Dra Maria Carolina

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Dra Maria Carolina 👩‍⚕️ Médica Cardiologista
◻️ Especialista em Coronariopatia Aguda InCor/HCFMUSP

12/10/2026

Quando a pessoa começa a sentir palpitações, falhas no coração ou batidas fora do ritmo, é comum querer saber logo: “Dra., qual exame eu preciso fazer?”

Mas antes de qualquer exame, existe uma etapa essencial: a consulta.

A história do sintoma muda tudo. Precisamos entender quando começou, com que frequência acontece, quanto tempo dura, se aparece no repouso ou durante o exercício e se vem acompanhada de tontura, falta de ar, dor no peito ou sensação de desmaio.

A partir dessa avaliação, alguns exames podem entrar na investigação, como eletrocardiograma, Holter, ecocardiograma, teste ergométrico e exames de sangue para avaliar fatores que podem influenciar os batimentos.

Mas não existe uma lista única para todo mundo.

O exame certo depende do sintoma, do histórico e do que aparece durante a avaliação médica.

Se você vem sentindo palpitações ou falhas no coração com frequência, não tente adivinhar sozinho. Investigar é o melhor caminho para entender se é algo benigno ou se precisa de acompanhamento.

28/09/2026

Sentir o coração dar uma falhada, um pulo ou uma batida fora do ritmo pode acontecer.

Em muitos casos, as extrassístoles podem ser benignas. Mas alguns detalhes mudam a forma como esse sintoma precisa ser avaliado.

A frequência importa.
O momento em que acontece importa.
Os sintomas associados importam.
O histórico cardíaco também importa.

Se essas falhas aparecem todos os dias, estão f**ando mais frequentes, surgem durante o exercício ou vêm acompanhadas de tontura, falta de ar, dor no peito, suor frio, fraqueza intensa ou sensação de desmaio, é importante investigar.

Também vale olhar para possíveis gatilhos, como cafeína em excesso, pré-treino, álcool, estresse, noites mal dormidas, alguns medicamentos e alterações da tireoide.

Nem toda palpitação é sinal de algo grave. Mas palpitação recorrente não deve ser tratada automaticamente como ansiedade sem entender o contexto.

O coração também precisa ser ouvido.

Depois de uma infecção, é comum esperar que o corpo volte ao normal aos poucos.Mas quando surgem sintomas como dor no pe...
24/09/2026

Depois de uma infecção, é comum esperar que o corpo volte ao normal aos poucos.

Mas quando surgem sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações, cansaço inexplicável, tontura ou desmaio, vale prestar atenção.

Em alguns casos, esses sinais podem levantar a suspeita de miocardite, que é uma inflamação no músculo do coração.

Isso não signif**a que toda infecção vai causar um problema cardíaco. Mas também não é ideal ignorar sintomas novos, principalmente quando eles aparecem depois de um quadro viral, febril ou inflamatório.

A investigação depende da história, dos sintomas e da avaliação médica. Em alguns casos, exames como eletrocardiograma, troponina, ecocardiograma e ressonância magnética cardíaca podem entrar nessa análise.

Preparei um conteúdo no blog explicando melhor: Miocardite depois de infecção: quais sintomas merecem atenção?

Leia o texto completo e entenda quando procurar o cardiologista.

21/09/2026

Você talvez nunca tenha ouvido falar em extrassístoles.

Mas pode ser que já tenha sentido algo parecido: o coração dá uma falhada, um pulo, uma pausa ou uma batida mais forte… e depois volta ao normal.

Muita gente descreve essa sensação no consultório sem saber exatamente o que está acontecendo.

A extrassístole é um batimento que aparece antes do esperado. Em muitos casos, pode ser benigna, principalmente quando acontece de forma isolada e sem doença cardíaca estrutural.

Mas a frequência, o momento em que acontece e os sintomas associados fazem diferença.

Se as palpitações são recorrentes, aparecem durante o exercício ou vêm acompanhadas de tontura, falta de ar, dor no peito ou sensação de desmaio, é importante investigar.

Você já sentiu isso alguma vez?

17/09/2026

Você pode acordar bem, trabalhar, treinar, viajar, cuidar da rotina normalmente e ainda assim estar com o colesterol acima do ideal.

Na maioria das vezes, o colesterol alto não causa sintomas no começo. Ele não costuma dar dor, tontura, falta de ar ou mal-estar imediato.

O problema é que, silenciosamente, ele pode participar da formação de placas de gordura nas artérias ao longo dos anos.

Por isso, esperar sentir algo para investigar não é uma boa estratégia. Quando aparecem sintomas como dor no peito, falta de ar aos esforços ou alterações na circulação, muitas vezes o processo já está mais avançado.

