Dr. Caique de Melo

Dr. Caique de Melo 💡| Ajudando fisioterapeutas simplificar a dor crônica
🤓| Doutor & Pesquisador
📍| Atendimento presencial e online

Tem fisioterapeuta que escolhe o tratamento antes mesmo de entender o que precisa acompanhar. 😅Atende paciente com dor l...
06/06/2026

Tem fisioterapeuta que escolhe o tratamento antes mesmo de entender o que precisa acompanhar. 😅

Atende paciente com dor lombar… não mensura intensidade de dor, função, incapacidade e muito menos qualidade de vida ou prognóstico do paciente.
E como fala que o paciente melhorou?

Muitos atendimentos ainda são baseados em:

“eu achei que melhorou”
“o paciente falou que está melhor”
“na minha experiência funciona”

E calma…

A percepção do paciente importa MUITO.

O MAIOR problema é quando ela é a única coisa que você tem. Porque todo profissional que não mensura seus resultados tende a acreditar que está fazendo um excelente trabalho.

Afinal… o paciente saiu sorrindo, né? 😅

Mas fisioterapia baseada em valor exige mais. O uso de questionários, escalas e instrumentos de medida não existem pra transformar sua clínica em um laboratório de pesquisa.

Existem para transformar uma impressão em acompanhamento clínico, dados e medidas que são IMPORTANTES para o SEU PACIENTE, por exemplo.

Existe uma diferença absurda entre falar:

“meu paciente melhorou bastante”

e mostrar:

“ele reduziu incapacidade, melhorou função e voltou a fazer a atividade X, Y e Z que era importante pra ele baseada na escala funcional específ**a do paciente.”

Isso muda o jogo. Muda como o paciente entende sua evolução e como outros profissionais enxergam seu trabalho (inclusive aquele ortopedista que manda cartinha de 10 sessões)

Além disso, isso muda também a tomada de decisão do fisioterapeuta!

Queremos autonomia como fisioterapeutas?

Então precisamos parar de apenas contar histórias de melhora e começar a documentar resultados.

Quem começa a avaliar com método dificilmente volta para o “eu acho”. 🧠📊

Comenta “QUERO” que eu te mostro uma ferramenta que uso para coletar e visualizar esses dados 👇

05/06/2026

Fisioterapeuta que deseja ser mais valorizado na profissão: precisamos falar de uma coisa desconfortável. 👀

Muitos querem autonomia, reconhecimento e respeito como profissional de saúde. Mas aí chega um paciente com dor lombar/cervical e a avaliação é:

“Quanto está sua dor?”
“Melhorou?”
“Está se sentindo bem?”

E acabou.

Cadê a escuta, uma boa avaliação e as medidas de incapacidade, função e/ou prognóstico?

Se você não mede o começo, como consegue provar o quanto o seu tratamento mudou a vida daquele paciente? A narrativa do “meu paciente melhorou” é importante.

Mas na saúde baseada em valor, percepção sozinha não sustenta NENHUM resultado. Você precisa mostrar e provar para, o paciente, médicos, outros profissionais de saúde e para você mesmo (não se achar o último biscoito do pacote)

Porque contra dados bem coletados e apresentado não existe discussão.

Queremos parar de receber “receita” de 10 sessões e sermos vistos como profissionais clínicos?

Então precisamos agir como profissionais clínicos.

Avalie e reavalie usando medidas e questionários confiáveis!

A valorização da fisioterapia também passa pela forma como mostramos o valor que entregamos. 📈🧠

04/06/2026

Educação em neurociência da dor funciona pra dor crônica?

Esse overview, publicado no JOSPT, analisou 8 revisões sistemáticas com metanálise e a resposta não é tão simples.

Todas as 8 revisões foram classif**adas com qualidade criticamente baixa (AMSTAR 2). A sobreposição de estudos primários foi alta (CCA = 13%) e muito alta quando analisada por condição: 40% pra dor lombar, 27% pra dor na coluna e 25% pra fibromialgia. Basicamente, as revisões estavam avaliando os mesmos estudos.

