Academia Brasileira de Neurologia

Academia Brasileira de Neurologia A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) é a maior e mais importante associação dos neurologistas do

A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) é a maior e mais importante associação dos neurologistas do Brasil. É uma sociedade civil, sem fins lucrativos, de duração inderteminada, congregadora dos que exercem e/ou cultivam a Neurologia e ciências afins no Brasil. Foi fundada na cidade do Rio de Janeiro em 5 de maio de 1962 e registrada no Primeiro Oficio de Registro de Títulos e Documentos da cida

de de São Paulo. Representa a Neurologia Brasileira na "World Fereration of Neurology" e dirige a sessão de Neurologia da Associação Médica Brasileira, no Conselho das Especialidades. Tem como fundamento a promoção do desenvolvimento cientifico da Neurologia Brasileira. Através de suas comissões, discute assuntos amplos, como a Residência Médica em Neurologia e Programas de Ensino da Neurologia a nível de Graduação e Pós-graduação, além de ser um foro de discussão científica e de assuntos relacionados às atividades profissionais do Neurologista. Promove o Congresso Brasileiro de Neurologia e apoia diversos outros de subespecialidades neurológicas organizados pelos respectivos Grupos de Trabalho

O próximo ABN Lab traz um tema essencial para a prática neurológica: PIDC em foco: quando suspeitar, como confirmar e co...
23/06/2026

O próximo ABN Lab traz um tema essencial para a prática neurológica: PIDC em foco: quando suspeitar, como confirmar e como tratar.

Nesta edição, os Drs. Osvaldo Nascimento e Diogo Fernandes discutirão como o consenso brasileiro de PIDC pode auxiliar na identificação, confirmação diagnóstica e condução terapêutica da Polineuropatia Inflamatória Desmielinizante Crônica.

A atividade acontece no dia 30 de junho, das 19h às 20h30.

Inscreva-se pelo link da bio e participe.

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é causa relevante de epilepsia adquirida, e o levetiracetam tornou-se o antiepilépt...
23/06/2026

O traumatismo cranioencefálico (TCE) é causa relevante de epilepsia adquirida, e o levetiracetam tornou-se o antiepiléptico de escolha para profilaxia nesse contexto, apesar da escassez de evidências robustas. Estudo de coorte retrospectivo publicado na Annals of Neurology utilizou a TriNetX Research Network para avaliar a efetividade e o perfil de eventos adversos do levetiracetam profilático em 51.263 adultos com primeiro TCE e escala de coma de Glasgow registrada.

A coorte foi estratificada em TCE leve (Glasgow 13 a 15; n igual a 33.625) e grave (Glasgow 3 a 8; n igual a 10.805). O levetiracetam foi administrado a 14.630 pacientes (30%). Após ajuste para fatores de risco conhecidos por meio de modelos de Cox, o levetiracetam reduziu o risco de epilepsia precoce, em até sete dias, no TCE grave (razão de risco 0,55; intervalo de confiança de 95% 0,31 a 0,97), mas não no TCE leve (razão de risco 0,85; intervalo de confiança 0,45 a 1,61). Não houve redução do risco de epilepsia tardia, em até um ano, em ambos os grupos.

Os pacientes que receberam levetiracetam apresentaram maior frequência de desfechos adversos em cinco anos, incluindo comprometimento de memória e consciência, transtornos metabólicos, cefaleia, ansiedade, depressão, distúrbios do sono e alterações visuais. Idade avançada, edema cerebral e hemorragia subdural foram fatores de risco consistentes para epilepsia.

Os achados sugerem que a profilaxia com levetiracetam reduz crises precoces apenas no TCE grave e não confere proteção em longo prazo. Diante da carga de eventos adversos, a profilaxia de rotina deve ser restrita ao TCE grave ou a pacientes de alto risco, apoiando a reavaliação das atuais diretrizes baseadas em antiepilépticos mais antigos.

Referência

THORMAN, I. B. et al. Levetiracetam for Seizure Prophylaxis after Traumatic Brain Injury: A Severity-Stratified Cohort Study of 51,000 Patients. Annals of Neurology, publicação online, 2026. doi:10.1002/ana.78273.

Durante a Copa, os olhos do mundo estão voltados para os dribles, gols e desempenho dos atletas. Mas existe outro tema q...
22/06/2026

Durante a Copa, os olhos do mundo estão voltados para os dribles, gols e desempenho dos atletas. Mas existe outro tema que também merece atenção: a saúde cerebral dos jogadores.

Casos como o de Ronaldo, em 1998, e Bellini, capitão do primeiro título mundial do Brasil, mostram como alterações neurológicas, impactos e traumas na cabeça devem ser avaliados com seriedade.

No futebol e na vida, cuidar do cérebro também faz parte do jogo.

A ABN reforça a importância da informação, da prevenção e da avaliação especializada para proteger a saúde cerebral.

Arraste para o lado e saiba mais.

