30/07/2026
Inverno é a estação que mais cobra atenção do controle de infecção quando o assunto é vírus respiratório.
A maior frequência de casos ocorre nos meses mais frios, com aumento esperado no outono e no inverno, de forma mais marcada no Sul e no Sudeste.
E cada aumento de casos na comunidade se traduz, na porta do hospital, em mais pessoas sintomáticas circulando pelo serviço.
Por isso, vírus respiratório não é só uma pauta assistencial: é uma pauta de IRAS. Quando transmitidos dentro do serviço, influenza, VSR e outros vírus respiratórios atingem justamente os pacientes mais vulneráveis, como imunossuprimidos, idosos e neonatos, além da própria equipe.
O manejo das precauções faz a diferença. Para influenza, a precaução geral em pacientes hospitalizados é de gotícula. No VSR, soma-se o componente de contato, já que o vírus também se transmite pelas secreções e por superfícies contaminadas. E o respirador N95 ou PFF2 é obrigatório em procedimentos geradores de aerossol, como intubação, aspiração e broncoscopia.
Boa parte da proteção, porém, está em medidas que a equipe controla diretamente: triagem de sintomáticos e etiqueta respiratória já na entrada, vacinação da equipe contra influenza e, um ponto que costuma ser negligenciado, o afastamento do profissional sintomático. Trabalhar doente também transmite.
Por fim, a vigilância fecha o ciclo. Casos hospitalizados de Síndrome Respiratória Aguda Grave devem ser notif**ados em até 24 horas. Testar e acompanhar aglomerados dentro do serviço permite identif**ar a transmissão cedo e agir antes que ela vire surto.
No inverno, a diferença entre um caso isolado e um surto costuma estar na consistência dessas medidas.