Os resultados variaram bastante entre condições e entre metanálises que avaliavam o mesmo desfecho. Houve efeitos positivos pra intensidade de dor em algumas análises, mas inconsistências em outras. Pra catastrofização e cinesiofobia, o mesmo padrão. Além da força de evidência que variou de moderada a muito baixa.

A conclusão dos autores foi direta: é impossível fazer recomendações clínicas claras com as metanálises disponíveis.

Minha opinião: educação em neurociência da dor não é inútil, mas está longe de ser uma intervenção isolada que resolve tudo. Precisamos de ensaios clínicos e revisões sistemáticas melhores, com relato mais detalhado das intervenções e com qualidade metodológica, pra saber o que realmente funciona, pra quem e em que dose.

Referência: Martinez-Calderon J, et al. A Call for Improving Research on Pain Neuroscience Education and Chronic Pain: An Overview of Systematic Reviews. JOSPT. 2023;53(6):353-368.

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04/06/2026

não é verdade?

A postura virou novamente a vilã da história na dor cervical 😅Recentemente o  publicou um conteúdo relacionando dor cerv...
04/06/2026

A postura virou novamente a vilã da história na dor cervical 😅

Recentemente o publicou um conteúdo relacionando dor cervical com postura. E apesar da intenção de orientar a população ser importante, existe um problema quando simplif**amos uma condição complexa.

Porque dor não funciona como uma conta matemática:

❌ cabeça inclinada = dor cervical
❌ sentar errado = dor lombar
❌ postura “ruim” = coluna danif**ada

Se fosse simples assim, seria fácil resolver.

Mas hoje sabemos que dores persistentes na coluna são condições multifatoriais.

A dor pode envolver:

• nível de atividade física
• sono
• estresse
• crenças sobre o próprio corpo
• medo de movimento
• saúde geral
• fatores psicológicos e sociais
• experiências anteriores
• além dos fatores biológicos

A postura pode fazer parte da história de algumas pessoas? Pode. Mas, enquanto profissionais de saúde e fisioterapeutas não devemos transformar ela na personagem principal de toda dor e ignorar todo outros fatores.

E isso é tão importante porque também muda a forma como tratamos.

Quando acreditamos que existe apenas uma causa, começamos a procurar tratamentos que “corrigem” apenas essa causa:

“corrigir postura”
“colocar a coluna no lugar”
“arrumar o desalinhamento”

Só que pacientes com dor lombar e cervical persistente geralmente precisam de uma abordagem mais ampla.

Precisamos avaliar, tratar e educar melhor.

O corpo humano não é uma máquina frágil que quebra porque você f**a olhando para baixo no celular. Ele é adaptável.

Informação errada também tem efeito:
ela aumenta medo, preocupação e faz pessoas saudáveis começarem a desconfiar do próprio corpo.

Menos terrorismo sobre postura.
Mais educação em saúde baseada em ciência.

A coluna aguenta muito mais do que ensinaram pra gente na faculdade! 🧠

02/06/2026

Os fisioterapeutas precisam entender sobre os fatores de risco e prognóstico da dor para informar melhor seus pacientes em relação ao problema deles. Isso é extremamente importante pra que nossa comunicação não gere mais medo e nocebo.

01/06/2026

🍎 Movimento, alimentação e saúde começam na infância.

O professor Caíque de Melo, da disciplina de Políticas Públicas, conversou com a aluna do 1º semestre do curso sobre o projeto “Educação em Saúde na Obesidade Infantil”, uma iniciativa desenvolvida como parte da avaliação dos alunos sobre um ação pautada Educação em Saúde como uma ação na atenção primária.

A obesidade infantil envolve diversos fatores, como hábitos alimentares, rotina familiar, prática de atividade física e o ambiente em que a criança está inserida.

Projetos como esse reforçam a importância da educação em saúde: aproximar informações de qualidade das crianças, famílias e comunidade, incentivando hábitos saudáveis e promovendo saúde desde os primeiros anos de vida.

Parabéns a toda equipe pelo excelente projeto! 👏💙

Endereço

São Sebastião, SP

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