LPM Clínica de Ginecologia e Obstetrícia

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05/05/2026

Como assim um robô vai fazer minha cirurgia?

Essa é uma dúvida frequente das pacientes que tem uma cirurgia indicada e recebem a orientação que a melhor via para o seu caso é a robótica: como assim um robô que vai me operar? Quando falamos assim parece que realmente tudo será feito pelo robô e o cirurgião não tem um papel nessa “história”, mas é aí que você se engana - tudo que o robô faz é controlado pelo médico em um console, local que ele enxerga tudo que está acontecendo na cirurgia e controla todos - eu disse TODOS - os movimentos que o robô faz, bem como a posição da câmera e o uso de energias para corte e coagulação com suas mãos e seus pés.

Mas se o robô vai fazer tudo que o cirurgião faria, qual a vantagem? Ela está em vários pontos e aqui vão apenas alguns:

1o as pinças são delicadas, tem mais firmeza e corrigem qualquer tremor;
2o para cirurgias longas e difíceis o cirurgião permanecer sentado e o “grande esforço” ser do robô diminui a chance de complicações, afinal uma máquina não vai cansar de afastar ou segurar uma estrutura por horas;
3o a visão 3D aumentada com possibilidade de aproximação e afastamento, a qualquer momento, o que confere ainda mais segurança;
4o tudo é realizado com pequenos cortes, tornando a recuperação pós cirurgia muito melhor e mais rápida.

Em resumo, o robô veio para aprimorar cirurgias, melhorar a recuperação do paciente e aumentar a segurança dos procedimentos. Ficou alguma dúvida? Então deixa nos comentários.

Beijos da sua ginecologista,
Dra. Lígia Pizzinatto Micelli

10/03/2026

Você já deve ter escutado que o Papanicolaou mudou né?

Bom, na verdade, ele foi substituído pela pesquisa do HPV, que é o vírus causador do câncer de colo do útero. Essa mudança melhora ainda mais o diagnóstico precoce da doença, já que identifica o causador do problema, antes mesmo do surgimento de alguma lesão - como acontecia antes com o Papanicolaou.

Além disso, nas pacientes com resultado negativo, podemos dar “uma folga” na coleta por 5 anos - já que temos segurança que nenhuma lesão irá surgir nesse período. Já nas positivas, sem alterações celulares, conseguimos agir com medidas que favoreçam a eliminação do vírus e seguir de perto diagnosticando qualquer alteração precocemente.

Agora você deve estar se perguntando, este é o “fim” do Papanicolaou? Não, ele ainda será utilizado para as pacientes com HPV de alto risco positivo, que não o 16 e o 18, para determinar se é necessário realizar colposcopia, ou seja, ele ainda tem seu papel, porém em uma avaliação já direcionada para pacientes em risco de lesão, o que faz muito mais sentido do que para a população geral como anteriormente.

E aí? Você sabia dessa mudança? Já agendou sua rotina esse ano?

Beijos da sua ginecologista,
Dra. Lígia Pizzinatto Micelli

30/12/2025

E se eu te contar que o problema do seu corrimento, que não melhora, não está nas medicações ou nos seus hábitos. O problema está no diagnóstico - você pode estar tratamento a doença errada, mas tem um exame que pode te ajudar: a microscopia.

A microscopia nada mais é do que a análise do conteúdo vaginal, em microscópio, para detecção de bactérias e fungos. Com ela nós conseguimos direcionar um tratamento mais assertivo e eficaz, realizar controle de cura e manter um seguimento para que este problema não surja novamente.

Se você se identifica com essa situação, entre em contato e agende uma avaliação.

Beijos da sua ginecologista,
Dra. Ligia Pizzinatto Micelli

Endereço

São Paulo, SP

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