Dr. Caique de Melo

Dr. Caique de Melo 💡| Ajudando fisioterapeutas simplificar a dor crônica
🤓| Doutor & Pesquisador
📍| Atendimento presencial e online

09/09/2026

As três melhores!

🚨 Cinta lombar para dor lombar funciona?Um novo ensaio clínico randomizado publicado no JAMA Network Open avaliou 168 ad...
06/09/2026

🚨 Cinta lombar para dor lombar funciona?

Um novo ensaio clínico randomizado publicado no JAMA Network Open avaliou 168 adultos com dor lombar inespecífica há 1 a 6 meses.

Os participantes foram divididos em cuidado usual + cinta lombar não rígida (n=86) ou apenas cuidado usual (n=82), durante 12 semanas.

No Oswestry Disability Index (ODI), que varia de 0 a 100, houve redução média de 10 pontos no grupo cinta + cuidado usual, contra 5,3 pontos no grupo cuidado usual.

A diferença entre os grupos foi de −4,7 pontos (IC95% −8,4 a −0,9).

Traduzindo: na média, adicionar a cinta ao cuidado usual trouxe cerca de 5 pontos a mais de melhora na incapacidade, em uma escala de 0 a 100.

O grupo da cinta também apresentou maior redução da dor em repouso e durante as atividades, além de menor uso de medicamentos para dor ao longo das 12 semanas.

Mas aqui está o ponto mais importante: embora o resultado do ODI tenha sido estatisticamente significativo, a diferença entre os grupos foi pequena. Portanto, precisamos ter cuidado para não transformar esse estudo em “cinta lombar funciona e todo mundo deveria usar”.

Existem outras intervenções recomendadas para dor lombar que devem continuar ocupando papel central no tratamento. E esse estudo, isoladamente, não significa que as recomendações das principais diretrizes devam ser abandonadas.

O que temos agora é um novo, interessante e polêmico ensaio clínico sugerindo que adicionar uma cinta lombar não rígida ao cuidado usual pode proporcionar um pequeno benefício adicional para pessoas com dor lombar inespecífica de 1 a 6 meses.

E é assim que a prática baseada em evidências deveria funcionar: novos dados surgem, nós interpretamos com cuidado e, quando necessário, atualizamos nossas decisões.

👇 Agora quero saber de você:

Depois desse estudo, você usaria ou prescreveria cinta lombar para seus pacientes com dor lombar?

03/09/2026

IMPLEMENTAÇÃO NA VEIAAAA! ISSO AQUI É 😮‍💨👏🏼⭐️🤌🏼🎯📊🧠

02/09/2026

Não use apenas a Escala Numérica de Dor (END) para dizer que seu paciente melhorou.

A END é simples, rápida e extremamente útil para acompanhar a intensidade da dor em uma escala de 0 a 10. Os pacientes tendem a entender facilmente ela no dia a dia.

O problema começa quando ela vira a única medida de evolução do tratamento que o fisioterapeuta usa.

Um paciente com dor lombar ou dor cervical pode passar de uma dor 8 para 3 e ainda:

→ ter dificuldade para trabalhar
→ evitar atividades funcionais importantes
→ apresentar incapacidade
→ não ter recuperado confiança em um esporte/hobby
→ continuar com qualidade de vida ou sono ruim

E o contrário também pode acontecer: a intensidade da dor não mudar tanto, mas o paciente estar mais ativo, funcional e capaz de fazer aquilo que importa para ele.

Por isso, uma boa avaliação precisa olhar para diferentes desfechos.

Dor é importante. Mas função, incapacidade, qualidade de vida, qualidade de sono, medo do movimento, prognóstico e percepção de melhora também são.

Faz sentido?

31/08/2026

Profissional de Educação Física também pode usar questionários e escalas validadas? Sim. E eu posso explicar

Quando você acompanha uma pessoa durante semanas ou meses de treinamento, não precisa olhar apenas para carga, número de repetições, força ou desempenho.

Existem mudanças que são importantes para aquela pessoa e que nem sempre aparecem no exame físico ou nos dados do treino.

Como está a dor?
Ela voltou a realizar uma atividade que antes não conseguia?
Como está a percepção de função?
A qualidade de vida mudou?
Ela percebe que está melhor?

É aí que entram os PROMs (conhecido como os Patient-Reported Outcome Measures): instrumentos ou questionários que permitem coletar, de maneira padronizada, informações relatadas pelo próprio indivíduo.

Para o profissional de Educação Física, esses dados podem ser mais uma peça do quebra-cabeça, complementando a avaliação e as variáveis do treinamento, e não substituindo aquilo que já é avaliado.

Imagine acompanhar alguém com histórico de dor lombar durante um programa de musculação. Além de observar sua evolução no treinamento, você passa a ter dados sobre como dor, função e qualidade de vida se comportaram ao longo das semanas.

Isso permite sair do simples “parece que ele está melhor” para acompanhar diferentes dimensões dessa evolução.

E essa lógica vale tanto para profissionais de Educação Física quanto para fisioterapeutas: se você trabalha acompanhando pessoas ao longo do tempo, coletar dados ajuda a entender melhor o que está mudando.

📊 As Planilhas Inteligentes foram desenvolvidas justamente para facilitar esse processo, reunindo escalas e questionários validados com pontuação automática, interpretação dos resultados e gráficos de evolução. Hoje disponíveis para dor lombar e dor cervical.

Porque coletar dados é importante.

Mas transformar esses dados em informação útil para acompanhar uma pessoa é ainda mais importante. 📊🎯🧠

28/08/2026

Isso fez e faz diferença!

Endereço

São Sebastião, SP

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando Dr. Caique de Melo posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Atalhos

Compartilhar