O manejo ideal da pressão arterial após trombectomia bem-sucedida no acidente vascular cerebral isquêmico permanece ince...
22/06/2026

O manejo ideal da pressão arterial após trombectomia bem-sucedida no acidente vascular cerebral isquêmico permanece incerto, com ensaios prévios mostrando ausência de benefício ou potencial dano da redução intensiva. Ensaio clínico multicêntrico randomizado HOPE, publicado na JAMA Neurology, avaliou se uma estratégia de controle da pressão sistólica guiada pelo grau de reperfusão melhora desfechos funcionais em comparação ao manejo recomendado pelas diretrizes.

Foram randomizados 440 pacientes em 11 centros na Espanha (idade média 75 anos; 53% mulheres) com oclusão de grande vaso da circulação anterior e reperfusão bem-sucedida (TICI maior ou igual a 2b). Os pacientes foram alocados para estratégia de pressão sistólica guiada pela reperfusão (140 a 160 mmHg para TICI 2b; 100 a 140 mmHg para TICI 2c ou 3) ou manejo padrão (sistólica menor que 180 mmHg) por 72 horas.

Aos 90 dias, 60% dos pacientes do grupo intervenção e 47,1% do grupo controle atingiram desfecho funcional favorável, definido como escore de Rankin modificado de 0 a 2 (diferença absoluta de risco 13,3%; intervalo de confiança de 95% 4,1% a 22,6%). A transformação hemorrágica ocorreu em 22,3% no grupo intervenção e 31,6% no controle (razão de chances 0,62). As taxas de hemorragia intracraniana sintomática (3,5% vs 3,9%) e mortalidade em 90 dias (15,4% vs 15,6%) não diferiram entre os grupos.

Os autores concluem que estratégia personalizada de controle da pressão arterial guiada pelo grau de reperfusão melhorou desfechos funcionais e reduziu transformação hemorrágica sem aumentar eventos graves de segurança, apoiando abordagem individualizada para o manejo pós-trombectomia.

Referência

CAMPS-RENOM, P. et al. Personalized Blood Pressure Targeting After Endovascular Therapy for Acute Ischemic Stroke: A Randomized Clinical Trial. JAMA Neurology, publicação online, 8 jun. 2026. doi:10.1001/jamaneurol.2026.1706.

A amiloidose hereditária por transtirretina com neuropatia periférica (ATTRv-PN) frequentemente apresenta diagnóstico ta...
21/06/2026

A amiloidose hereditária por transtirretina com neuropatia periférica (ATTRv-PN) frequentemente apresenta diagnóstico tardio, e a detecção tecidual de amiloide pode justificar o início de terapias modificadoras da doença. Estudo retrospectivo publicado na Neurology comparou a sensibilidade da biópsia de nervo, da biópsia de pele e do aspirado de gordura abdominal em pacientes com ATTRv-PN sintomática avaliados na Mayo Clinic entre 2012 e 2023.

Foram incluídos 111 pacientes (idade mediana 64,2 anos; 74,8% homens), todos com variante patogênica no gene TTR e confirmação por biópsia positiva ou cintilografia cardíaca com pirofosfato. O aspirado de gordura foi positivo para amiloide em 50 de 103 pacientes, com sensibilidade de 48,5% (intervalo de confiança de 95% 0,39-0,59). A biópsia de pele foi positiva em 17 de 32 casos, com sensibilidade de 53,1% (intervalo de confiança 0,35-0,71). A biópsia de nervo apresentou sensibilidade de 95% (20 de 21 casos; intervalo de confiança 0,76-1,0). Entre os 25 pacientes submetidos simultaneamente a aspirado de gordura e biópsia de pele, a sensibilidade desta última foi maior (60% vs 24%).

Os pacientes que realizaram biópsia de nervo apresentavam neuropatia sensoriomotora e autonômica mais grave, o que pode ter contribuído para a maior sensibilidade observada. A maioria das amostras tipadas por espectrometria de massa veio de pacientes Val30Met, indicando maior carga amiloide nesse subgrupo.

Conclui-se que a biópsia de nervo é mais sensível que o aspirado de gordura e a biópsia de pele para diagnóstico tecidual de ATTRv-PN sintomática, sendo a biópsia de pele discretamente superior ao aspirado de gordura.

Referência

PANRUDKEVICH, A. H. et al. Sensitivity of Nerve and Skin Biopsy and Fat Aspirate for Amyloid in Symptomatic Hereditary ATTR Amyloidosis With Peripheral Neuropathy. Neurology, v. 106, n. 11, e218033, 2026.

Os sinais de liberação frontal (SLF) são reflexos primitivos que regridem com a maturação cerebral e reaparecem em lesõe...
20/06/2026

Os sinais de liberação frontal (SLF) são reflexos primitivos que regridem com a maturação cerebral e reaparecem em lesões cerebrais ou neurodegeneração. Estudo de coorte publicado na JAMA Network Open avaliou a associação dos SLF com declínio cognitivo futuro em participantes do University of Kentucky Alzheimer Disease Research Center, com avaliações anuais entre 2005 e 2024.

