25/05/2026
A 10ª CONADOULA não foi só um encontro.
Foi um portal aberto no coração da Amazônia.
Belém recebeu mulheres de todos os cantos do Brasil como quem prepara um banho de cheiro antes da luta: com erva, suor, afeto e ancestralidade. Entre rios, tambores e memória, a doulagem ocupou seu lugar de direito; viva, política, periférica e impossível de ser ignorada.
Foi a melhor de todas porque não coube apenas em auditórios.
Ela atravessou corpos.
Moveu territórios.
Fez o Ministério da Saúde sentar para ouvir a Doulagem Periférica.
Fez a Amazônia lembrar ao Brasil que cuidado também é tecnologia ancestral.
Pela primeira vez, os 27 estados estavam presentes. E junto com eles vieram as mães, as parteiras invisibilizadas, os clubes de mães, o MOPS e as mulheres das quebradas, das palafitas, dos becos, dos quilombos e das margens.
Portal N°10 · 1
A 10ª CONADOULA foi histórica porque nasceu da organização coletiva e da força de mulheres que nunca esperaram autorização para cuidar.
E agora o país inteiro teve que olhar.
Depois da sanção da lei das doulas, Belém virou símbolo de um novo tempo: um tempo em que o cuidado periférico deixa de ser sobrevivência silenciosa e passa a ser reconhecido como política pública, ciência de afeto e transformação social.
Portal N°10 · 2
A ancestralidade organizou cada encontro.
Eu sai do território de cobra pequena pra relembrar magia profunda.
A Cobra Grande abriu caminho.
E nós voltamos diferentes.
10ª CONADOULA:
a mais bonita, a mais política, a mais ancestral e a mais viva de todas.
O Marajó é terra de mulher búfalo.
Escrevivência é tecnologia de mulheres negras.
Saudações á Oriximiná
e um grande VIVA as FADINHAS do PARÁ!!!
(Sim, elas existem e tão vivas pra contar)