e Documentos da cida

de de São Paulo. Representa a Neurologia Brasileira na "World Fereration of Neurology" e dirige a sessão de Neurologia da Associação Médica Brasileira, no Conselho das Especialidades. Tem como fundamento a promoção do desenvolvimento cientifico da Neurologia Brasileira. Através de suas comissões, discute assuntos amplos, como a Residência Médica em Neurologia e Programas de Ensino da Neurologia a nível de Graduação e Pós-graduação, além de ser um foro de discussão científica e de assuntos relacionados às atividades profissionais do Neurologista. Promove o Congresso Brasileiro de Neurologia e apoia diversos outros de subespecialidades neurológicas organizados pelos respectivos Grupos de Trabalho

Conhecer também é uma forma de cuidar.No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, a ABN reforça a imp...
30/08/2026

Conhecer também é uma forma de cuidar.

No Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, a ABN reforça a importância da informação, do diagnóstico adequado e do acompanhamento especializado para quem convive com a doença.

A conscientização contribui para ampliar o conhecimento sobre a esclerose múltipla, combater a desinformação e fortalecer o cuidado com os pacientes.

Informação também preserva neurônios.

No próximo ABN Lab, vamos discutir Reabilitação na Doença de Parkinson avançada: contra ou a favor?No dia 8 de setembro,...
29/08/2026

No próximo ABN Lab, vamos discutir Reabilitação na Doença de Parkinson avançada: contra ou a favor?

No dia 8 de setembro, das 19h às 20h30, especialistas se reúnem para debater diferentes perspectivas sobre exercícios e fisioterapia na Doença de Parkinson avançada, a partir da discussão de um caso clínico.

Inscreva-se pelo link da bio e participe!

29/08/2026

O que mudou na esclerose múltipla nos últimos anos?

Hoje, temos mais precisão e agilidade no diagnóstico, entendemos melhor a doença e contamos com tratamentos cada vez mais específicos e eficazes. Avanços que transformaram a evolução da esclerose múltipla e as perspectivas para quem recebe o diagnóstico.

Como destaca a Dra. Maria Cecília Vecino, neurologista, o objetivo hoje é que as pessoas possam ter qualidade de vida e espaço para seus sonhos e objetivos.

Neste Agosto Laranja, celebramos os avanços e seguimos trabalhando para transformar ainda mais o cuidado com a esclerose múltipla.

O lecanemabe é anticorpo monoclonal anti-amiloide aprovado em 2023 para tratar estágios iniciais da doença de Alzheimer ...
28/08/2026

O lecanemabe é anticorpo monoclonal anti-amiloide aprovado em 2023 para tratar estágios iniciais da doença de Alzheimer com amiloide positivo. Estudo retrospectivo unicêntrico publicado na Neurology Open Access avaliou incidência de anormalidades de imagem relacionadas ao amiloide (ARIA), eventos adversos graves e desfechos cognitivos aos 12 meses em 230 pacientes tratados na Duke University entre 2023 e 2025.

A idade média foi 73,6 anos, 50,9% eram mulheres e 67,4% portadores do alelo APOE ε4. O seguimento médio foi de 396 dias. Quarenta e nove pacientes (21%) descontinuaram o tratamento. ARIA ocorreu em 24,3% dos casos, taxa marginalmente superior à do ensaio CLARITY-AD, provavelmente pela inclusão de siderose superficial e uso de sequências susceptibility-weighted imaging mais sensíveis. A ARIA com edema e com microhemorragia apresentaram pico de incidência ao redor da décima semana, com segundo pico de edema por volta da 25ª semana e maioria dos eventos moderados a graves entre 12 e 24 semanas. O risco de ARIA-edema foi maior em homozigotos ε4 (razão de chances 4,81) e sugerido no s**o masculino (razão de chances 2,40).

Ocorreram 72 eventos adversos clinicamente significativos, incluindo cinco óbitos (dois relacionados ao lecanemabe). A mudança cognitiva em 12 meses não diferiu significativamente entre pacientes com e sem ARIA, embora houvesse declínio significativo de 0,107 pontos por mês na Montreal Cognitive Assessment. A combinação

de idade, s**o, escolaridade, alelo ε4, relação p-tau181/Aβ42 e escore de Fazekas mostrou alta especificidade, mas baixa sensibilidade para prever ARIA.

Os achados apoiam a segurança e eficácia do lecanemabe na prática clínica, com necessidade de monitorização por ressonância até pelo menos 12 meses. Marcadores preditivos robustos de ARIA ainda são necessários.

Referência

LIU, A. J. et al. Clinical Practice Outcomes With Lecanemab for Alzheimer Disease. Neurology Open Access, v. 2, n. 3, e000121, 2026.

O próximo ABN Lab já tem data marcada!No dia 3 de setembro, das 19h às 20h30, o encontro abordará o tema “Cefaleia em sa...
27/08/2026

O próximo ABN Lab já tem data marcada!

No dia 3 de setembro, das 19h às 20h30, o encontro abordará o tema “Cefaleia em salvas e outras cefaleias trigeminoautonômicas”, com a participação da Dra. Maria Eduarda Nobre e moderação do Dr. Fernando Kowacs.

Uma oportunidade para aprofundar conhecimentos e discutir aspectos importantes do diagnóstico e manejo dessas cefaleias.