Foram incluídos 873 participantes com 70 anos ou mais (idade média 76,9 anos; 60,4% mulheres), com cognição preservada (672) ou comprometimento leve (201) no início do estudo. A presença de pelo menos dois SLF foi definida como positividade. A prevalência de positividade na avaliação inicial foi de 8,8% entre os cognitivamente preservados e 23,9% nos com comprometimento leve. Os SLF mais comuns foram palmomental e glabelar. A positividade associou-se a maior risco de demência nos participantes inicialmente preservados: 25,4% progrediram para demência, em comparação a 14,5% dos negativos (razão de risco 1,78; intervalo de confiança de 95% 1,02-3,09). Não houve associação significativa no grupo com comprometimento leve. Em análises longitudinais, os SLF associaram-se a piora discreta, porém significativa, em escores de memória e função executiva entre os cognitivamente preservados.

O exame dos SLF pode ser realizado em menos de dois minutos no contexto do exame neurológico padrão. Os autores concluem que os SLF podem servir como ferramenta rápida, não invasiva e de baixo custo, complementando outras medidas de rastreio

cognitivo, embora não substituam te**es neuropsicológicos ou biomarcadores diagnósticos.

Referência

BOJARSKI, L. G. et al. Frontal Release Signs and Future Decline in Research Participants With Intact Cognition. JAMA Network Open, v. 9, n. 6, e2617060, 2026.

O diagnóstico acurado dos distúrbios neurodegenerativos do movimento é desafiador pela ausência de biomarcadores in vivo...
19/06/2026

O diagnóstico acurado dos distúrbios neurodegenerativos do movimento é desafiador pela ausência de biomarcadores in vivo e pela sobreposição clínica. Estudo transversal multicêntrico publicado na JAMA Neurology integrou dados clínicos, patológicos e genéticos de 11 bancos de cérebros no Reino Unido, Estados Unidos e Austrália, com doadores incluídos entre 1985 e 2024.

Foram analisados 3.353 doadores com diagnóstico clínico de doença de Parkinson, demência da doença de Parkinson, demência com corpos de Lewy (DCL), paralisia supranuclear progressiva (PSP), síndrome corticobasal, atrofia de múltiplos sistemas ou controles neurologicamente normais (idade média ao óbito 76,8 anos; 61,8% homens). As taxas de diagnóstico errôneo nos distúrbios do movimento variaram entre 10% e 20%. Diagnósticos clínicos de demência com parkinsonismo associaram-se mais fortemente à patologia por corpos de Lewy do que a doença de Parkinson sem demência (razão de chances 1,96). Patologia de Alzheimer copatológica esteve presente em 40% dos casos com doença de corpos de Lewy. Patologia de corpos de Lewy foi identificada em 4,4% dos controles normais.

Portadores de variantes em GBA1 apresentaram maior carga de corpos de Lewy em comparação a não portadores (razão de chances 1,94) ou portadores de variantes em LRRK2 (razão de chances 7,44). Os diagnósticos patológicos diferiram conforme a ancestralidade: doadores do sul da Ásia eram mais propensos à patologia de PSP e

judeus asquenazes à doença por corpos de Lewy, independentemente do status de GBA1 e LRRK2.

Os achados destacam o valor da integração de dados genéticos e patológicos para aprimorar a acurácia diagnóstica e apoiar ensaios terapêuticos estratificados.

Referência

WU, L. Y. et al. Pathology and Genetics in a Global Cohort of Parkinsonian Disorders. JAMA Neurology, publicação online, 8 jun. 2026. doi:10.1001/jamaneurol.2026.1634.

Faltam 15 dias para o Fórum Sul Neuromuscular da ABN!Ainda dá tempo de garantir sua participação neste encontro dedicado...
18/06/2026

Faltam 15 dias para o Fórum Sul Neuromuscular da ABN!

Ainda dá tempo de garantir sua participação neste encontro dedicado à atualização científica, troca de experiências e debates sobre temas relevantes da área neuromuscular.

Dias 3 e 4 de julho de 2026, em Porto Alegre - RS.

Inscreva-se: abneuro.iweventos.com.br/forumsul2026

A ABN foi fonte de uma reportagem do Estadão Verifica que esclarece informações sobre a cúrcuma e seus supostos efeitos ...
17/06/2026

A ABN foi fonte de uma reportagem do Estadão Verifica que esclarece informações sobre a cúrcuma e seus supostos efeitos na prevenção da doença de Alzheimer e de problemas cardiovasculares.

Representando a ABN, a Dra. Elisa Resende, do Departamento Científico de Cognição e Envelhecimento, contribuiu com informações especializadas para a construção da matéria, reforçando a importância de buscar informações baseadas em evidências científicas.

A participação da ABN em pautas como essa reforça o compromisso da entidade com a divulgação de conhecimento confiável e o combate à desinformação em saúde.

📌 Confira a reportagem completa no link da bio.

Endereço

1353 Rua Vergueiro
São Paulo, SP
04101-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 17:00
Terça-feira 08:00 - 17:00
Quarta-feira 08:00 - 17:00
Quinta-feira 08:00 - 17:00
Sexta-feira 08:00 - 17:00

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Academia Brasileira de Neurologia posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para Academia Brasileira de Neurologia:

Compartilhar

Categoria