11/05/2026
Quando falamos em TDAH, ainda é comum que o foco fique restrito à desatenção, à impulsividade ou à agitação.
Mas, na prática clínica, observamos com frequência um aspecto que atravessa silenciosamente o funcionamento dessas pessoas: a oscilação emocional.
Não se trata de instabilidade no sentido clássico dos transtornos de humor, nem de “falta de controle” no sentido moral. Trata-se de um padrão de desregulação emocional associado a diferenças neurobiológicas e a dificuldades nas funções executivas, especialmente aquelas relacionadas à inibição e ao manejo de respostas internas.
Estudos recentes têm reforçado que a desregulação emocional é uma dimensão central do TDAH, com impacto significativo na qualidade de vida, nas relações interpessoais e na construção da autoestima, muitas vezes mais do que os sintomas clássicos.
Compreender esse funcionamento muda a forma como interpretamos comportamentos, ajustamos intervenções e, sobretudo, como acolhemos quem vive essa experiência.
Deslize para o lado para entender melhor.
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