Joseane Bessa - Nutricionista Comportamental

Joseane Bessa - Nutricionista Comportamental Alimentação saudável, nutrição, comportamento alimentar e tudo o que me inspira na nutrição e na vida - com um toque de leveza!

A comida carrega histórias.Às vezes aquele bolo, doce ou receita favorita não representam só sabor.Representam amor, aco...
21/05/2026

A comida carrega histórias.

Às vezes aquele bolo, doce ou receita favorita não representam só sabor.

Representam amor, acolhimento,
memória e conforto.

O problema é quando junto disso vem a culpa.

Como se para viver aquele carinho fosse preciso “pagar” depois.

No acompanhamento, muitas vezes, não trabalhamos excluir a comida.

Trabalhamos ampliar a vida ao redor dela.

Construir outras formas de viver afeto, conexão e presença.

E aí o alimento deixa de ocupar o lugar de “tudo”.

Ele continua existindo, mas agora compondo o momento de forma mais leve 🦋

20/05/2026

Chamar a comida de besteira, porcaria ou gordice parece algo trivial, mas mostra que nossa relação com a comida talvez não esteja tão bem assim.

Eu costumo falar em consulta que muitas pessoas têm uma espécie de polícia alimentar dentro de si, que f**a vigiando, julgando e criticando tudo o que comem.

Só que, ao invés de ajudar, isso costuma atrapalhar.

Porque o resultado quase sempre é culpa, ansiedade e exagero.

Quando você está em paz com a comida, não precisa chamar o alimento de forma pejorativa e nem avisar todo mundo que “amanhã vai compensar na academia”.

Você só come… e segue a vida.

Por isso é tão importante construir uma voz mais gentil dentro de si.

Uma voz que consiga perceber quando realmente há exagero ou falta de cuidado, mas sem humilhação, punição ou medo.

Porque mudança também pode acontecer com respeito 💙

Ela achava que o problema era falta de controle perto da família.Mas na verdade, muitas vezes, a comida estava ajudando ...
19/05/2026

Ela achava que o problema era falta de controle perto da família.

Mas na verdade, muitas vezes, a comida estava ajudando ela a suportar um ambiente desconfortável.

Comentários que não concordava.
Falas que machucavam.
Situações que ela engolia calada para evitar conflito.

E a comida acabava funcionando como alívio.

Por isso mudar não era simplesmente “comer menos”.

Era aprender a se proteger.

Criar limites, diminuir o tempo de exposição e perceber o que realmente queria comer e o que estava tentando anestesiar.

Porque quando o ambiente muda ou a forma como você se posiciona nele muda, a relação com a comida também muda 🦋

18/05/2026

Sabe aquela tia que sempre comenta o que você come?

“Vai comer tudo isso?”
“Você vai repetir?”
“Mas você está de dieta, não está?”

Seu cérebro pode começar a identif**ar esse ambiente como um lugar de perigo.

E aí surge a ansiedade.

Isso muda completamente a forma como você come.

Algumas pessoas comem mais.
Outras travam, comem menos, f**am tensas.

Mas o caminho não é mudar sua alimentação para evitar críticas.

Porque, quando alguém precisa te diminuir,
a comida é só uma das portas.

Depois vem seu corpo, sua roupa, suas escolhas,
sua vida.

O que protege você de verdade não é o controle alimentar.

São os limites.

E também estar perto de pessoas que te respeitam, acolhem e conseguem falar sobre cuidado sem humilhar ou expor.

Porque comer em paz também depende do ambiente onde você está 💙

A pizza da sexta sustentava muito mais do que fome.Ela sustentava descanso, prazer,alívio e a sensação de finalmente pod...
14/05/2026

A pizza da sexta sustentava muito mais do que fome.

Ela sustentava descanso, prazer,
alívio e a sensação de finalmente poder relaxar depois de uma semana difícil.

Por isso não fazia sentido simplesmente proibir ou mandar “ter controle”.

Porque aquele momento carregava funções importantes na vida dela.

No acompanhamento, o foco não foi tirar a pizza.

Foi construir uma vida onde o cuidado e o prazer não precisassem existir apenas na sexta-feira à noite.

Criamos pequenas pausas ao longo da semana.
Momentos de diversão, descanso, movimento, conexão.

E aí a pizza deixou de ser “a única coisa boa da semana”.

Ela continuou existindo, mas ocupando um lugar mais leve.

Quando a vida f**a mais rica, a comida não precisa carregar tudo sozinha 💙

13/05/2026

Quando você cresce em um ambiente imprevisível,
onde não sabe o que esperar,
onde as emoções mudam o tempo todo e falta segurança

Algo precisa ocupar esse espaço. E muitas vezes, foi a comida.

