04/09/2026
O problema pode começar muito antes do descarte.
A gestão do medicamento precisa ir além do controle de estoque e do custo.
No caso dos antibióticos, isso significa acompanhar toda a cadeia: prescrição, seleção, dose, duração do tratamento, estoque, utilização e descarte.
Nesse processo, o farmacêutico clínico tem papel fundamental. A revisão das prescrições, o acompanhamento da terapia e a avaliação da necessidade e do tempo de tratamento contribuem para o uso racional dos antimicrobianos e para a redução de desperdícios.
O impacto, porém, não termina no custo. O uso inadequado e o descarte incorreto de antibióticos também estão relacionados a um dos grandes desafios da saúde: a resistência antimicrobiana.
Esse alerta foi reforçado em matéria publicada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), ao abordar como o descarte inadequado de antibióticos pode contribuir para a seleção e disseminação de bactérias resistentes.
Para a gestão hospitalar, a discussão reforça um ponto importante: medicamento não pode ser gerenciado de forma isolada. Eficiência, uso racional, desperdício e segurança do paciente fazem parte da mesma cadeia.
O que o gerenciamento dos antibióticos revela hoje sobre a maturidade da gestão farmacêutica da sua instituição?
Referência: Conselho Federal de Farmácia (CFF). “O antibiótico que vai para o lixo pode voltar como superbactéria”. Publicado em 31/08/2026.