18/05/2026
O caso da Gisele reacendeu uma discussão importante sobre veganismo, saúde e individualidade.
Quando uma pessoa famosa relata anemia, desconforto intestinal ou dificuldade em manter uma alimentação vegana, muita gente conclui rápido demais:“tá vendo? veganismo faz mal.”
Mas a conversa não é tão simples assim.
Uma experiência individual não define uma dieta inteira.Ao mesmo tempo, também não dá para romantizar uma transição alimentar feita sem planejamento.
Ser vegetariano ou vegano não significa automaticamente ter deficiência de proteína mas isso pode acontecer, sim, quando a pessoa retira carne, leite e ovos e não sabe como substituir de forma adequada.
E esse é um ponto muito comum na prática: muita gente tira os alimentos de origem animal, mas não reorganiza o prato.
F**a com pouca proteína, pouca variedade, baixa densidade nutricional e, muitas vezes, sem atenção a nutrientes importantes como B12, ferro, zinco, cálcio, ômega-3 e vitamina D.
A proteína vegetal existe, funciona e pode atender muito bem às necessidades do corpo mas precisa de estratégia: leguminosas, tofu, tempeh, proteína de soja, ervilha, sementes, oleaginosas e boas combinações ao longo do dia.
A grande lição desse debate não é demonizar o veganismo.Também não é fingir que ele não exige cuidado.
É entender que alimentação vegetariana e vegana precisam de equilíbrio, acompanhamento e individualização.