E vale lembrar: uma pessoa magra também pode ter colesterol alto.

Histórico familiar, menopausa, diabetes, pressão alta, sedentarismo, alimentação, tabagismo e genética também entram nessa avaliação.

Colesterol alto costuma ser silencioso. Quem mostra o caminho é o exame, e quem interpreta esse exame é o risco cardiovascular como um todo.

Prevenção não começa quando aparece sintoma.

Nem sempre o que f**a de fora da consulta parece importante para o paciente.Às vezes, é aquele “eu só fumo socialmente”,...
14/09/2026

Nem sempre o que f**a de fora da consulta parece importante para o paciente.

Às vezes, é aquele “eu só fumo socialmente”, “tomo o remédio quando lembro”, “achei que essa palpitação não precisava comentar” ou “nem falei do pré-treino porque achei que não tinha relação”.

Mas são justamente esses detalhes que muitas vezes ajudam a entender sintomas, orientar exames, ajustar tratamentos e avaliar risco cardiovascular com mais precisão.

Consulta não é prova. Não existe resposta certa para impressionar o médico.

O que existe é informação que ajuda a cuidar melhor de você.

Uma boa avaliação começa antes do exame. Começa quando a história é contada de forma sincera.

08/09/2026

No AVC, tempo faz diferença.

Alguns sinais podem aparecer de repente e, às vezes, melhorar depois de poucos minutos. Ainda assim, não devem ser tratados como algo simples ou passageiro.

Fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alteração na fala, dificuldade para enxergar, perda de equilíbrio, tontura forte ou dor de cabeça súbita e diferente do habitual são sinais de alerta.

Nessas situações, não é para esperar passar, dormir para ver se melhora ou tentar dirigir até o hospital.

Procure atendimento imediatamente ou acione o SAMU 192.

Reconhecer rápido pode mudar o desfecho.
Compartilhe este vídeo com alguém que precisa saber identif**ar esses sinais.

Quando uma pessoa aparentemente saudável sofre um infarto, a primeira reação costuma ser de surpresa.Ela não sentia dor,...
02/09/2026

Quando uma pessoa aparentemente saudável sofre um infarto, a primeira reação costuma ser de surpresa.

Ela não sentia dor, mantinha a rotina e, às vezes, nem apresentava alterações muito evidentes nos exames mais conhecidos. Isso acontece porque o risco cardiovascular não depende de um único número.

A inflamação crônica de baixo grau pode permanecer ativa por anos e participar do desenvolvimento da aterosclerose, mesmo sem causar febre, dor ou outro sintoma claro.

Ela é apenas uma parte da história. Colesterol, pressão, glicemia, histórico familiar, tabagismo, gordura abdominal, sono e sedentarismo também precisam ser analisados em conjunto.

20/08/2026

Medir a pressão em casa pode ajudar muito no acompanhamento, mas a forma como essa medida é feita muda o resultado.

Tomar café, fumar, comer ou fazer exercício pouco antes da aferição pode alterar temporariamente a pressão. Medir com as pernas cruzadas, braço fora da altura do coração, falando durante a aferição ou com a braçadeira por cima da roupa também pode interferir na leitura.

E tem um detalhe que muita gente esquece: bexiga cheia também pode atrapalhar.

Por isso, antes de se assustar com um número isolado, vale olhar para o contexto e para a forma como a pressão foi medida.

Pequenos cuidados ajudam a ter registros mais confiáveis.

E esses registros, quando bem feitos, ajudam o cardiologista a entender melhor o comportamento da sua pressão ao longo dos dias.

Salve este vídeo para lembrar na próxima vez que for medir.

17/08/2026

Muita gente começa a usar pré-treino buscando mais energia, foco e disposição para treinar.

O problema é quando alguns sinais passam a ser tratados como se fossem “normais” do produto: coração acelerado, tremor, ansiedade diferente, piora do sono, palpitação ou mal-estar durante o exercício.

Nem sempre é só efeito do pré-treino.
Em algumas pessoas, esses sintomas podem estar relacionados a pressão alta, arritmias, extrassístoles ou a uma resposta exagerada do coração ao esforço.

O ponto não é dizer que ninguém pode usar.
O ponto é entender se o seu coração está preparado para combinar estimulantes, treino intenso e aumento de carga.

Se você sente palpitações, dor ou aperto no peito, falta de ar fora do esperado, tontura, sensação de desmaio, tem pressão alta ou histórico familiar de infarto, morte súbita ou arritmias, procure avaliação.

Treinar é ótimo para o coração.
Mas ignorar sinais durante o treino não é uma boa estratégia.

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Rua Dona Adma Jafet, 74 Cj 64
São Paulo, SP
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