Ela não julga, está disponível, acalma mesmo que por um tempo.

Então não é estranho que, hoje,
ela ainda ocupe esse lugar.

É uma tentativa do corpo se adaptar ao que tinha no momento.

Mas chega um momento em que isso começa a não funcionar mais.

E o caminho não é tirar a comida à força.

É, aos poucos, construir segurança em outros lugares.

Em relações mais estáveis, em vínculos mais seguros, um espaço onde você possa ser acolhida.

Pra que a comida não precise ser tudo.

E possa voltar a ser o que ela é nutrição, prazer e, às vezes, conforto.

Sua relação com a comida sustenta um edifício inteiro.Às vezes aquele doce, o salgado da tarde ou o excesso da noite não...
12/05/2026

Sua relação com a comida sustenta um edifício inteiro.

Às vezes aquele doce, o salgado da tarde ou o excesso da noite não estão ali “só porque sim”.

Eles sustentam alívio, pausa, prazer, descanso, conexão, acolhimento.

Por isso mudar não é simplesmente tirar o comportamento ou o alimento.

Porque quando você tira sem construir outras bases… tudo desmorona.

No consultório eu não trabalho arrancando aquilo que hoje ajuda você a suportar a vida 💙

Nós vamos tornando a vida mais rica.

Criando outros espaços de prazer.
De cuidado, pausa e acolhimento.

E aí a comida deixa de precisar ocupar tantos lugares ao mesmo tempo.

A redução acontece de forma mais segura, leve e natural 🦋

11/05/2026

Muita gente percebe que come mais no trabalho.

E acha que o problema é falta de controle.

Mas, na prática, o que mais contribui é o ambiente.

🦋tarefas repetitivas que geram tédio
🦋clima de tensão ou pressão
🦋pausas que giram em torno da comida
🦋ver outras pessoas comendo o tempo todo

A comida acaba se tornando uma forma de aliviar o estresse, uma pausa no meio do dia ou até uma forma de conexão com os outros

Isso é o ambiente moldando a fome a que você come e você pode começar a notar:

“eu quero isso mesmo ou estou indo no automático?”
“isso está alinhado com o que eu preciso agora?”

Consciência é chave para que escolha com mais intenção.

08/05/2026

Comer vendo TV ou mexendo no celular não é o problema.

O problema é quando você deixa de se escutar.

Quando a refeição vira só um momento automático,
f**a mais difícil perceber:

– se você está com fome
– se já está satisfeita
– se aquela comida realmente te agradou

E aí, muitas vezes, você termina de comer
sem nem saber direito como foi.

A ideia não é tirar a TV,
nem proibir o celular.

É construir presença, mesmo nesses momentos.

Se perguntar:

“Eu estou com fome?”
“Estou satisfeita?”
“Isso está sendo prazeroso?”

Pequenas pausas mudam tudo.

Porque comer melhor começa na conexão com você 💙

O lanche da noite era o único momento do dia dela.Ela esperava a casa f**ar em silêncio, as crianças dormirem pra finalm...
07/05/2026

O lanche da noite era o único momento do dia dela.

Ela esperava a casa f**ar em silêncio, as crianças dormirem pra finalmente sentar e comer o que gostava.

Ali, ela sentia que tinha um tempo só dela.

Mas, aos poucos, isso começou a pesar. O lanche foi f**ando maior, mais frequente e veio a sensação de excesso.

Na consulta, a gente entendeu: não era sobre comida.

Era sobre não ter espaço pra ela ao longo do dia.

Então a gente não tirou o lanche.

A gente criou outros momentos.

Na agenda mesmo.

Tempo com amigas, momentos de cuidado, pausas que cabiam na rotina.

E o lanche deixou de ser o único alívio e voltou a ser só um momento de prazer.

Às vezes, a comida não é o problema.
Ela só está ocupando o espaço que ninguém mais ocupou 💙

Ela não estava com fome.Ela só não queria se escutar.Sempre que f**ava sozinha, a comida virava companhia.Um jeito de pr...
06/05/2026

Ela não estava com fome.

Ela só não queria se escutar.

Sempre que f**ava sozinha, a comida virava companhia.

Um jeito de preencher o silêncio, de não sentir e de não olhar pra dentro.

E depois vinha a culpa como se fosse falta de controle.

Mas não era.

Era medo de f**ar com as próprias emoções.

Quando ela começou a se permitir sentir, sem fugir, sem se julgar algo mudou.

Ficar sozinha deixou de ser um vazio.

Virou um espaço de acolhimento.

E a comida voltou a ser só comida 💙

Endereço

Avenida Angelica, 321
São Paulo, SP
01227000

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