22/04/2026
A órtese craniana, popularmente chamada de “capacete”, é uma ferramenta importante no manejo das deformidades cranianas posicionais.
Mas existe um erro comum na forma como esse tema é abordado:
👉 tratar o capacete como solução automática
De acordo com a American Academy of Pediatrics (AAP) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tratamento inicial deve ser conservador, principalmente nos primeiros meses de vida, período de maior plasticidade craniana.
Isso inclui:
✔ reposicionamento orientado
✔ fisioterapia / osteopatia pediátrica
✔ estímulo ao movimento e liberações de tensões
✔ tratamento de torcicolo (se houver)
✔ ajuste da rotina
Na prática clínica, muitos casos evoluem bem apenas com essas intervenções quando iniciadas precocemente.
O capacete passa a ser considerado quando:
• a assimetria já é mais significativa (moderada a grave)
• não houve resposta ao tratamento conservador
• o diagnóstico foi tardio
• o crescimento craniano já está mais lento
Mas existe um ponto fundamental:
👉 o capacete atua no formato
👉 o tratamento atua na causa
Se o bebê mantém padrão postural assimétrico, restrição de mobilidade ou baixa variabilidade de movimento, a tendência é que a assimetria se mantenha mesmo com órtese.
Por isso, a decisão não é estética.
É clínica.
📌 Não existe solução padrão, existe avaliação individual
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Dra. Juliana Bauman Alvissus Fernandes
Fisioterapeuta e Osteopata Pediátrica C.O
CREFITO-3/217467-F