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Os inibidores de checkpoint imunológico revolucionaram a oncologia, mas se associam a eventos adversos imunomediados neu...
27/08/2026

Os inibidores de checkpoint imunológico revolucionaram a oncologia, mas se associam a eventos adversos imunomediados neurológicos, entre os quais o parkinsonismo é excepcionalmente raro. Série retrospectiva publicada na Neurology Neuroimmunology & Neuroinflammation revisou bancos de farmacovigilância e do centro francês de referência em encefalites autoimunes entre 2015 e 2025, além de casos publicados na literatura.

Foram identificados cinco pacientes (quatro homens; idade mediana 67 anos). Os tumores incluíram adenocarcinoma pulmonar, carcinoma renal papilar, hepatocarcinoma e melanoma. Todos receberam anti-PD-1/PD-L1, isoladamente ou com anti-CTLA-4. O parkinsonismo desenvolveu-se após mediana de quatro ciclos, com início agudo ou subagudo. O fenótipo predominante foi síndrome rígido-acinética bilateral (rigidez em 5, bradicinesia em 4, tremor em 3), com Rankin modificado mediano de 3.

A análise liquórica mostrou hiperproteinorraquia em quatro pacientes testados e pleocitose em dois. Anticorpos antineuronais foram negativos na maioria. A imagem por transportador de dopamina evidenciou denervação bilateral em ambos os pacientes avaliados, com reversibilidade em um após tratamento. A tomografia com FDG mostrou hipermetabolismo estriatal e hipometabolismo frontal em um caso. A descontinuação do inibidor, isoladamente ou combinada à imunoterapia, levou à melhora em quatro

dos cinco pacientes ao longo de seguimento mediano de 15 meses. Dois necessitaram levodopa/carbidopa. Dois foram reexpostos ao anti-PD-1 sem recidiva.

O parkinsonismo pós-inibidor de checkpoint é raro, mas potencialmente reversível. O reconhecimento precoce e a descontinuação da terapia favorecem a recuperação.

Referência

BIRZU, C. et al. Parkinsonism as a Potential Neurologic Immune-Mediated Adverse Event of Immune Checkpoint Inhibitors. Neurology Neuroimmunology & Neuroinflammation, v. 13, n. 5, e200644, 2026.

Em cenários de surto de sarampo, pacientes com doenças neuroimunológicas exigem atenção especial, principalmente quando ...
24/08/2026

Em cenários de surto de sarampo, pacientes com doenças neuroimunológicas exigem atenção especial, principalmente quando estão em uso de terapias imunossupressoras.

A revisão do histórico vacinal antes do início da imunossupressão, a atualização da vacinação dos contactantes e a redução da exposição ao vírus são medidas importantes de proteção.

Em caso de exposição ao sarampo, a avaliação médica deve ser realizada o quanto antes para definição da melhor conduta.

Confira no carrossel as principais recomendações.

Participe do próximo ABN Lab e acompanhe uma discussão sobre Esclerose Múltipla.O encontro acontece no dia 25 de agosto,...
23/08/2026

Participe do próximo ABN Lab e acompanhe uma discussão sobre Esclerose Múltipla.

O encontro acontece no dia 25 de agosto, das 19h às 20h30, de forma online e gratuita.

Uma oportunidade para ampliar conhecimentos e acompanhar uma discussão relevante sobre o tema.

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O próximo ABN Lab já tem data marcada.No dia 25 de agosto, das 19h às 20h30, o encontro terá como tema Esclerose Múltipl...
21/08/2026

O próximo ABN Lab já tem data marcada.

No dia 25 de agosto, das 19h às 20h30, o encontro terá como tema Esclerose Múltipla, reunindo discussão e atualização sobre a doença.

A moderação será de Adriana Hadad Cherulli, Jessica Vargas Lopes e Luan Nascimento Pereira de Amorim, com palestra da Profa. Dra. Ana Claudia Piccolo, coordenadora do Departamento Científico de Neuroimunologia da ABN.

Participe e acompanhe mais uma edição do ABN Lab.

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📚 Indicação ABN | O Princípio da Dignidade HumanaO que significa respeitar a dignidade de um paciente quando a autonomia...
18/08/2026

📚 Indicação ABN | O Princípio da Dignidade Humana

O que significa respeitar a dignidade de um paciente quando a autonomia diminui? Como conciliar os avanços da medicina com decisões éticas cada vez mais complexas?

Em O Princípio da Dignidade Humana, o filósofo Paolo Becchi propõe uma reflexão sobre um dos conceitos mais importantes da bioética contemporânea. A obra aborda temas como autonomia, vulnerabilidade, terminalidade e os limites da intervenção médica — questões que dialogam diretamente com a prática da Neurologia e com o cuidado centrado na pessoa.

Na edição de março/abril de 2026 da ABNews, o Dr. Eduardo Uchôa apresenta uma resenha que conecta essa leitura aos desafios enfrentados por neurologistas e residentes, mostrando por que a dignidade humana continua sendo um princípio essencial para a prática clínica.

📖 ASSOCIADO ABN: Acesse a edição da ABNews na área restrita do site da ABN e confira esta resenha, além de muitos outros conteúdos preparados com dedicação, ciência e reflexões relevantes para a Neurologia brasileira.

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