Espaço Sapienza

Espaço Sapienza Espaço de psicoterapia destinado à crianças, adolescentes e adultos na Avenida Paulista (São Paulo, SP). Potencialize suas habilidades, agende um horário!

Em 2014 nasceu o Espaço Sapienza, consultório de psicoterapia direcionado ao atendimento de crianças, adolescentes (psicoterapia, aconselhamento e orientação de pais) e adultos.

SETEMBRO AMARELO 🌞Conscientização para Prevenção! Caros amigos, como você já deve saber, o mês de Setembro é o mês da ca...
28/09/2017

SETEMBRO AMARELO 🌞
Conscientização para Prevenção!

Caros amigos, como você já deve saber, o mês de Setembro é o mês da campanha nacional de conscientização e prevenção ao suicídio.

Esta campanha tem objetivo de alertar a população sobre os altos índices de suicídio no Brasil.

De acordo com a Associação Brasileira de Psiquiatria, todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no país. É um número impressionante, infelizmente!

Há duas ou três décadas, doenças como o câncer, AIDS e até mesmo as doenças sexualmente transmissíveis (DSTS) eram carregadas de estigmas e preconceitos, devido ao “tabu” em se falar sobre o assunto.

Este cenário dificultava ainda mais a discussão sobre os recursos de prevenção e combate a estas doenças.

Hoje o cenário é um pouco diferente do que foi no passado, surgiram novas tecnologias médicas e de apoio ao combate a estas doenças.

As pessoas já discutem sobre estes assuntos de forma mais aberta e, consequentemente, aumentam-se os conhecimentos da sociedade sobre o assunto, com ênfase nas formas de combate e até mesmo prevenção.

O mesmo deve ser feito em relação ao suicídio! Ao desmistificarmos o assunto, a sociedade encontrará meios para de detecção dos sintomas, conhecendo também os recursos de apoio e combate disponíveis nos dias de hoje.

O suicídio é um mal silencioso com múltiplas causas determinantes, não podendo, portanto, ser considerada como resultado de um único fator. Ele é a consequência final de uma complexa interação entre fatores psicológicos, biológicos e socioambientais.

O “tabu” e a falta de conhecimento sobre o assunto são barreiras à prevenção e combate deste mal. Dentre alguns destes “tabus” podemos citar o mito de que a intencionalidade do suicídio seja uma ação para chamar atenção.

Na verdade, uma pessoa nesta situação está em um doloroso processo de adoecimento mental que altera, de forma radical, sua percepção da realidade interferindo em seu livre arbítrio e julgamento racional.

O tratamento adequado é o o recurso mais importante nestes casos. Após este processo, com o acompanhamento feito por profissionais especializados, a pessoa conseguirá retomar, gradativamente, o controle de sua vida.

Conhecer os fatores de risco é fundamental para identificar possíveis casos de ideação suicida e, a partir de então, buscar estratégias para combatê-lo.

Mas, como oferecer ajuda a um amigo ou parente se não formos capazes de identificar os primeiros sinais e tão pouco conhecemos as abordagens mais adequadas a este tipo de situação?

Transtornos de humor, ansiedade, depressão, esquizofrenia, bipolaridade e dependência química (uso de álcool e outras substâncias) são conhecidos como diagnósticos psiquiátricos mais comuns entre os suicidas.

Entre os fatores psicológicos, podemos destacar sentimentos e pensamentos de desesperança e desespero, causadas ou não por fatores orgânicos que devem ser investigados.

Distorções cognitivas acompanhadas por avaliações negativas de si mesmo, do mundo e futuro criam uma percepção diferenciada da realidade, desencadeando um medo irracional em não ser possível encontrar recursos para sair desta situação.

Poderá surgir, portanto, a ideação e a tentativa de suicídio, que pode culminar com o ato, levando a pessoa ao óbito.

A hereditariedade e história de vida também devem ser consideradas. Históricos familiares anteriores bem como eventos adversos na infância e adolescência como, por exemplo, abusos físicos e se***is também podem aumentar o risco de suicídio.

Pessoas que vivenciam a falta de relações sociais satisfatoriamente sólidas ou em situação de vulnerabilidade social, como desempregados, moradores de rua ou trabalhadores não qualificados também estão entre os mais suscetíveis, sendo também considerado um grupo de risco.

Ao perceber que uma pessoa está demonstrando sinais de ideação suicida, procure identificar o grau de risco e a direcione a um profissional de saúde mental.

Agora, se perceber que esta pessoa possui plano definido com meios e recursos para realiza-lo ou em tentativa de suicídio, encaminhe a mesma imediatamente a um serviço de emergência, como pronto-socorro geral ou psiquiátrico.

Um dos serviços de referência que realiza apoio de combate ao suicídio e é pouco conhecido pelos brasileiros é o CVV-Centro de Valorização da Vida, instituição que realiza atendimento voluntário e gratuito ao público em geral.

O serviço é disponibilizado sob total sigilo por telefone, e-mail, chat e voip, 24 horas, todos os dias. Para maiores informações, acesse o site https://www.cvv.org.br/ ou ligue para 141.

Compartilhe esse conteúdo com amigos e demais pessoas que perceba estar em um momento de risco, afinal, toda ajuda é bem-vinda na prevenção do suicídio! 🙏🏻

Um forte abraço,

Marcos Tardeli
Espaço Sapienza

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Marcos Tardeli é graduado em Psicologia e atua como psicoterapeuta no Espaço Sapienza em São Paulo, capital.

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