Priscila Gualhano Psicologa

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A ideia de “ser você mesmo o tempo todo” nem sempre é real.Nas relações, existe ajuste, leitura de contexto, cuidado com...
15/04/2026

A ideia de “ser você mesmo o tempo todo” nem sempre é real.

Nas relações, existe ajuste, leitura de contexto, cuidado com o outro.
E isso faz parte.

Mas, em alguns momentos, a adaptação deixa de ser escolha
e passa a ser uma forma de não se colocar, não se expor, não correr risco.

E aí surge um ponto importante:

em quais espaços você se adapta…
e em quais você deixa de existir?

Nem toda adaptação é um problema.
Mas todo apagamento merece atenção.

Existe uma linha muito sutil entre adaptação e apagamento.Em algumas relações, a gente começa cedendo um pouco, evitando...
08/04/2026

Existe uma linha muito sutil entre adaptação e apagamento.

Em algumas relações, a gente começa cedendo um pouco, evitando conflito, tentando manter o vínculo.

Mas, com o tempo, isso pode virar um afastamento de si.

E aí surge um paradoxo:

você quer ser visto,
mas já não está mais se mostrando.

Se colocar envolve risco.
Mas também é o que torna um encontro possível.

Aqui, nem tudo precisa ser organizado antes de chegar.Tem coisas que só encontram formaquando são ditas em voz altapela ...
01/04/2026

Aqui, nem tudo precisa ser organizado antes de chegar.

Tem coisas que só encontram forma
quando são ditas em voz alta
pela primeira vez.

Entre uma fala e outra,
pausas, silêncios, voltas…

é nesse tempo que algo começa a se tornar possível.

Nem toda tentativa de controle parece controle.Às vezes vem como cuidado, preocupação, “jeito de amar”.Mas, aos poucos, ...
31/03/2026

Nem toda tentativa de controle parece controle.

Às vezes vem como cuidado, preocupação, “jeito de amar”.
Mas, aos poucos, pode ir apagando o outro.

E quando o outro não pode existir como é,
o que sobra não é amor, é adaptação.

Em um momento em que tanto se fala sobre violência contra a mulher, feminicídio e misoginia, também é importante olhar para onde isso começa:

na dificuldade de sustentar o outro como um sujeito
com desejos, limites e diferenças.

Amar também é sustentar isso.
E isso nem sempre é simples.

Nem toda relação sustenta presença.Às vezes, o vínculo existe mas o encontro não.E isso vai produzindo um tipo de silênc...
24/03/2026

Nem toda relação sustenta presença.

Às vezes, o vínculo existe mas o encontro não.

E isso vai produzindo um tipo de silêncio difícil de nomear:
você está, mas não se sente visto.
fala, mas não se sente escutado.
existe, mas não se sente reconhecido.

Com o tempo, a pergunta deixa de ser sobre o outro,
e começa a recair sobre você.

“Será que sou demais?”
“Ou de menos?”

Mas talvez a questão não esteja aí.

Talvez esteja na ausência de um olhar que te encontre.

Tem comparações que parecem inofensivas, mas silenciosamente afastam você da própria vida.Quando tudo no outro parece me...
17/03/2026

Tem comparações que parecem inofensivas, mas silenciosamente afastam você da própria vida.

Quando tudo no outro parece melhor, talvez não seja sobre ele.
Talvez seja sobre um desencontro com o que você deseja, sustenta ou reconhece em si.

Nem toda admiração é desejo.
E nem todo desejo é seu.

O Dia Internacional da Mulher não nasceu de homenagens.Nasceu de mulheres que se recusaram a aceitar as condições que lh...
08/03/2026

O Dia Internacional da Mulher não nasceu de homenagens.
Nasceu de mulheres que se recusaram a aceitar as condições que lhes eram impostas.

Há mais de um século, mulheres lutam por direitos básicos muitos conquistados, outros ainda em construção.

E talvez uma experiência ainda atravesse muitas de nós: o cansaço.

Não um cansaço qualquer.
Mas o cansaço de quem, por muito tempo, precisou sustentar demais, explicar demais, provar demais.

Que o 8 de março seja também um dia de memória, consciência e fortalecimento entre mulheres.

“Seja uma mulher que levanta outras mulheres.”Essa frase é potente.Mas existe algo que vem antes dela.Nenhuma mulher lev...
03/03/2026

“Seja uma mulher que levanta outras mulheres.”

Essa frase é potente.
Mas existe algo que vem antes dela.

Nenhuma mulher levanta outra se está exausta de sustentar tudo sozinha.
Nenhuma mulher apoia outra quando aprendeu que precisa competir para ter espaço.

Vivemos um tempo em que a agressão contra mulheres não é sutil, ela é escancarada.
Está nas notícias.
Está nas estatísticas.
Está nas relações.

E antes de levantar outra mulher, muitas estão apenas tentando sobreviver.
Tentando se proteger.
Tentando não duvidar de si mesmas.

A potência do coletivo feminino não nasce da obrigação de ser forte.

Nasce da possibilidade de ser escutada.
De ser validada.
De não precisar se defender o tempo todo.

Talvez levantar outra mulher comece exatamente aí:
quando uma de nós finalmente encontra lugar para ficar de pé com estabilidade, e não precisar lutar para existir.

Você já percebeu como, quando uma mulher passa a se posicionar, algo na relação se desestabiliza?Talvez não seja sobre c...
25/02/2026

Você já percebeu como, quando uma mulher passa a se posicionar, algo na relação se desestabiliza?

Talvez não seja sobre competição.
Talvez seja sobre redistribuição de espaço.

Quando alguém deixa de se encolher, o outro precisa aprender a existir sem dominar.

E isso exige maturidade emocional.

Sentimentos não pedem obediência.Pedem escuta.Quando escuto, posso decidir.Quando ajo sem escuta, só reajo.
04/02/2026

Sentimentos não pedem obediência.
Pedem escuta.

Quando escuto, posso decidir.
Quando ajo sem escuta, só reajo.

22/01/2026

Porque sentimentos não querem ser expulsos, eles querem ser escutados.

13/01/2026

Sentimentos difíceis são como visitas insistentes.
Quanto mais fingimos que não estão ali, mais barulho fazem.

Escutar não significa concordar.
Acolher não é se entregar ao caos.
É permitir que a experiência emocional encontre lugar.

Aquilo que é ouvido não precisa gritar.

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São Paulo, SP

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